Para
além dos limoeiros, gosto das nossas duas oliveiras, sobretudo das folhas e das
pequenas flores de que nascem, em ano bom, várias azeitonas.
A
oliveira, outrabandista, é a mais velha e desde que transitou, definitivamente,
para o seu poiso actual já nos ofereceu 49 azeitonas, num ano excepcional. Este
ano apanhámos apenas três, mas parece que concentraram toda a força da árvore,
porque eram tão grandes que, ontem ao jantar, encheram, literalmente, a nossa boca.
Mais
uma vez tive a ajuda de uma pessoa amiga para as curtir, manter, durante vários
dias, em água – do Luso! para não amolecerem – e só depois é que se deita sal
e orégãos. Souberam-nos, lindamente, embora a pouco !
A
oliveirinha, citadina, tem poucos anos, mas encheu-se de brios e de 57
azeitonas. Ficaram 56, porque uma caiu – APS dixit. Ontem procedeu-se à apanha
e, à noite, começou o processo de curtir: dar uns golpes e iniciar o período de
demolhar e mudar a água todos os dias. Os frutos da oliveirinha são pequenos e
muito clarinhos, como se vê pela imagem acima, e fizerem-se acompanhar de dois
pequenos morcões, prontamente eliminados !
Aguardemos,
então, pelo desenvolvimento e o sabor final, dentro de dias.
Post de HMJ