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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Filatelia CLII


 
Terá sido em Agosto de 1973, ou no ano seguinte, que visitei, pela primeira vez, o Museu Postal Nacional inglês, em Londres, criado cerca de sete anos antes, graças ao contributo mecenático do filantropo, homem de negócios e filatelista Reginald Moses Phillips (1888-1977).



O nosso equivalente museu dos CTT, na altura, da parte da exposição e estantes, tinha um caricato aspecto artesanal. Que veio, felizmente, a melhorar depois. O acervo filatélico era porém rico e não desmerecia o confronto com o seu congénere britânico.


sexta-feira, 8 de março de 2024

Divagações 192

 

Já uma vez por aqui referi que Maigret era bem frequentado, por alguns dos nossos escritores. Na colecção da Bertrand (49 volumes?) Georges Simenon foi traduzido, ao menos, por António Barahona da Fonseca (nº 9 e 39), Vasco Pulido Valente (nº 11), Maria A. Menéres (nº 26) e Ana Luísa Amaral (nº 27).
Pela colecção Vampiro, da Livros do Brasil, tinha já acontecido uma situação muito semelhante. Até Alexandre O'Neill traduziu Simenon. Sempre considerei este facto como uma hipótese de virem a existir versões portuguesas de melhor qualidade pelo trabalho destes escritores. Uma ou outra pequena dúvida no texto português, eu decidia-a a favor do tradutor e contra mim.
Embora as traduções de Simenon para alemão também não foram, na altura, bem apreciadas pela crítica, apesar do trabalho ter sido efectuado pelo poeta Paul Celan.
Mas a última discrepância deixou-me sem solução à vista. Tratava-se da palavra Strand (pgs. 115 e 147), traduzida no livro "O revólver de Maigret" (nº 39 da Bertrand) como masculino, por A. Barahona da Fonseca. Do meu ponto de vista, deveria ser feminina. Strand é, de significado base e linear: praia, margem, em português. Até justificável, em si, pela rua ser paralela ao Embankment do rio Tamisa, que corre nas proximidades. E, por sua vez, rua, em português, é também substantivo feminino. Daí a minha dúvida sobre esta versão portuguesa, masculina.
Mas lá afirma a sabedoria popular: No melhor pano cai a nódoa.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

arte menor (40)



Depois

Não sei se alguma vez em Londres
me chegaram versos. Os Kew Gardens
poderiam ser motivo ou cenário suficiente, 
os imensos relvados de Greenwich a perder
de vista talvez me trouxessem as palavras
esquecidas, de longe. Mas recolho, já noite,
de Inverness Terrace, por Outubro a memória,
dos meus passos húmidos, pensados, talvez
de um sentimento vago, estranho caminhante
que me encontra agora, por aqui, outra vez,
sem lhe saber o nome, origem ou razão 
de ser. Mas que me acompanha bem
tê-lo por perto e amigo concordante.


Sb., 12/7/22 - 6 e 30/8/23 - 26/11/23.

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Bibliofilia 201



Qualquer manuscrito, de índole literária, pode ser uma fonte inesgotável de investigação e descoberta. Tratando-se de um autógrafo o interesse e o valor aumentam consideravelmente. Não possuo, na minha biblioteca, muitos manuscritos, sendo que dois deles incluem poemas de Cruz e Silva (1731-1799), poeta de minha grande estima, que faleceu no Brasil. Um destes últimos, bem encadernado, é O Hyssope, numa versão provavelmente de finais do século XVIII, que terá pertencido ao estudioso F. M. de Sousa Viterbo (1845-1910). O segundo (em imagens), desencadernado, regista 22 odes de Elpino Nonacriense, pseudónimo do co-fundador da Arcádia Lusitana ou Olissiponense.
Inexplicavelmente, este manuscrito tem a página de guarda, em parte, riscada...




No que diz respeito às odes* de Cruz e Silva, este manuscrito não as abrange todas, mas tem a particularidade de incluir, ao que me parece, uma inédita (a 22ª na numeração), que está intitulada Pela aclamação dos Reis D. Maria 1ª e D. Pedro 3º.  A cerimónia terá tido lugar a 13 de Maio de 1777 e, por isso, esta ode inédita (?) terá sido escrita por essa altura para celebrar o faustoso acontecimento régio.


