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quinta-feira, 1 de junho de 2023

Adagiário CCCLIII




 Junho floreiro, paraíso verdadeiro.

sábado, 18 de junho de 2022

Adagiário CCCXXXVII



A água de Junho, bem chuvidinha, na meda faz farinha. 

domingo, 5 de junho de 2022

Na varanda a Leste



A matriz veio do António, a Norte, há um bom par de anos. A semente pegou bem e todos os anos dá notícia florida e elegante.
Chamámos-lhes "balões de S. João" pois é por aí (finais de Junho) que atingem o seu esplendor máximo.
Mas o nome científico fia mais fino: kalanchoe pinnata. Na Alemanha, chamam-lhe simplesmente: planta de Goethe, talvez para homenagear o grande poeta. 


domingo, 13 de fevereiro de 2022

Eugeniana mínima (7)



Qualquer banal dicionário regista, habitualmente, como significado de vate: "aquele que faz vaticínios; adivinho; poeta." Por outro lado, quem frequenta a poesia de Eugénio de Andrade (1923-2005), deverá lembrar-se que o poeta faleceu a 13 de Junho, segundo alguns, por volta das 3h30 da madrugada.
Não deixa por isso de ser curioso que na sua obra Matéria Solar, publicada em Março de 1980 (25 anos antes da sua morte, portanto), pela Limiar, na página 48, surja este premonitório poema:

36.

Pela manhã de junho é que eu iria
pela última vez.
Iria sem saber onde a estrada leva.

E a sede.


segunda-feira, 1 de junho de 2020

Adagiário CCCXI


O bom hortelão come pepinos pelo São João (24).

terça-feira, 26 de junho de 2018

Ao entardecer, em Junho


Haverá por certo nas andorinhas, que observo ao fim da tarde, dois tipos de voo. Um deles directo e aplicado que parece dirigir-se a tarefas essenciais, como caçar insectos, para sobreviver. Outro, mais  vaporoso ou diletante, que julgo ser de puro prazer, sem objectivos precisos. Voar só por voar.
Assim os imagino, pelo menos, ao cair desta tarde, quase no final de Junho.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Falsa partida


É com desconforto que vestimos o Verão, ainda com a visão matinal do ébano espelhado das ruas lavadas pela noite e dos caricatos guarda-chuvas abertos dos passantes. O gato preto e branco que, ainda ontem, se aquecia no tejadilho do automóvel estacionado já terá, com certeza, procurado outros abrigos mais seguros.
Eu próprio, retardado, espero uma aberta, sem saber o que vestir, para sair e comprar o jornal, que só por descuido anunciará a chegada do Verão.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Adagiário CCLXXIII : Junho (8)


1. Em junho, frio como punho. (?!)
2. Verão fresco, Inverno chuvoso, Estio perigoso.
3. Guerra de S. João (24), paz todo o ano.
4. No Verão taberneira, no Inverno padeira.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Na varanda a Leste


Há que procurar outra música, porque as que trago comigo parecem já cansadas de si mesmas, na sua perpétua multiplicação. E a luz ainda há-de crescer para iluminar os dias de Junho, por mais de duas semanas. Depois, será a vez da noite, que irá, pouco a pouco, ganhando mais espaço. Num ciclo natural limitado que, ciclicamente, se repete, sempre.
Poucas aves, defronte no meu ângulo de visão, mas sempre o costumeiro casal de rolas tímidas, rotineiras, que não voam nunca mais alto que os 30/40 metros de altura, num circuito de horizonte cerrado. Morreu a melhor roseira e o ano não tem sido bom para os limoeiros. A safra vai ser diminuta. Valha-nos a pequena oliveira, floridíssima.
Dizia, há pouco, Manguel, quando o li na página 314 (Uma História da Curiosidade, 2015): "...Além de nos ser impossível apreender a nossa própria morte, à medida que envelhecemos tornamo-nos mais conscientes da progressiva ausência dos outros. É-nos difícil dizer adeus. Cada despedida assombra-nos com a secreta suspeita de que poderá ser a última; tentamos continuar a acenar à porta durante o máximo de tempo possível. ..."
Um poema pode muito bem ser uma espécie de adivinha. Porque não responde, nem se clarifica por si, antes pergunta quase sempre, e restitui às palavras - quando de verdadeira poesia se trata - uma força antiga, inicial que, muitas vezes, já não conseguimos entender completamente.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Adagiário CCLIII : Junho (7)


1. Junho floreiro, paraíso verdadeiro.
2. Junho abafadiço, sai a abelha do cortiço.
3. Pelo S. João (24), lavra e terás palha e pão.
4. Guerra de S. João, paz de todo o ano.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Adagiário CCXXI : Junho (6)


1. Lavra por S. João (24), se queres haver pão.
2. Vaca de vilão, se no Inverno dá leite, melhor dá no Verão.
3. Cerejas e más fadas, cuidais tomar poucas e vêm dobradas.
4. Por S. Pedro (29), fecha o rego.

domingo, 1 de junho de 2014

Adagiário CLXXVI : Junho (5)


1. Feno alto ou baixo, em Junho é segado.
2. No Verão, cada um lava o seu pano.
3. Dia de Santo António (13), vêm dormir as castanhas aos castanheiros.
4. Por onde andar o Verão, há-de vir no S. João (24).

