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quarta-feira, 4 de março de 2020

Mais um cartoon


Exercício adivinhatório e poliglota:
für les poucos happy.

sábado, 3 de agosto de 2019

Recomendado : oitenta e um


Não sendo fruto de historiadores consagrados, alguns artigos do último número de L'Obs (nº 2856) propõem-nos, ao menos, uma temática original. Abordando a importância decisiva do ano de 1519, na história da Humanidade. E em que se fala, também, de Portugal. Os textos não chegam para contrariar a sólida argumentação do historiador inglês Arnold Toynbee (1889-1975), mas, que diabo!, estamos a atravessar a silly season e, por isso, há que ter complacência mesmo com opiniões ligeiras. E leituras despretenciosas.
Venho, assim, chamar a atenção para este número recente da revista francesa.



p. s.: a imagem superior representa, parcialmente, o portulano de Jorge Reinel.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Qualidade e quantidade


A nossa época é generosa e descuidada. Talvez por falta de critério. O consumismo desenfreado ajudou, os shares das tevês impuseram-se, tiranicamente, o feicebuque e os seus likes desmiolados contribuiram em grande. E até mesmo algumas publicações, com algum prestígio, se contagiaram por esta praga de números, que desprezam a qualidade.  Ou, pelo menos, são muito condescendentes e permissivos.
Já  aqui falei, há pouco tempo, na diferença numérica das escolhas anuais do TLS (20 livros) e Le Magazine Littéraire (100), quanto a opções de leitura aconselhadas. 
Uns bons anos atrás, L'Obs capeou de título e nomeou 20 filósofos do futuro. Portugal estava representado, honrosamente, por José Gil, nos happy few. Na última edição da revista literária francesa Le Magazine Littéraire a caridade generosa e de mãos rotas continua a ser norma. São, nada menos de 35, os pensadores destacados. Só que, desta vez, não há nenhum pensador português na lista.
Pudera!, quando alguns, pela escassez nacional e falta de sentido crítico, consideram Teixeira de Pascoaes como filósofo, o que seria de esperar das promessas destas novas gerações?
Generosidade, sim, mas devagar, pelo menos uma vez... 

domingo, 9 de setembro de 2018

Produções


Se é certo que não viramos ainda, este ano, a página das vindimas portuguesas, já se vai noticiando que a  colheita será das menores de sempre. No Dão, com certeza. Boa justificação para subir os preços, que não estão nada baratos, a não ser nos vinhos regionais que, dizem os entendidos, muitos deles são feitos com uvas de fora... Há, pelo menos, que confiar nos de região demarcada.
Ao que parece, a França não se queixa, nem de uma coisa nem de outra. E L'Obs até traz, no seu último número, algumas sugestões de vinhos com preços diversos, mas numa escala moderada.
Não serei isento, porque gosto muito do Alvarinho Deu-la-Deu, da Adega Cooperativa de Monção.  É sobretudo uma garantia, ano após ano, de boa qualidade e preço justo. Pois o sítio do costume tem-no em promoção, neste momento, ao preço imbatível de 4,49 euros. Vale a pena aproveitar...

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Voltar ao local do crime


Comecei a ler Le Nouvel Observateur em finais de 1968, e talvez a comprá-lo no ano seguinte - creio. Foi, de algum modo, a minha cartilha teórica de aprendizagem política. Apesar de vários interregnos, na aquisição, maiores ou menores em espaços de tempo, nunca lhe perdi o contacto, até ao ano passado em que, pela geral perda de qualidade e abaixamento de nível, decidi deixar de o comprar, definitivamente.
Até anteontem, em que as saudades falaram mais forte.
Mas não tenho grandes ilusões...

domingo, 25 de março de 2018

Made in U. S. A.


Jovens professores norte-americanos preparando-se para a loucura do dia a dia?
Assim parece...

