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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Escrita e oral


Dizia, quem o conheceu e com ele privou, que o polaco (nascido na, hoje, Ucrânia), naturalizado britânico na idade adulta, Joseph Conrad (1857-1924), nunca falou correctamente o inglês. No entanto, alguns dos seus romances são considerados como extraordinariamente bem escritos e pertencem ao melhor da literatura da Grã-Bretanha, a par da obra de Kipling ou Dickens.
Outro tanto se poderia dizer do romeno E. M. Cioran (1911-1995), que tinha um francês falado algo atabalhoado, mas cuja obra escrita está expressa num francês puríssimo e do melhor estilo.
Esclarecem-nos os especialistas da Fonética que o aparelho fonador, de qualquer ser humano, se forma e adapta nos primeiros anos de vida. E, uma criança, ou começa logo a ser bilingue, ou mesmo trilingue, ou nunca conseguirá falar devidamente outras línguas, na sua pronúncia correcta e pureza original.
Caberia aqui lembrar o velho provérbio: "De pequenino, é que se torce o pepino."

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Curiosidades 57


Um estudo recente, que data de há poucos anos (o facto já aqui foi referido), concluiu que o adolescente médio americano tem um conciso vocabulário que não vai muito além das 50 palavras. Neste inquérito, não devem ter sido incluídos os grunhidos, naturalmente. ( Como é que estaremos, em Portugal?)
Por outro lado, um livro recente de Mark Pagel (Wired for Culture), citado pelo TLS, refere que, nas pouco mais de 7.000 línguas, com dimensão significativa a nível mundial, há apenas 100 a 200 palavras, e não mais, que conseguem ter correspondências exactas, nestes diversos idiomas. São vocábulos que preenchem as necessidades básicas comuns de todos os seres humanos. Independentemente da geografia particular e cultural de cada povo ou etnia.
Igloo, coco, broa, por exemplo, saem fora deste núcleo duro mundial.