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domingo, 28 de dezembro de 2014

Haiku de Inverno


Petrificado quase
sobre o meu cavalo -
o meu ombro gelado.

Matsuo Bashô
(1644-1694)
...
Pela noite de Dezembro
um leito gelado -
eis tudo o que eu tenho.

Ozaki Hôsai
(1885-1926)
...
De novo o Inverno
mesmo nas frases gélidas,
vaporosas das visitas.

Sumitaku Kenshin
(1961-1987)

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Dois haiku japoneses traduzidos, e uma nota breve


Na ponta duma erva
ante o céu infinito
uma só formiga.

Ozaki Hôsai (1885-1926).

Noite de Verão -
o som das minhas socas
sobressalta o silêncio.

Matsuo Bashô (1644-1694).

Nota: Foram já vários os haiku japoneses traduzidos, aqui, para o Blogue. Mas é importante relembrar a sua gramática muito particular. Na sua brevidade (5-7-5 sílabas) de três versos, de origem (que uma tradução raramente consegue manter), confrontam, com frequência, o fugaz com o eterno, no espaço de uma só respiração. Equilibram-se entre o mutável e o imutável, entre a natureza e o espírito.
Os 2 haiku traduzidos, foram-no em terceira mão: do francês, mais concretamente.