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Despedida


A primeira vez que folheei, de empréstimo, Le Nouvel Observateur, terá sido em finais de 1968 ou 1969, num estabelecimento militar, ali para os lados de Sta. Apolónia. O exemplar da revista era do Martins, jovem louro de formação marxista, e que, com o Neves, o Roseta, o Medeiros (de Valpaços, também louro, mas muito de direita, politicamente) e o Trindade, alferes milicianos, além de mim, completávamos a equipa de serviço. Estávamos a cerca de cinco anos do fim do Império...
Na altura, Jean Daniel (1920), pied-noir esclarecido e que fora grande amigo de Albert Camus, pontificava na conceituada revista francesa, que eu comecei a comprar, semanalmente, a partir de 1971. De alguma forma, o magazine contribuiu para fortalecer a minha formação ideológica e política, que se iniciara em Coimbra, em 1963, com as movimentações académicas. E foi com algum orgulho patriótico que vi Portugal, nos anos de 74 e 75, fazer algumas capas de Le Nouvel Observateur.
Com alguns hiatos e, recentemente, de forma mais esporádica (folheava-o previamente, para ver se me interessava), fui-o adquirindo às Quintas ou Sextas-feiras. Mas fui-me também apercebendo, com mágoa, da diminuição gradual de qualidade da revista francesa, das cedências ao lado róseo das coisas, do aumento de imagens nas páginas, da trivialidade de muitos temas abordados, do abaixamento profissional de uma boa parte dos jornalistas e colaboradores.
No local onde o compro, dos 6 exemplares que recebiam, há 4 ou 5 anos, passaram apenas a 2, que, muitas vezes, nem se esgotavam, apesar de menos. Ou seja, nem as cedências à banalidade de parte dos assuntos tratados fizeram com que a revista se vendesse mais - o crime nem sempre compensa, felizmente... E, às vezes, eu pensava que o velho Le Nouvel Observateur se tinha transformado, para além do nome (que agora se chama L'Obs.), numa espécie de Hola de luxo, com temas políticos.
Mas hoje, ao comprá-lo, no quiosque lisboeta habitual, tive mais uma desagradável surpresa. Dos 3,90 euros, que custava, passou a custar 4,70 euros: mais de 20% de aumento, numa publicação que, sendo de prestígio antigo, só tem vindo a piorar de qualidade, nos tempos mais recentes.
Para mim, chega!...

domingo, 16 de julho de 2017

Turismos


Desta vez foi L'Obs, a descobrir Tavira. Só falta, lá pela estranja, algum jornal bisonho descobrir A-da-Gorda e Costas do Cão, para nem aí termos tranquilidade. Quando é que acabará este turismo de pacotilha, massificado e de moda, direccionado todo para Portugal?

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Recomendado : sessenta e nove


Vem tarde esta recomendação, porque diz respeito a L'Obs da semana passado, e hoje sai o novo.Mas valerá a pena referir que a temática deste penúltimo (nº 2748) é dedicada a Simone Veil (1927-2017), com depoimentos de Jean Daniel, Agnés Varda, Françoise Arnoul, entre outros. E este mesmo L'Obs preenche 3 páginas sobre a exposição, no Centre Pompidou, de David Hockney. En passant, há também artigos sobre Martin Schulz, político, e Nicolas Cage, actor. Eis algumas boas razões para ler este número da revista francesa, que saíu a semana passada.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Uma fotografia, de vez em quando (97)


A revista L'Obs. chama-lhe um "homem simples da fotografia". Mas, para mim, o francês Bernard Plossu, nascido a 25 de Fevereiro de 1945, na Indochina francesa, é mais do que isso e nos seus instantâneos parece haver, quase sempre, uma tentação de infinito, seja ele raso e terreno, ou aéreo.
Devoto, não totalmente ortodoxo, mas sempre atento às virtualidades maiores do preto e branco, Plossu foi amigo e conviveu com Henry Miller, Ginsberg e Joan Baez, e na sua juventude, foi hippie como mandavam as boas regras da vida alternativa de liberdade.
Entre muitas outras instituições museológicas, a sua obra está representada no Centre Pompidou (Paris).



Presentemente, tem em Toulon (França), uma exposição de parte da sua obra, no Hôtel des Arts, até 18/6/2017, sob o nome de L'Heure Immobile.
Esta última fotografia, em imagem final, é de 1965, e foi intitulado por Plossu de "Sur la route d'Acapulco". Tendo sido captada nas suas deambulações pelo México.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Dos fumos do Império a destino turístico


Nas sua parte róseo-mundana, o último L'Obs (nº 2737) dedica uma página a Goa, incentivando os leitores e potenciais turistas a visitar a antiga capital do nosso ex-Estado da Índia.
Para lá da informação errada de que Goa teria sido colónia portuguesa até 1962 (foi-o apenas até 1961), o artigo é animador e aliciante, quanto a este destino turístico. E a preços, também...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Ressaca


Os franceses sabem, quase sempre, frequentar os sentimentos com elegância.

