Mostrar mensagens com a etiqueta Oxford. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Oxford. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de março de 2016

Iconografia moderna e laica (24)


Quando vi este tríptico, fiquei deslumbrado. Partiu de uma encomenda do All Souls College (Oxford) ao pintor britânico Benjamin Sullivan (1977). Será talvez inserido na escola "hiper realista" (termo com que nunca simpatizei...) mas, do meu ponto de vista, trata-se de uma obra muito bem conseguida e impressiva.
Uma curiosidade: no tríptico, de 2009, estão retratados os 27 funcionários não-académicos do All Souls College - o que me parece ser uma concessão bastante democrática, como algumas outras com que os ingleses, no seu tradicionalismo habitual, nos conseguem surpreender. Por aqui, creio que não haverá luta de classes...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Curiosidades 52


É a segunda maior biblioteca inglesa, a Bodleian Library, em Oxford, logo a seguir à British Library, e uma das mais antigas da Europa, uma vez que a sua fundação data de 1602. No seu acervo conta com o espólio de Thomas Bodley (1545-1613), seu mecenas e patrocinador inicial. Mas alguma coisa tem a ver com Portugal.
Um dos nossos humanistas mais célebres e cultos, D. Jerónimo Osório (1506-1580), que foi bispo de Silves, tinha uma riquíssima biblioteca que, após a sua morte, ficou no Algarve. Numa surtida de corso, o conde de Essex, Robert Devereux, em Julho de 1596, quando se dirigia para Cádis, invadiu o Algarve e saqueou quanto pôde, das riquezas da terra. E grande parte da biblioteca de D. Jerónimo Osório foi levada, depois, para a Inglaterra. Aí, o conde de Essex acabou por oferecer os preciosos  livros a Sir Thomas Bodley que, posteriormente, os viria a doar à, hoje chamada, Bodleian Library

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mercearias Finas 1


Vou começar por fazer uma declaração de interesses : não sou um "gourmet", mas aprecio comer bem e beber vinhos que me agradem, e tento que cada iguaria se case o melhor possível com a bebida certa. Dito isto, continuo. Conheço bem a gastronomia portuguesa e, razoavelmente, a alemã, a espanhola, a belga e a inglesa. Conheço mal a francesa.

Até hoje nunca percebi como é que a gastronomia inglesa é tão pobre, dessaborida e monótona. Se fosse britânico diria : "dull", ou "gloomy". Sendo um povo que eu admiro culturalmente - e gastronomia, para mim, também é cultura - em muitas áreas : literatura, história, arte em geral, etc., quando comem, contentam-se com umas burundangas corriqueiras e assépticas. E, no entanto, o meu amigo Américo Guerreiro de Sousa (conhecedor emérito da vida inglesa) diz-me, e eu acredito, que os "colleges" de Oxford e Cambridge, em matéria vinícola, têm autênticas preciosidades nas suas caves. Acredito, até porque há provas dadas do seu "feeling" e apetência de criadores: o nosso vinho do Porto! Portanto, a culpa deve ser do nevoeiro ... Em terras do sol, os ingleses florescem e dão o seu melhor.

Felizmente que a nossa gastronomia é rica, diversificada e apelativa. Os estrangeiros que conheço gostam imenso da comida e dos vinhos portugueses. Não tivessemos nós, entre outros, dois pratos tutelares de peixe e de carne: a caldeirada e o cozido à portuguesa. Um, óptimo no Verão, outro, um conforto prandial para o Inverno.

Vem isto tudo o propósito de um queijo e de um vinho, casados por mim, no almoço de hoje, ao final, como sobremesa.

Uma amiga teve a gentileza de me trazer e oferecer um queijo de Alcains, mais concretamente de Monte da Pedra da Légua (veja-se o rótulo). Era excelente: pasta irregular, artesanal, mas com sabor divino - se é que isto existe na Terra. Afortunadamente acompanhei-o com um Tinto da Adega Cooperativa de Pegões, colheita seleccionada de 2007 que cumpriu, com honra, a exigência que se lhe pedia.

Aconselho, aos que me lerem, este casamento particularmente feliz. E se puderem, no Tinto, trocar o de 2007 pela colheita de 2005, o casamento será ainda mais completo. Porque está mais no ponto. Não sei se será como o arroz de favas do Jacinto d'"A Cidade e as Serras" (pp. 212-213, 9ª ed. de 1924) de Eça de Queiroz, mas, com certeza, ninguém se deve arrepender do dinheiro que vier a gastar.