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sábado, 6 de maio de 2017

Lembrete 58


Este poste poderia, também, intitular-se: a globalização ou a força das corporações... Adiante.
Não deixa de ser curioso e é mais do que significativa a inesperada declaração de apoio do ex-presidente Obama - um pouco na esteira de Schäuble, antes da primeira volta - a Emmanuel Macron, antecedendo a segunda volta das eleições francesas. Jovem pretendente gaulês, a quem alguns chamam, com ironia, "candidato de laboratório", ao alto cargo de Presidente da República Francesa.
Não devemos, entretanto, esquecer que Emmanuel Macron iniciou a sua carreira político-profissional como líder júnior (ou das juventudes), na Fundação Franco-Americana. Ou seja, amor com amor se paga.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Filatelia CXII


Nunca fui um entusiasta dos selos dos países com regime comunista, tirante a Hungria, que era uma estima da minha meninice. Na maior parte dos casos, as estampilhas eram bonitinhas, mas de traço vulgar,  imaginação conservadora e, frequentemente, um meio útil de propaganda política. É certo que não renegavam a História e divulgavam, de forma expedita, as belezas naturais do país, a sua fauna e flora, a sua identidade e cultura nacional. Enriqueceram-me em conhecimentos, portanto.
Virando a agulha, assisti, com muito agrado, aos discursos de Raul de Castro e de Obama, em Cuba. Dois políticos pragmáticos, inteligentes, raros neste nosso mundo. Acentuaram as suas diferenças, não se excluiram de um diálogo futuro, referiram as suas insuficiências mas, sobretudo, mostraram, sem vergonha nem pruridos, o seu orgulho nacional e o seu patriotismo.
Regressando ao início, a filatelia cubana exemplifica ao longo dos anos a sua História, os seus heróis, os regimes por que passou, as suas opções políticas. De colónia espanhola a casino e bordel dos E. U. A., sobretudo nos mandatos de Fulgencio Batista (vide: O Padrinho II, de Coppola), até uma certa independência inicial sob Fidel, que acabou por ser diminuída pela dependência da U. R. S. S., quase até finais do século XX. Esta pequena mostra de selos de Cuba, a que não falta Camilo Cienfuegos e o carismático Che Guevara, aqui fica para justificar o que disse.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Da ingenuidade, como disfarce


Da leitura do jornal Público, de hoje, colhi dois motivos de reflexão. E ambos de candura quase infantil...
Para onde quer que vá ou viaje, um Presidente norte-americano, havemos de vê-lo sempre rodeado de seguranças. Ora, todos eles (seguranças) são facilmente identificáveis: fatos sombrios foleiros, óculos escuros, quer chova ou faça sol, e cabelo rapado ou cortado à escovinha. Qualquer sniper banal e mesmo pouco dotado os reconhecerá à distância... Como nós reconhecemos, nas ruas portuguesas, aos pares, os Meninos de Deus da seita americana, na sua clonagem geminada e fruste.
A segunda reflexão veio-me dum título, reproduzido abaixo. Já suspeitámos ou ficámos a saber para que zona do mundo se irão orientar os negócios do nosso ex-vice-primeiro-ministro, desempregado. Ou, eventualmente, quem lhe irá dar trabalho e pagar-lhe o ordenado futuro...


sábado, 11 de abril de 2015

Palavras do dia (9)


Não deixei de ver, com imenso agrado, o aperto de mão, no Panamá, entre Obama e Raul Castro. Das breves declarações que fizeram, permito-me concluir que, pelo menos, me pareceram dois homens de boa vontade e dispostos a esconjurar o passado.
Se é certo que raramente me apetece falar de política, também é certo que não podemos passar sem ela, ou dispensá-la, como coisa inútil e alheia. Assim, alinhavei duas ("uma no cravo, outra na ferradura") citações irónicas de J. Pacheco Pereira, da sua crónica de hoje, no jornal Público. Aqui vão:

"No meio disto tudo, o principal partido da oposição responde com os mais pífios cartazes que é possível ter, umas coisas delicodoces com velhinhos abraçados e uns jovens muito alegres, limpinhos e saudáveis a divertir-se com conta, peso e medida. Da próxima vez espero que coloquem gatinhos ou ursinhos de peluche."
....
"Claro que Ricardo Salgado era um oligarca, mas Ricciardi não é; Jardim Gonçalves era-o, mas Paulo Teixeira Pinto não é; Armando Vara era-o, mas Ângelo Correia não é; e por aí adiante. Depois, a rede da sucata é estrutural da relação preversa do passado entre os interesses económicos e o poder político, a dos vistos gold, uma anomalia com que este Governo nada tem a ver."