Por isso me atrevo a traduzir para português o início do editorial que Jean Daniel (1920), no último L'Obs (nº 2723), dedicou a Mário Soares:
"Evocar ligações como aquelas que nos uniam a Mário Soares traz-nos um frio à alma e calor ao coração. (...)" 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Apanhados


No centro de Lisboa, nestes últimos dias, pela Babel, e no 28, o que se ouvia mais era  o francês, o espanhol e o italiano, até parecendo o português um dialecto minoritário...
E, pelos vistos, até um dos futuros e possíveis candidatos ( neste caso, o mais à direita) do PS francês, à presidência da República gaulesa, Emmanuel Macron (1977), veio passar o Natal a Lisboa, com a sua mulher.
A foto e a notícia são de L'Obs (nº 2722).
Isto, quanto a vindas de franceses, para Portugal, só é comparável ao tempo das invasões napoleónicas...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O estado da fé


Eu creio que os resultados do gráfico, em imagem, que o último L'Obs.(nº 2719) publicou, sobre a França, não se afastarão, porventura, muito dos números, percentualmente, que se poderiam obter em relação ao catolicismo, em Portugal. Nas últimas décadas os crentes em seitas (brasileiras e americanas, principalmente), os animistas e o número dos agnósticos aumentaram substancialmente.
Já éramos um país de platónicos, em relação à fé, cujo maioria se confessava, comodamente, católico  não praticante, no tempo em que isso era aconselhável e politicamente correcto. Hoje, se calhar, nem isso...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O cerco


O tráfego deles aumenta e intensifica-se.
Nem em Dezembro abranda: agora são fototuristas ainda mais pindéricos do que os de Verão. A casa mais banal, a montra mais paupérrima, nada lhes escapa para fotografar, como se tivessem vindo de Las Hurdes de Buñuel, directamente para Lisboa - e se calhar vieram...
Não bastava os que chegam por acaso, ou empurrados por agências de viagens sem imaginação, ainda para mais o Le Monde e o L'Obs contribuem, estupidamente, propagandeando Lisboa, para esta poluição desenfreada dos fototuristas...


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Alguns números


Os dados foram colhidos em L'Obs (nº 2709). Só me surpreende o facto de não se falar com dramatismo trágico na dívida japonesa, cuja percentagem em relação ao PIB é praticamente o dobro da dívida portuguesa. Talvez questão de temperamento ou, como dizia o outro: "...a dívida é para se ir gerindo..."

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Curiosidades 59


De Beethoven, quase toda a gente saberá da sua surdez, do seu mau feitio, das suas 9 sinfonias.
Mas provavelmente desconhecerá que, no seu espólio-arquivo existem mais cinquenta sinfonias inacabadas, num total de cerca de 600 obras musicais incompletas. Poucos saberão que a Elisa da sua "Für Elise", se chamava Teresa. Que Beethoven era grande apreciador de vinho e café, e exigia que, para o seu café, fossem usados exactamente 40 grãos do mesmo, nem mais nem menos. Que a surdez deu os primeiros sinais tinha Beethoven 27 anos (1797) e se deveu a uma otosclerose (ossificação das cartilagens do ouvido interno). Finalmente, L'Obs informa-me que os compositores favoritos de Beethoven eram Bach, Haendel, Mozart e Haydn.

domingo, 2 de outubro de 2016

Ipsis verbis


Duas coisas não sabia eu: que René Magritte (1898-1967) tinha pertencido ao partido comunista belga; e que tinha uma grande exposição no Centre Pompidou (Paris), nesta altura - foi L'Obs que me elucidou...

domingo, 28 de agosto de 2016

Carnes


Ora, talvez por fastio de vegetais, frutas e verduras, por volta de 2 milhões de anos A. C., o homo habilis, nosso longínquo avô, principiou a esburgar a carcaça de alguns animais. E gostou.
Das vacas loucas recentes aos antigos cavalos vertiginosos dos tártaros (século XII), que permitiam recozer os bifes no seu dorso, vai toda uma história gastronómica do uso da carne na alimentação humana.
Sempre julguei que tinham sido os GI a levar o hambúrguer para os Estados Unidos, depois da II Grande Guerra. Mas L'Obs clarifica que foi no final do séc. XIX, levado por emigrantes alemães. Assim seja!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Gulodices


Matinalmente, eram as Línguas-da-Sogra e os Barquilhos, as guloseimas de praia, no mês de Agosto. Suaves e talvez não muito calóricos. Mas, de tarde, vinham os gelados Rajá (eu preferia os de ananás), as Sameiras (laranjadas) inicialmente e, mais tarde, a refrescante e deliciosa Laranjina C, de boa memória. E para acompanhá-los, uma Bola-de-Berlim, quase sempre com creme. A meio da adolescência, fixei-me definitivamente nos Mil-Folhas, que obrigavam a prodígios de equilíbrio para que o creme não caísse...
Ora, fiquei pasmado que este último bolo só tivesse sido inventado em 1867. Mas é o que nos diz o último L'Obs (nº 2702), referindo também as datas de criação de alguns outros bolos famosos.

para MR, que se costuma  pelar por estas gulodices..:-)