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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Da última ceia do ano velho

 

Para memória futura, convém lembrar os exemplares ingredientes:

- 1 lagosta nacional.
- 1 alface portuguesa.
- torradinhas de bom pão.
- maionese Hellmann's.
- Vinho Chablis (Chardonnay) 2020 Domaine Fèvre (12,5º).*

* oferta gentil de um bom Amigo.

domingo, 4 de março de 2018

O tempo dos primores


Os morangos ainda sabem a nada, ou a água chilra deslavada, porque só em Maio começam a ganhar personalidade gustativa. Mas os nossos queijos tradicionais ainda estão na sua plenitude de sabor. Está a acabar-se a saison da lampreia que, castiçamente, é muito curta: Fevereiro e Março. E ainda não me começou a apetecer sardinha: lá para finais de Abril, talvez. Mas, hoje em dia, há de tudo sempre e em qualquer altura. Perdeu-se assim a espera desejada dos primores.
Ontem, vieram para a mesa umas Vieiras gratinadas, que estavam um espanto, com o seu recheio doméstico, mesclado de bocadinhos de lombo de linguado e segmentos róseos de gambas. Hoje, fora de tempo também, há-de comer-se uma especiosa maionese de lagosta, porque era preciso descongelar o frigorífico. E tudo isto vai indo assim, fora de tempo. Acessível de preço, saboroso nem sempre, mas sem os rituais antigos, que a memória conserva.
Porque dantes, Lagosta era uma vez por ano e na Póvoa de Varzim, quando a minha Mãe decidia ir à rua Tenente Valadim escolher, do tanque da loja de marisco, o bicho que lhe parecesse mais maneirinho e a contento. A loja tinha viveiros próprios encravados e cavados em penedos do mar da Póvoa, que eu cheguei a visitar e conhecer. E a Lagosta era o primor e o ritual de Agosto. Vinha, viva, de patas ou pinças atadas para casa, onde era metida na panela, cruelmente, em água fervente com algumas, poucas, pedrinhas de sal grosso...


sábado, 13 de outubro de 2012

Exercício para a austeridade, ou...


...a lagosta dos pobres.

com agradecimentos a C. S..

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Como cozer a lagosta


A protecção e defesa dos animais, por parte dos ingleses, que marca fortemente a sua cultura, pode explicar o que se conta a seguir e que, ao longo de vários números do TLS, quase assumiu um lado polémico, através de algumas cartas de leitores.
Há pouco mais de um mês, uma recensão crítica, a um livro sobre lagostas, referia o método clássico (como também se usa em Portugal) de mergulhar o animal em água fervente, ainda vivo, para o matar e cozer. As cartas à redacção do TLS dispararam, sublinhando e insurgindo-se contra o método cruel e desumano da operação. Algumas delas referiam que seria mais aceitável que se mergulhassem as lagostas em água fria, aquecendo-a gradualmente...
E a troca de palavras e soluções foi continuando, até que no último TLS (nº 5698), um leitor americano do Massachusetts avançou com uma solução curiosa, que talvez seja a mais benigna. Diz ele que se poderia fazer, como se faz nas praias do sul de New England, com os caranguejos. Assim: colocam-se os caranguejos num recipiente, com muitos cubos de gelo. Os caranguejos, julgando ter chegado o Inverno, hibernam ou adormecem. Quando deixarem de mexer, colocam-se rapidamente num panela de água fervente, e eles em 2 ou 3 segundos morrem a dormir...