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terça-feira, 3 de abril de 2012

Citações XCVI : William Shakespeare (2)


"A brevidade é a alma da sabedoria."

William Shakespeare (1564-1616), in Hamlet.

domingo, 30 de outubro de 2011

Divagações 15


São por vezes misteriosas, na sua essência, as escolhas de cada um. Quando se opta por um excerto de prosa, uma obra musical, um poema, em detrimento de outros, essa preferência é sempre fruto de várias circunstâncias que, muitas vezes, tem pouco a ver com o objecto escolhido. A primeira circunstância é, normalmente, o estado de espírito do momento da decisão. Que exclui o criticismo, puro e duro, da qualidade, em si. Depois uma empatia caprichosa e breve que talvez nem dure muito. A razão tem, neste particular, um papel reduzido. Só mais tarde exercerá uma sanção punitiva e de remorso, perante uma opção menos cuidada e objectiva. E já não há nada a fazer, senão minimizar os danos. Esperemos que um poema que escolhi, hoje, para postar amanhã, aqui, no Arpose, não me traga nenhum arrependimento. Estou quase seguro que fiz a opção certa..., mas nunca se sabe.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Para Miss Tolstoi, na sequência de um seu comentário





Aqui ficam o esboço e retrato de Thomas Moore, feitos por Hans Holbein; e a fotografia do actor inglês Lawrence Olivier, para cotejo. Na sequência do poste anterior e de um comentário de Miss Tolstoi.

Osmose (3)


São figurações interiores. Factores quase indistintos e situações que se respiram, imperceptíveis, mas que dificilmente consentem expressão exterior. Por pudor, por temor no erro de avaliação, por dúvida sobre a clarividência intuitiva. Regressam, assim, silenciosamente à memória. Pela impossibilidade racional de as justificarmos.
Há quase uma certeza, mas como a dos oráculos metafóricos, ou como a generalização abstracta dos astrólogos: não ousamos torná-la exterior e concreta. Porquê a semelhança do rosto de Thomas Moore e a face de Lawrence Olivier? É evidente que estamos perante uma irrealidade e a única coincidência é que eram ambos ingleses.
O ponto de partida foram dois corpos debruçados sobre o mesmo assunto. O retrato pintado por Holbein, que encima este poste, é apenas uma derivação, embora o tenha colocado por associação.
Essas figurações, de que falava no início, podem vir duma expressão do rosto, de um cheiro longínquo, de um tom de voz que parece mais quebrado do que o costume. Por um gesto que surpreendemos, ou pela posição de dois corpos que se debruçam sobre o mesmo assunto, e se ajustam, paralelos, em consentida harmonia.
Como dizia José Régio: "há mais mundos".