Vou transcrever o seu início:
1
Das virtudes guiados
Subi ao alto Trono, ó Reis augustos.
Nem sempre equivocos Fados
Se nos hão de mostrar surdos e injustos:
Abrem vasto Thezouro,
E nos mandad por vós a idade d'ouro.
...

* Para melhor esclarecimento sobre as odes do poeta Cruz e Silva, dá-se conta do seu número  nas várias edições impressas, cronologicamente:
- 1801 Imprensa da Universidade de Coimbra, inclui 34 odes pindáricas. Edição póstuma e primeira.
- 1815 Lisboa, Na Impressão Régia, contém 16 odes pindáricas (Que contém a primeira Parte das Odes Pindaricas.). Tomo V das Poesias de Antonio Diniz da Cruz e Silva...
- 1817 Lisboa, Na Impressão Régia, insere 30 odes (Que contém a segunda Parte das Odes Pindaricas.). Tomo VI das Poesias de Antonio Diniz da Cruz e Silva...
- 1820 Londres, Na Officina de T. C. Hansard, Peterboro'_Court, Fleet Street. Esta impressão, com 34 odes, segue maioritariamente a primeira edição conimbricense, de 1801, e "he conforme com um Manuscripto que não differe essencialmente da Edição de Coimbra de 1801, senão em alguns poucos versos e palavras, que..." segundo advertência dos editores, de 3 de Março de 1820.

Nota final: as iniciais (F. M. T. de A. M.), que surgem nos volumes (6) das Poesias de Cuz e Silva, editados inicialmente pela Typografia Lacerdina e depois pela Impressão Regia, referem-se a Francisco Manuel Trigoso de Aragão Morato (1777-1838), que dirigiu a organização e publicação dos poemas.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Antologia 7



Este conjunto de pequenos textos que constituem um pequeno livro de cerca de 100 páginas foi escrito, sobre Londres, em 1931, por Virginia Woolf (1882-1941), mas uma boa parte dos seus breves capítulos não terá uma idade escrita muito marcante e definida, antes parece ser intemporal. Seleccionei deles duas pequenas passagens (em tradução de José M. Silva), que se seguem:

À medida que subimos o rio em direcção a Londres, vamo-nos cruzando com os detritos que descem da cidade. Barcaças repletas de baldes velhos, lâminas de barbear, restos de peixe, cinzas e jornais - tudo aquilo, enfim, que deixamos na berma do prato ou atiramos para o lixo - despejam as suas cargas neste local, o mais desolado que existe à face da terra. Dessas grandes lixeiras, que servem de abrigo a inumeráveis ratazanas e onde crescem umas ervas grosseiras, repulsivas, elevam-se colunas de fumo, desde há cinquenta anos. O ar é áspero, acidulado. (pg. 23)

O comércio é engenhoso e infatigável, para além dos limites da imaginação. De todos os variadíssimos da terra, incluindo os seus desperdícios, não há nenhum que não tenha sido testado e para o qual não se tenha procurado alguma utilidade. Os fardos de lã que estão a ser retirados do porão de um navio australiano vêm atados, para poupar espaço, com fitas de ferro; mas essas fitas não são deitadas fora, são enviadas para a Alemanha e transformadas em máquinas de barbear. A lã liberta uma espécie de gordura. Esta gordura, que estraga os cobertores, é utilizada, depois de extraída, para fabricar cremes faciais. (pg. 27)

Virginia Woolf, in Londres (Relógio d'Água, 2005).

agradecimentos a H. N., pelo empréstimo.

domingo, 28 de março de 2021

Memorabília (8)


A memória da juventude não se apaga. Desde que se deixem sinais ou pistas identificadas: José Cardoso Pires (1925-1998), fotografado pelo escultor João Cutileiro (1937-2021), no ano de 1959. Em Londres.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Há 3 anos



