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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Pinacoteca Pessoal 140


Ao contrário da literatura, as artes plásticas, talvez pela sua maior flexibilidade de concretização, têm criado, mesmo nos últimos tempos, novas expressões para as suas diferentes (?) escolas. O denominado Neo-Expressionismo (por volta de 1980) e o mais recente Formalismo Zombie, cunhado por Walter Robinson (1950), estão aí como exemplos, em confronto com a chancela maior de Romantismo que, em literatura, já cobre, como corrente, mais de dois séculos.
Léopold Survage (1879-1968), nascido na Finlândia - país que, nessa altura, estava integrado na Rússia - desenvolveu a sua obra madura já em França, onde viveu grande parte da sua vida e veio a falecer, em Paris.

Ainda expôs na Rússia, em conjunto com Wassily Kandinsky, mas os seus caminhos de expressão seguiram rumos diferentes. Em Paris partilhou o estúdio com Amedeo Modigliani, que lhe fez o retrato, em 1918. Atraído pelo Cubismo, veio a ser influenciado, também, por Cézanne e Matisse.
A sua obra é multifacetada e, por isso, difícil de ser contida apenas numa escola de Pintura...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Movimento contínuo


A frequência continuada de obras de arte, poesia e, até, música, pode permitir-nos vislumbrar as cumplicidades, ligações, os movimentos progressivos, as "famílias" que se prolongam, sequencialmente, e onde, com pequenas variantes, avançam, mais ou menos ousadamente, os seus representantes, ao longo dos tempos. Normalmente, é um percurso cronológico a que assistimos. Mas também existe a sincronia, de que o caso mais flagrante - para mim, ignorante amador - é o dos pintores pré-rafaelitas ingleses que, num mimetismo de tiques, motivos e cores, dificilmente conseguimos distinguir uns dos outros.
Do uso das luzes, por Picasso, até aos néons de José de Guimarães, da luminosa sensualidade dos nus de Renoir, até às adolescentes de Pavia; da carne retalhada ou apodrecida, nas pinceladas violentas de Francis Bacon podemos, facilmente, chegar até à sombra tutelar de Chaim Soutine. Se não quisermos ir mais atrás. Teria existido Cesário, se antes não houvesse um Gomes Leal? Só que, por vezes, o discípulo vai muito mais longe e ultrapassa a lição do mestre. 
Parecem-me raras as gerações espontâneas, em Arte. Raros, os artistas "sem família". E, se os encontramos ou julgamos ter descoberto, é porque não procurámos bastante. Ou não conhecemos o suficiente.