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sábado, 19 de abril de 2014

De um editorial do "Obs."


Será que teremos de nos resignar à morte lenta da Europa? Os erros repetidos dos responsáveis de Bruxelas, o dogmatismo trágico das autoridades monetárias, o crescimento generalizado das obsessões identitárias: tudo concorre para isso. O continente estagna, as instituições fraquejam, as economias divergem, o desemprego persiste, a obra comum estiola-se, os povos distanciam-se de uma construção de que eles não compreendem nem a utilidade nem a finalidade e que vêem apenas como o braço armado duma abertura a todos os ventos que ameaçam os seus bens adquiridos e o seu futuro. Dentro de seis semanas, os Europeus votam: eles correm o risco de votar contra a Europa. Ou, em todo o caso, de enviar para o Parlamento, encarregado de representar o espírito comum, um contingente de partidos anti-europeus suficientemente forte para conseguir destruí-lo. (...)

Laurent Joffrin, in SOS Europe (17/4/2014).

sexta-feira, 14 de março de 2014

Palavras lidas à noite


"...O princípio organizador da república, escrevia Montesquieu, é a virtude. Não a virtude das damas caridosas, mas a rectidão e a coragem moral. Nas nossas democracias deprimidas, é o que mais falta."

Laurent Joffrin (1952), no editorial de Le Nouvel Observateur (nº 2575).

sábado, 19 de janeiro de 2013

Adagiário CXVI : provérbio militar (francês?)


Citado por Laurent Joffrin, em "Le Nouvel Observateur" (nº 2515):

On peut tout faire avec des baïonettes, sauf s'asseoir dessus.
(Pode fazer-se tudo com as baionetas, excepto sentarmo-nos em cima delas.)