Em 2017, em Outubro, as salas de cinema londrinas propagandeavam, em grandes cartazes pelas ruas, as estreias do último Harry Potter e The Death of Stalin. Como eu já tinha passado a idade pueril, interessei-me apenas, e com curiosidade, por esta última película. O elenco prometia, mas o nosso programa estava muito sobrecarregado, para ainda poder ir ao cinema.
Às vezes, porém, as coisas de que gostamos vêm ter connosco - foi o caso! E, ontem, vi o filme, gostosamente, na televisão. Michael Palin compôs um Malenkov credível e Jason Isaacs um marechal Zhukov espampanante. Só foi pena que não tivessem engordado um pouco mais Steve Buscemi acrescentando-lhe 2 ou 3 verrugas no rosto, para ele compor um Nikita Kruschev convincente...
Dei por bem empregue o meu tempo: uma comédia negra que me fez rir e pensar. E que me permitiu concluir que ainda há bom cinema europeu. Esta co-produção anglo-franco-belga, dirigida pelo escocês Armando Iannucci fez-me ficar optimista.

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Exposição na Tate



Numa espécie de glosa actualizada e de novos temas, a artista norte-americana Kara Walker (1969) expõe até 5 de Abril de 2020, na Tate Modern, a sua Fons Americanus, inspirada no Memorial da Rainha Victória (Londres), mas com motivos quase opostos, como é explicado neste vídeo. E em que a monarca britânica é substituída ou representada pela deusa africana Yoruba.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Recuperado de um moleskine (34)


Parece mais Janeiro do que Dezembro, pela laica algidez das perspectivas, mas chove miudamente ao fim do dia. E há um ralo nevoeiro que obscurece o horizonte curto da rua, à minha frente.
Será Simrockstrasse ou Inverness Terrace, na memória por cenário, em território hostil desgovernado? Pouco importa agora, de momento, à fixação escrita, do que foi real. 
As sinestesias funcionam muitas vezes por afecto. Outras vezes, a imaginação progride do desencanto ou do frio. Cá ou lá, os anos vão esgotando o possível.
Nascimento ou morte, por entre, reúnem.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

A propósito de leilões


Como grande parte das visitas que frequentam o Arpose vive em Portugal, uma exposição ou um leilão no estrangeiro serão, na maior parte dos casos e naturalmente, acontecimentos sem grande interesse directo - convém não esquecê-lo, em nome da realidade linear e objectiva. E, embora as viagens, hoje em dia, estejam ao preço da uva mijona e se note esse facto pela quantidade de turistas de alpergatas de plástico que nos visitam, nem todos se poderão deslocar a Berlim, Paris ou Londres, e muito menos a Nova Iorque, para assistir a um leilão de arte ou de livros, bem como para ver, com facilidade, uma exposição importante de um artista célebre, que por lá ocorra.

Seja como for, dentro de dois dias (26/9/2019), a Forum Auctions leva a efeito em Londres um importante leilão de manuscritos, incunábulos e  livros modernos, em primeiras edições.
Não tenho ilusões que grande parte das licitações serão feitas, não por amor ou paixão pela literatura, mas simplesmente por um mero acto racional de investimento que procura, em poucos anos, tirar lucros significativos na venda seguinte.
Se Dubliners, de James Joyce, ocupa, na sua edição original (1914), o lote 135, com uma estimativa de venda entre £ 100.000/ 150.000, valor que me não escandaliza excessivamente, que dizer do lote 148, Harry Potter and the Philosopher's Stone (1997), de J. K. Rowling, que aponta para uma venda previsível de 20.000 a 30.000 libras?

Quando o Orlando, na sua primeira edição (1928), de Virginia Woolf (lote 158) vai apenas a umas míseras e previsíveis £ 400/ 600, neste leilão da Forum Auctions...
Será que nenhum dos conhecidos tripeiros amigos da sra. Rowling, do tempo em que ela viveu no Porto, possui aquela edição do Potter com dust jacket?
É que seria uma boa altura para a pôr a render ou a trocar por um Porto Vintage, de qualidade imbatível e inalterável, até se abrir...

domingo, 8 de setembro de 2019

Para os francófonos, muito especialmente...