terça-feira, 22 de outubro de 2013

NSA = Gestapo + KGB + paranóia ianque


Na imagem, fica o mau da fita ou o chefe do asilo de alienados marcanos. Amovível, no entanto, por qualquer outro paranóico, em breve, mas que seja um pouco mais discreto, como convém às toupeiras.
A Sra. Merkel, calvinisticamente feminina, queixou-se, discreta. O sr. Hollande protestou, afirmativo e clássico. O sr. Cameron, apoucado, engoliu; mas o Presidente do México, latino, fez uma peixeirada sincera e autêntica. Então não é que os ianques estavam a escutar os seus aliados?! Ao menos, se fosse o Sr. Putin ou a China, ainda vá que não vá...  Entretanto, o sr. Obama, na sua sombra escura, sorriu.
Muito embora o paranóico general Keith (Bryan) Alexander deixe, em 2014, a chefia da NSA (National Security Agency), e seja substituído por um louco mais discreto (como é o desejo do sr. Obama), continuaremos quase todos a ser escutados e registados pelos americanos, e traduzidos pelos mórmons poliglotas, para ver se somos perigosos.
Já dei algumas pistas (poste de 21/9/13) para identificar os coscuvilheiros ianques. Aqui vão mais algumas:
- Colorado, Colorado Springs, via adelphia . net IP Adress 69. 171. 224 ou 69. 171. 229, ainda 69. 171. 248;
- Simi Valley (California) IP Adress 199. 30. 20.
E ainda ficam várias em carteira, para uma próxima oportunidade.
(Já sei que, hoje, o Arpose vai ter imensas visitas. Sobretudo, da NSA.)

sábado, 12 de outubro de 2013

Comic Relief (75)


Como, hoje, o Blogue, via adelphia. net (Colorado Springs), já teve 4 visitas soezes da NSA, vem a propósito esta cuidada e inteligente prudência do nosso PR...

grato reconhecimento a AVP.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O bisonte moribundo


Em 1969, Sidney Pollack realizou um filme (baseado no romance homónimo de Horace Mc. Coy), a todos os títulos notável, intitulado: They shoot horses, don't they? Que é, no fundo, uma magnífica parábola sobre a exploração humana, feita por outros seres humanos, pouco escrupulosos. Mas os impérios também se abatem, embora morram mais devagar.
Vou tomando conhecimento, apesar de tudo com alguma estranheza e surpresa, da paralisia e até fecho de algumas instituições norte-americanas, por causa do braço de ferro entre o partido republicano e a administração Obama, na aprovação do orçamento.  Até a estátua da Liberdade, oferta da França, encerrou ao público - exemplo simbólico e bem significativo, daquilo que está em causa.
Cá como lá, consultores apátridas e economistas mediocres travestidos de comentadores clamam, como virgens ofendidas, contra serviços nacionais de saúde, apoios sociais impossíveis e quejandos, tentando lançar nuvens de fumo para encobrir os propósitos maléficos da Finança internacional, qual novo negreiro ou cobarde caçador furtivo, que pretende criar novas legiões de escravos, extinguir os índios, ou matar os últimos bisontes livres, nas pradarias.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

As guerras assépticas e metafísicas de Obama, ou "Arbeit macht frei"


Os duelos tinham regras cavalheirescas e eram um jogo bélico feito de equilíbrios. Nas guerras antigas há variadíssimos exemplos, hoje talvez incompreensíveis e irónicos, das normas e rituais de quem havia de disparar primeiro. A I Grande Guerra, tirando o gás, formatiza-se ainda sob regras humanas de respeito e princípios. Tudo começou a descambar com a II Grande Guerra, com a bomba atómica, as V-2 e o napalm. O desequilíbrio instalou-se, em definitivo, como lei selvagem permitida e aceite. Por força dos mais fortes.
Os drones são a última arma posta em prática. Se, dantes, na guerra, quem matava sabia que podia morrer, gerando-se assim um comportamento de equilíbrios, o uso desta última arma permite branquear as consciências, de uma forma perversa. Como se tudo não passasse de um agressivo, mas inócuo jogo de computador. O manuseador de um drone pode, às 17h00, matar 100 pessoas e, às 19h00, chegar a casa e brincar, tranquilamente, com os filhos. Depois, janta, vê a TV, deita-se, lê um pouco e adormece na paz dos anjos. Os carrascos de Auschwitz ouviam Schubert, na maior das tranquilidades de espírito...

