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sábado, 21 de abril de 2012

Os anéis e os dedos


Também pelo Norte pululam as lojas de compra de ouro usado, de maior ou menor valor artístico. Estes estabelecimentos abrem, do dia para a noite, em locais estratégicos, mas com dimensões escusas e exíguas. Quem fornecerá estas licenças de abertura? Quem faz a formação destes avaliadores, quando estes postos de trabalho têm aumentado tanto? O Parlamento, há meses, prometeu criar uma comissão para averiguar o assunto mas, até hoje: nada...
O jornal Público faz-se eco de que a quase totalidade destas peças é derretida, para único aproveitamento do precioso metal. Obras dos séculos XVIII e mesmo XVII, algumas testemunhas da arte da ourivesaria portuguesa - de nobre tradição - transformaram-se em neutros lingotes para transação, ou mais simples transporte. É um fartar vilanagem e, neste particular, ninguém acautela o nosso património artístico.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A manhã em tons dourados


De manhã, e já na rua, apercebi-me de um vulto feminino, saído de um pequeno centro comercial outrabandista, a colocar, em local estratégico e bem visível, um cartaz (+ 1) a anunciar a compra de ouro.
Loira platinada, casaco comprido de boa marca, rabo de cavalo com argola de veludo negro, donde saíam os cabelos, parecia uma "tia de Cascais". Mas agora, por causa da crise e da troika, quase tudo sofreu uma desvalorização. E estas senhoras queques parece que foram despromovidas para "primas de Chelas".

quinta-feira, 21 de julho de 2011

"As Novas Oportunidades"


Proliferam, como em 1983-85 as vi proliferar. Parecem "franchisadas", estas pequenas lojas, opacas de fora, cujo interior não se vislumbra das ruas, mas têm letreiros espampanantes no exterior, a dizer: "Compro e vendo ouro", ou reclamos ainda mais apelativos para quem precisa. São as novas oportunidades dos tempos de crise: começam a aparecer os abutres sobrevoando os corpos enfraquecidos, as hienas principiam a chegar. E estas novas lojas, que já não se chamam de Penhores, nascem da noite para o dia, como cogumelos, para se aproveitarem da fraqueza social dos mais débeis. Como a indústria de armamento se alimenta e ganha com as guerras, como os sucateiros lucram com o fim das guerras e a paz sequente, comprando a preços de saldo os metais sobrantes, assim os usurários, os especuladores e os abutres ganham, sempre, com as crises económicas. São os novos oportunistas. Até vêm a casa...
Ontem, na minha caixa de Correio, tinha o folheto colorido que se mostra na imagem. E no cacifo-estante da publicidade, do prédio, havia dezenas de folhetos coloridos, como este.