Será que teremos de nos resignar à morte lenta da Europa? Os erros repetidos dos responsáveis de Bruxelas, o dogmatismo trágico das autoridades monetárias, o crescimento generalizado das obsessões identitárias: tudo concorre para isso. O continente estagna, as instituições fraquejam, as economias divergem, o desemprego persiste, a obra comum estiola-se, os povos distanciam-se de uma construção de que eles não compreendem nem a utilidade nem a finalidade e que vêem apenas como o braço armado duma abertura a todos os ventos que ameaçam os seus bens adquiridos e o seu futuro. Dentro de seis semanas, os Europeus votam: eles correm o risco de votar contra a Europa. Ou, em todo o caso, de enviar para o Parlamento, encarregado de representar o espírito comum, um contingente de partidos anti-europeus suficientemente forte para conseguir destruí-lo. (...)
Laurent Joffrin, in SOS Europe (17/4/2014).