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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O desforço


Creio que o nosso espírito democrático ainda é uma criança e julgo também que uma boa parte dos nossos políticos reage, normalmente, após uma vitória ou derrota, ao nível chinelístico do futebol. É certo que eu não tenho grandes ilusões sobre as qualidades filosóficas dos portugueses, mas tenho sempre a expectativa de que, um dia, sejamos capazes de raciocinar sobre a realidade, com alguma, mínima, isenção. Provavelmente, já não será no meu tempo de vida, mas faço votos para que não demore muito a atingirmos a maturidade democrática. Assim, gostaria de não ter presenciado:

1. O independente que ganhou a Câmara do Porto, no momento de vitória, ter feito um discurso de desforço na melhor esteira cavaquista. Esperava-se outra elegância de um Tio tripeiro. Embora eu saiba  também que não há só Tios, no Sul... 

2. Que os clarividentes eleitores de Oeiras tenham dado razão à máxima: O crime compensa.

3. Depois de tanta fidelidade canina, o pafunço-mor não merecia a deserção dos rangéis, do bochechudo de barba por fazer do jornal Público, nem sequer a estocada final do Gand'a Nóia, na televisão. Embora seja normal os ratos deixarem o navio, antes deste se afundar por completo.


P. S. : Já agora, limpem-me os outdoors, antes que venha a chuva! Não justificam a memória futura!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Bizantinices


Marqueses (Marquês de Marialva...), condes (Conde de Borba...) e duques (Duque de Viseu...), sempre apadrinharam, de nome e aristocraticamente, vinhos portugueses. O benefício era das excelsas criaturas, se o vinho fosse bom. Porque ganhavam uma real excelência e notoriedade, acompanhando o néctar.
Não o julgou assim o desconhecido e obscuro conde de Oeiras. Valha a verdade que, Vinho de Carcavelos, conheço eu há dezenas de anos. Quanto ao aristocrata, que na imagem aparece engalanado, só agora soube que existia...

P. S. : o jornal Público apelidou, mal, o Vinho de Carcavelos. Em bom rigor não é licoroso, mas, sim, generoso. O que faz alguma diferença. Ai! estes jornalistas de pacotilha...