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sábado, 29 de agosto de 2015

Florindo (3)


Antes ainda de encerrar o mês, fechou-se este ciclo vegetativo da orquídea na varanda a leste, na passada quarta-feira, ao abrirem os dois últimos brotos, dos dezasseis presentes. Sensivelmente, por alturas da Lua Cheia se ter constituído plena. Floresceram, em paralelo, dois a dois brotos, sucessivamente, em simultâneo. Numa aparente harmonia simétrica ordenada. As orquídeas veteranas mantiveram-se, assim, até à vinda das benjamins, como se numa solidariedade fraterna. Estes são os factos, que a beleza é mais difícil de dizer...

P. S.: a sombra rude e tutelar do pequeno e verde limão rugoso pareceu-me um bom contraponto, na imagem. Tive que deslocar, por isso, o pequeno vaso das orquídeas para as proximidades do limoeiro.

domingo, 9 de agosto de 2015

Florindo (2)


Quase uma epifania. E apenas seis, dos treze casulos verdes, se abriram ao Sol de Agosto. Mas há mais dois brotos, pejados e tensos, que devem romper ainda hoje. Da extrema beleza, é sempre difícil falar. Pergunto-me apenas, numa metafísica vegetal, se a primeira e mais velha das orquídeas conseguirá viver até que a última, fraternalmente, venha a florescer.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Florindo


Entraram a abrir, logo no início do mês. Dos dezasseis brotos, três já se deram à luz de Agosto, arredando o verde que os cobria. E desnudando-se, numa pequena imensidade de branco límpido raiado de finos laivos de amarelo, mais um ou outro breve ponto rubro.
Prosaicamente, e se não fossem os rutilados pontos, faziam-me lembrar farófias com molho leve de gema de ovo. Para chegar à poesia da sua extrema beleza, teria de convocar William Turner, obrigatoriamente...