Nota: para quem não saiba, o letreiro Arbeit macht frei (O trabalho liberta) encimava o portal de entrada dos campos de concentração nazis.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Os ditos Mundos livres


As voltas que o mundo dá!... Em 1956, na Hungria, o cardeal József Mindszety (1892-1975), para escapar à sanha persecutória do regime comunista, refugiou-se na Embaixada dos E. U. A. (então apelidado de "Mundo Livre"), onde passou 15 anos da sua vida. Hoje, Julian Assange, da WikiLeaks, está refugiado na Embaixada do Equador, em Londres, e não pode pôr o pé na rua, porque será preso e extraditado. Snowden, que denunciou o Irmanzão (NSA) americano, anda fugido e clandestino. De Hong-Kong passou para Moscovo e, provavelmente, seguirá para o Equador ou Cuba...
Mundo livre!?...
( O presidente Obama bem pode pintar a cara de preto.)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Vozes


Robert Zimmerman completou, há pouco mais de um mês (24/5/12), 71 anos. E, a 29 de Maio de 2012, o mesmo homem, de seu nome artístico, Bob Dylan recebeu, das mãos do Presidente Obama, a Medalha da Liberdade, a mais alta condecoração civil norte-americana. O Presidente, na altura da cerimónia, referiu que não havia, "na história da música americana, um gigante maior".
Da indisciplinada e bravia voz da Callas, das palavras cantadas, que parecem cair da tripeça (como costumo dizer), de Alfredo Marceneiro, até à trémula e aparentemente enfraquecida voz anárquica de Dylan, pergunto-me: o que fará a magia destas vozes?
E não sei responder.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

As ditaduras de algodão


De uma forma subtil e sofisticada, mas gradualmente persistente, tem vindo a propagar-se, no mundo, uma nova ordem quase monolítica de pensamento único e de métodos uniformes de Poder. Já não tem a aparência férrea e intimidatória das ditaduras do século XX, mas as maças do poder único, embora recobertas a algodão "suave", aparentemente macio, ao baterem, têm no seu interior, a dureza e a força do metal pesado.
O alibi mais usado e invocado são as razões de ordem económica, mas incidem sempre sobre o cidadão comum, sufocando-o, restringindo as suas liberdades e diminuindo os seus direitos. Mas o despudor vai tão longe que, por vezes, nem a decisão dos governos é justificada perante os nacionais. A abstenção de Portugal no Conselho de Segurança da ONU, aquando do voto sobre a aceitação da Palestina, é disso um bom exemplo. A Espanha e a Itália tiveram a hombridade e coragem de votar a favor. O sr. Portas não precisava de ser tão "americano".
Outro dos exemplos é a retirada das subvenções à Unesco, por parte dos Estados Unidos (do sr. Obama, imagine-se!, que se tem revelado um grande cómico...), em retaliação pelo organismo internacional ter aceite, no seu seio, a Palestina.
Mas o caso e exemplo mais flagrante destas novas ditaduras de algodão ocorre na Rússia. Quais Dupont e Dupond, de Hergé, os srs. Putin e Medvedev preparam-se para a terceira contra-dança, na troca de cadeiras do Poder, nas próximas eleições presidenciais, em Março de 2012. Putin candidatar-se-á, de novo, à Presidência e, uma vez eleito (como tudo indica), nomeará Medvedev para seu fiel Primeiro Ministro. Mais do mesmo, sob a capa inefável de algodão puríssimo. E como diz o anúncio: " o algodão não engana!"

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Assassinato por entusiasmo


O título deste poste tem autor: E. M. Cioran. É um conceito que uso muito, porque é muito expressivo e define bem um tipo de sentimento apaixonado que carece de objectividade e medida. A imagem que escolhi tem legenda brasileira e também caracteriza esse sentimento de afecto exagerado: "abraço de urso". Dito isto, vamos ao cerne da questão. Porque me lembrei do conceito, a propósito do carinho que despertam, nos europeus, as personalidades americanas com matriz cultural europeia. Se acrescentar um nome, por exemplo, Woody Allen, tudo ficará mais claro. O realizador não é especialmente apreciado, na América, mas nós, europeus, quase todos o adoramos. O presidente Obama é outro caso sintomático de popularidade, fora de portas que excede, de longe, o afecto que a América lhe dedica. E não é só o povo europeu que o idolatra: basta ver o olhar embevecido de Isabel II (pese embora a idade), nas fotografias, para chegar à conclusão, que o fascínio parece ser transversal e o "assassinato por entusiasmo", colectivo. Eu até compreendo, ou tento perceber: com tanta mediocridade a governar a Europa, um estadista, um pouco acima da mediania, até sobressai - ainda para mais, porque é alto...
Mas deve ser feito um aviso à navegação: não se peça demais ao Sr. Obama, ele é de carne e osso, talvez seja bem intencionado, mas está onde está, também, para tratar da sua vidinha e da vidinha dos seus... Não o matem por entusiasmo, please!...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O incrível acontece


