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terça-feira, 9 de março de 2021

Uma fotografia, de vez em quando... (145)

 


A ocupação de espaço, num negativo, é importante, ainda que possa parecer uma insolência humana. O inglês Howard Caster (1885-1959) ao retratar Gilbert K. Chesterton, ou o fotógrafo norte-americano Victor Skrebnesky (1929-2020) ao fixar a imponência corporal de Orson Welles, terão tido a noção da desmesura. Que podendo ser uma impertinência física, não deixa também de ser uma afirmação incontornável, no tempo.



terça-feira, 19 de novembro de 2019

Uma fotografia, de vez em quando... (134)


Recentemente falecida, a britânica e judia Sally Soames (1937-2019) trabalhou fundamentalmente como fotógrafa para The Observer e para The Times. Retratista dotada, em boa parte da sua obra, é notória a sua faculdade inata para fixar pela expressão a personalidade principal dos seus modelos.


Desde o felino olhar cerval de Blair à quietude tranquila, ligeiramente tímida (ou irónica?) de Updike, Sally Soames tentava captar intimamente o modo de ser de quem retratava. Em 1966, terá passado toda uma tarde com Orson Welles, antes de o fixar para sempre através da sua objectiva.


sábado, 20 de julho de 2019

Palavras de anteontem...


(Final do obituário sobre Franco Zeffirelli, de José Cutileiro, no jornal Expresso de 6/7/2019.)

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

A fortuna dos inéditos


A palavra inédito sempre teve um particular fascínio. Mas há quem abuse dela, ou deles (inéditos) se aproveite para tirar partido e dividendos, mesmo que à custa do abaixamento de qualidade da obra de um autor (escritor, músico, cineasta, pintor). Normalmente o criador deixa exarado que pretende que, o que sobrar, seja destruído: assim Cesário Verde, assim Kafka. Que, felizmente, nestes casos, não foram respeitados, porque o melhor estava para vir... Em relação a Pessoa e Sena, já não estou tão seguro, quanto ao que foi sendo publicado, como inéditos, depois da sua morte.
O jornal Le Monde, de 19/10/2018, anuncia a remontagem e próxima exibição do mítico The Other Side of the Wind, que Orson Welles (1915-1985) nunca chegou a completar, depois de deixar  o filme inacabado, em 1976.
Dando benefício da dúvida, há que esperar para ver.

domingo, 19 de novembro de 2017

"Presunção e água benta, cada um toma a que quer"


Em abono da sua qualidade artística, embora com uma ponta de ironia, em 1977, o actor norte-americano Joseph Cotten (1905-1994) afirmava:
"Orson Welles considera Citizen Kane como o seu melhor filme, Alfred Hitchcock opta por Shadow of a Doubt e Sir Carol Reed escolhe The Third Man - e eu estou em todos eles."


sábado, 11 de junho de 2016

Comic Relief (126)


Julgo que uma das mais valias do sucesso do humor de Buster Keaton (1895-1966) residia na inexpressividade dos traços do seu rosto. Mesmo em momentos fílmicos de grande tensão e perigo, o actor mantinha uma impassibilidade quase total.
O vídeo, acima, documenta e explica alguns dos truques e técnicas das filmagens, ajudando a perceber melhor o rigor que era posto ao serviço dos resultados bem humorados ou cómicos que iam sendo alcançados. Não por acaso...
Ainda hoje se podem encontrar influências dos seus trabalhos, em recentes realizadores de cinema, como o vídeo exemplifica.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Revivalismo Ligeiro CXXIX


Acontece que, por escassez televisiva de qualidade fílmica, tenho vindo a ver, no Youtube, a interessante série Smiley's People (1982), da BBC, baseada na obra homónima de John Le Carré. A temática e o ambiente, por associação, além da magnífica interpretação de Alec Guinness, levaram-me a folhear a tradução portuguesa de O Terceiro Homem (nº 6 da celebrada colecção Miniatura, da Livros do Brasil), de Graham Greene. Daí foi um passo até me lembrar do sucesso que o tema musical (criado e interpretado pelo austríaco Anton Karas) da película teve, em anos já  recuados do século XX. A utilização da cítara, pelo seu tom exótico, terá também contribuído decerto para a sua divulgação muito popular. Aqui deixo essa música original, em evocação saudosa.

sábado, 28 de novembro de 2015

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Favoritos LXX : Churchill e Welles

Winston Churchill morreu a 24 de Janeiro de 1965. Orson Welles também já não pertence ao número dos vivos. Neste pequeno excerto de entrevista, Welles recorda 3 encontros, que teve, com Churchill, com humor, mas também com grande simplicidade.

sábado, 2 de julho de 2011

Cabrita Reis, em entrevista


A meio caminho entre Orson Welles e Francis Bacon, e embora não sendo um artista muito lá de casa, Pedro Cabrita Reis (1956), em entrevista ao "Ípsilon/Público" de ontem, disse uma coisa curiosa:
"...Fiz muitas obras para as quais olhei e percebi que não acrescentavam nada de especial ao que tinha feito antes. Qualquer artista te dirá isto, se tiver coragem: no fundo, escapam ou aproveitam-se meia dúzia de coisas das centenas que foste fazendo. Isso assumo. ..."