Uma das minhas questões essenciais, talvez a mais persistente, ao longo da vida, sempre foi a Justiça. E os tempos que correm não lhe são favoráveis pelas debilidades humanas e deficiências, às vezes ostensivas, de quem a tem personificado na nossa terra.
Por outro lado é atávico e de bom tom apresentá-la, iconograficamente, de olhos vendados, o que sempre me pareceu incongruente. A Justiça, do meu ponto de vista, tem de enfrentar a Verdade, de olhos abertos. Assim o entendeu, por certo, o escultor canadiano Walter Seymour (1876-1955), ao representá-las muito próximas, uma da outra, em Otava.