Vem nos jornais (Zeit Online, por exemplo) que, por não ter havido acordo entre o Presidente Obama e os Republicanos, relativamente ao aumento de endividamento público, é muitíssimo provável que, a partir do próximo sábado, 9/4/2011, vários Museus e Serviços públicos americanos fechem as suas portas por tempo indefinido. Assim vai o Mundo...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A Esfinge da conveniência


Antes de mais, esclareço: não tenho qualquer simpatia pelo Sr. Hosni Mubarak. Se há algum político egípcio que recordo, do séc. XX, é Nasser. Também não sou um generalista cego de paixão pela cultura norte-americana, normalmente muito saloia e rural. Pelo contrário: petisco, meticulosamente, aquilo de que gosto, e admiro. Feita a separação das águas, aqui vai o discurso.

1. Fiquei algo surpreendido por saber, pelos jornais e alguns porta-vozes de governos ocidentais, que o governo egípcio de Mubarak, afinal, era uma ditadura pura e dura. Mas, ao que parece, os jornalistas universais só em finais de Janeiro de 2011 se deram conta disso (ora bolas!). Mas eu tenho, por atenuante, o facto de nunca ter ido ao Egipto. Pensava eu que o país dos faraós, ultimamente, era mais uma democracia "musculada". Estes jornalistas são mesmo uns grandes cómicos "piticegos"...
2. Nos últimos 15 dias concluí que a política externa norte-americana continua a ser a mesma, sem princípios ( a não ser os interesses próprios da "vidinha" americana) éticos, sem norte que não seja o pragmatismo económico-financeiro: jogam sempre em 2 cavalos - financiavam Mubarak e financiavam a oposição a Mubarak (já a Administração Kennedy ajudava Salazar e auxiliava, financeiramente, a oposição a Salazar, nos anos 60, sobretudo, nas ex-colónias). Portanto, mais do mesmo. Verniz camuflando a hipocrisia norte-americana. Concluo: Obama= flop/fake (e esta é para o Google, de Mountain View, não ter que traduzir mal, e grosseiramente).

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

86 anos


É a sua eterna juventude que não o deixa resistir a "cavalgar" uma tartaruga nas Seychelles ou a pôr na cabeça os mais insólitos chapéus ou bonés; a sua irreverência tão distante do cinzentismo português, que me faz gostar dele. A fraqueza humana dos seus amores, mesmo contra a corrente, ou dos seus ódios de estimação (Manuel Alegre, Salgado Zenha) partidária. Por vezes, a sua rudeza franca. Mas também a clarividência política que o faz apostar Obama, muito antes dele ser o favorito. É, ainda, o nosso maior animal político, vivo, felizmente.

Parabéns, Dr. Mário Soares. E longa vida!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mercearias Finas 9A : Trufas, caviar e hambúrgueres


Estava eu, por interposta pessoa (Julio Camba), a falar de trufas no Arpose, e não é que me cai no "prato" um hambúrguer ?!... Valha-nos deus, que isto já é notícia no "Público", de hoje. Qualquer dia, temos meia página de jornal, com fotografia e tudo, a noticiar que Cavaco Silva e o rei Juan Carlos comeram um cozido à portuguesa, ou uma caldeirada à fragateiro, nas Docas. Mesmo assim, prefiro estes pratos, retintamente nacionais, a um hambúrguer macdonaldiano gorduroso. Hambúguer que, por sinal, tem ascendência germânica: é o "Deutsches Beefsteak" (de Hamburgo) que os GI's levaram para a América depois da II G. Guerra. Engorduraram-no, tornaram-no mais rentável, e chamaram-lhe seu. Bom proveito!
Porque isto, em matéria de comida prefiro, de longe, a gastronomia europeia (viva o caviar!) à americana. E, no tocante a notícias, opto pelas que têm justificação e sentido, sendo substantivas.
Ou substanciais...