...este Domingo de 1957, para matarem saudades de Paris.
(Que eu sou mais de Londres.)

terça-feira, 23 de julho de 2019

Curiosidades 75


Até 11 de Agosto de 2019, a Tate Gallery expõe a mostra Van Gogh and Britain.
O título da exposição poderá colher desprevenido quem não saiba que o pintor holandês passou em Londres dois anos da sua vida, de Maio de 1873 até 1875, antes de se dedicar à profissão por que é mais conhecido. Aí trabalhou na Goupil & Cie, firma de origem parisiense, que pertencia a um tio de Van Gogh (1853-1898) e que se situava muito próximo da Tate Gallery, instituição que Vincent visitava com frequência. A loja produzia e vendia gravuras e litografias de arte muito diversas.
Pelas cartas ao irmão Theo, e não só, se nota e destaca o gosto de Van Gogh por dois quadros que ele refere frequentemente. Um do pintor neerlandês Meindert Hobbema (1638-1709), The Avenue at Middeharnis, de 1689; o outro, do inglês John Everett Millais (1829-1890): Chill October (1870).
Ambos de paisagens, e que se reproduzem no início e final deste poste, para que constem.


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Os sítios errados


Às vezes, é tarde quando nos apercebemos. Aconteceu-me, em Agosto de 1973, no Soho (Londres), internar-me por ruas escusas, até me aperceber da insegurança do local... Hoje, o Soho é um bairro chique londrino. Na juventude, em Guimarães, quando entrávamos no Largo do Serralho, sabíamos ao que íamos e o risco era relativo. Hoje, o local é bem frequentado, foi restaurado e até lá se encontra um boa casa de comida vimaranense. As odaliscas terão ido para outros locais...
Isto é quanto a sítios geográficos. Porque o pior é quando frequentamos pessoas erradas e só mais tarde nos apercebemos do equívoco. É sempre mais difícil reduzir o investimento, desfazer a meada e voltar a lugares mais arejados e saudáveis de convívio.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

O ar do tempo


Entre esta famosa edição incunabular da Crónica de Nuremberga (1500), de Schedel, uma das primeiras em língua alemã (a original era em latim) e este Potter da Pedra Filosofal, de J. K. Rowling, vai quase um intervalo de 5 séculos.
Por ironia do tempo e do destino, a base de licitação deste último livro é o dobro (20.000/30.000 libras) do valor estimado do célebre incunábulo alemão (10.000/15.000 libras). 
Assim vão os tempos ligeiros, que correm.
Os dois lotes pertencem ao leilão da Forum Auctions, que decorre hoje, em Londres.

Em tempo:
terminado o leilão, posso informar que Das Buch der Croniken und Geschichten foi retirado de praça. Enquanto a primeira edição (1997) de Harry Potter and the Philosopher's Stone foi arrematada por 28.000 libras.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Valores perenes


Por indícios vários e razões muito diversificadas, de que não excluo a internet, obliquamente, tenho a convicção enraizada de que o livro antigo, usado, de uma forma geral, baixou de preço ou, pelo menos, não aumentou. Abro uma excepção para os livros raros, naturalmente, que se foram valorizando mais.
Mas, há dias, ao pagar um livro usado de Vitorino Nemésio (1901-1978), num alfarrabista, apercebi-me claramente, embora não fosse uma obra rara, que o livro não me saíra barato. HMJ, que me acompanhava, também estranhou. Concluí, assim, que há autores que não perderam valor com o tempo, nem se depreciaram no interesse que despertam...
A Forum Auctions (Londres) levou a efeito, recentemente, um leilão de livros que incluía o exemplar 66 (de uma  tiragem especial de 525), assinado pelo autor, de The Little Prince, de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), na primeira edição da versão inglesa (1943) da conhecida obra do escritor francês. Com uma estimativa de venda entre £ 8.000 e 12.000. (Os exemplares não assinados são muito mais baratos.)
Garantidamente, Saint-Exupéry mantém a sua alta cotação...
Ou talvez, e apenas, o escritor tenha acertado na alma errante dos homens, para sempre.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Apesar do Brexit...



