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segunda-feira, 16 de março de 2026

Tentame de explicação



Fiquei surpreendidíssimo pelo baixo preço por que um Amigo meu comprou, num alfarrabista lisboeta, um livro da Gallimard que transcrevia conversas de Miterrand com Marguerite Duras. Mas também já tinha ficado entristecido, há anos, por os meus filhos não gostarem nem dominarem bem a língua francesa. Gerações...
Raros portugueses, hoje, conseguem ler o francês. Talvez por aí se possa  explicar o baixo preço da obra.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Para maiores de 40 anos

O título deste poste não tem nada de censório, mas tem a ver com o facto indesmentível de a língua francesa estar em queda, em Portugal, nos últimos 30/40 anos. E este vídeo da Radio-Canada ser em francês.
Pois deliciem-se os fanáticos de Simenon (1903-1989), que dominam o francês, com esta entrevista interessantíssima do grande escritor belga, em que ele fala da construção das personagens, nomeadamente Maigret. Terão entretém para quase meia hora.
Claro que serão os happy few, que não os ligeiros apressados e frenéticos cibernautas que, em média (90%), visitam e gastam no Arpose cerca de 1 a 3 minutos, quando muito. (Que a vida lhes continue a ser leve!...)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O francês e a sua perda de influência


Do século XVII e até à primeira metade do século XX, o francês era, por excelência, a língua usada na diplomacia, como língua franca entre os diplomatas dos diversos países. Mas não só, e, em Portugal, era o segundo idioma, a partir do séc. XVIII, falado pelas famílias de mais posses e pelas elites cultas do país. Em Coimbra, Alberto de Oliveira, grande amigo de António Nobre, comprava, no próprio ano de saída, as obras poéticas de Verlaine, vindas de França.
E sempre foi assim, quase até aos anos 80 do século passado, quando, inexplicavelmente, a sua influência começou a declinar, ano após ano. O inglês(-americano) absorveu, por inteiro, o espaço criado. Hoje em dia, são raros os portugueses, com menos de 40 anos, que saibam falar e ler francês.
Deixo, por curiosidade e em imagem, um livro do poeta francês Guilevic, saído em 1949, que Alexandre O'Neill terá lido em 1953, pela sua marca de posse, manuscrita. E que faz parte da minha biblioteca, desde Julho de 2008. Comprado num alfarrabista de Lisboa, o livro foi baratíssimo, porque os livreiros, nos nossos dias, têm já alguma dificuldade em vender livros em francês, usados. E põem-nos, frequentemente, a baixo preço.