... a Primavera lá vai chegando a Inglaterra... apesar da estultícia e confusão dos homens.
A natureza, porém, é mais sábia e consegue sempre cumprir as suas obrigações, haja o que houver.




domingo, 24 de março de 2019

Divagações 144


O trabalho em mármore Taddei Tondo (= Composição Circular), de Miguel Ângelo Buonarroti (1475-1564), executado entre 1504 e 1505, é a única peça escultórica do artista italiano existente na Inglaterra. Pertence ao acervo da Royal Academy (Londres).
Este museu londrino, segundo o TLS (nº 6049), tem em exposição, até 31 de Março de 2019, uma mostra intitulada Bill Viola / Michelangelo - Life, Death, Rebirth. Viola (1951) é um vídeo-artista norte-americano estimável, com notoriedade e nome feito.



Quando se começou a falar e tratar, universitariamente, a cadeira de Literatura Comparada, era talvez muito cedo para miscigenar artes plásticas e obras de artistas diversos. Mas, hoje em dia, isso tornou-se comum e frequente.
Um pouco na sequência da 3ª proposição do poste anterior (Miscelânea...), não sei se isto não será excessivamente contraproducente e forçado. A facilidade, por exemplo, com que se usa, hoje, o nome de Arte Urbana, para classificar alguns mamarrachos, nas paredes das cidades, preocupa-me...
Parece-me ser tudo isto mais uma das delicadezas da democracia: fazer descer a arte até ao povo. Em vez de o educar e fazer subir os degraus estéticos da arte, criando-lhe referências, sentido crítico e ferramentas de rigor.
Positivamente, não creio, por muito bom artista que Bill Viola seja, que se possa (já) pô-lo em paralelo com a grandeza da obra de Miguel Ângelo. Há coisas que não se podem ou não se devem, pelo menos e em nome do bom senso, comparar.


quarta-feira, 6 de março de 2019

Filatelia CXXVII


As grandes colecções de selos, as mais importantes e valiosas, foram quase sempre vendidas na Inglaterra ou na Suiça. Londres ou Zurique, mais particularmente. Centros financeiros que concitam, mais facilmente, grandes investidores e filatelistas apaixonados ou fanáticos.


Stanley Gibbons, Robson Lowe e Christie's respondem por Londres. David Feldman pela Suiça. São talvez estas as casas leiloeiras mais importantes do mundo. A celebrada colecção de selos de Maurice Burrus (1882-1959), por exemplo, foi leiloada pela Robson Lowe, em Londres, no ano de 1964.


Não fugiram a esta regra habitual de localização leiloeira as melhores colecções de selos clássicos portugueses. A mítica colecção do comandante Leotte do Rego foi leiloada, em Zurique (Suiça), por David Feldman, em 1985. Aqui ficam, em imagem, alguns dos lotes mais importantes.
Com o Brexit, no entanto, é bem provável que a praça londrina venha a perder importância.
Mas estou certo que os mais raros selos clássicos portugueses continuarão a ser negociados lá fora...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Modernismo Vienense


No passado ano de 2018, em que se celebravam os centenários da morte dos pintores austríacos Gustav Klimt (1862-1918) e Egon Schiele (1890-1918), Viena de Áustria comemorou, condignamente, a efeméride com exposições subordinadas ao tema do Modernismo Vienense, nos seus museus.
E não deixou de publicitar o acontecimento  no estrangeiro, nomeadamente, em Londres, de forma muito original e bem humorada, embora se tratasse de coisa séria. São dois desses cartazes, colocados no metropolitano londrino, que se mostram, em imagem, neste poste, para ilustração concreta de quem por aqui passe.
Lembremos a polémica portuguesa recente provocada pela exposição Mapplethorpe, em Serralves...
Provavelmente, levamos as coisas demasiado a sério.
Só não sei dizer se a ironia inteligente dos cartazes é de origem austríaca ou inglesa. Inclino-me, no entanto, para atribuí-la aos britânicos.


sábado, 15 de setembro de 2018

Comic Relief (143)


Legenda : There's probably no God. Now stop worrying and enjoy life.

Tradução : Provavelmente, Deus não existe. Por isso, deixem de se preocupar e gozem a vida.