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Uma louvável iniciativa (18)


Desta vez é a Sical que difunde, publicitariamente, através dos pacotinhos de açúcar, as Festas de Lisboa, em Junho. E, como tem sido habitual, a sardinha é o motivo emblemático para 42 jovens criadores, tantos são os diversos desenhos que decoram as garridas embalagens. Em imagem, os nº. 1, 26 e 33/42.

sábado, 1 de junho de 2013

Adagiário CXXXII : Junho (4)


1. Porco no S. João (24), meão; se meão se achar, podes continuar; se mais de meão, acanha a ração.
2. Em Junho, foicinha em punho.
3. Nem de Inverno sem capa, nem de Verão sem cabaça.
4. Em dia de S. Pedro (29), vê o teu olivedo, e se vires um grão, espera por um cento.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Adagiário XCIV : Junho (3)


1. Em Junho anda a foice no punho.
2. Se queres ter pão, lavra pelo S. João (24).
3. Pelo S. Pedro (29) vai ao arvoredo; se vires uma, conta um cento.
4. Quem em Junho não descansa, enche a bolsa e farta a pança.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Divagações 8


A lua faz-se redonda, a pouco e pouco, e a luz de Junho ainda cresce, arredando a noite para mais tarde.
A velhice vai abatendo as defesas do rigor, quase regressa às emoções da infância, mas também aqui há uma benevolência amável da memória, na procura da felicidade. Os tercetos ficaram sempre na gaveta, porque os achei infelizes, canhestros, demasiado sentimentais.
Mas partir é sempre limitar e reduzir. A cidade que fora minha, já não é. E os regressos são obrigações apenas, que se cumprem a custo. Ou em piloto-automático. Mesmo em Agosto, que era o mês da aventura, junto ao mar, outrora. Mas quando sobram horas e já não há casa que nos acolha, cresce um desconforto imenso pelo lado mais íntimo da tarde, em volta do jardim deserto da cidade vazia. Onde eu brincara, tanta vez, ao longe.
Rumoreja a água sobre o pequeno lago, e qualquer banco serve, porque não há gente, nem os carros passam. O jornal está lido, o cemitério visitado, a campa, florida. No bolso há uma chave, um pouco enferrujada e inútil, que atiro para a água. E, gradualmente, desatinadas, as palavras vêm à tona, para serem escritas:
Fecho a porta de casa sobre a última
noite e trago a chave sem saber
a quem a dar.

Nem mesmo estas
palavras têm sentido: alguém
as irá ler como eu as disse?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A Noite


A serena luz da noite, por momentos, é uma dúvida, porque tenho os olhos desfocados, as imagens pouco nítidas e os cães ladram ao longe, num coral arrítmico de fundo, agreste, numa soada selvagem muito pouco agradável. Mas pus em dia todas as palavras, com quem amo. Arrumo os parcos objectos na varanda e olho as luzes pálidas, distantes. Poemas há, que lembro, mas não bastam. Será, talvez, uma redundância menor, mas "o resto é silêncio". Firmo as mãos nos braços da cadeira e levanto-me: vou ter saudades  deste ar fresco da noite de Junho, deste quase silêncio ameno, desta luz escassa no horizonte, e tão discreta. Desta paz, comigo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A manhã, de Junho, por exemplo


As águas são o primeiro movimento da casa. E seu ruído inicial. Se a casa for povoada, virão decerto monossílabos, palavras breves, um pouco antes. E a luz: se for cedo, eléctrica; as mais das vezes, natural, ao abrir das janelas - forte, despudorada, sobre os olhos habituados ainda às sombras oníricas da noite. Que são, normalmente, fatais ao rumo desse dia ou, pelo menos, o influenciam. E se a Natureza estiver próxima, já os pássaros se terão feito ouvir, maviosos - os melros, os pintassilgos, algum canário doméstico...
Mas sei, com absoluta exactidão, a data em que descobri que o primeiro movimento das casas são as águas: 20 de Fevereiro de 1979. E foi a última vez que vi nascer a manhã, nessa casa longínqua da memória.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Adagiário XLI : Junho (2)


1. Galinhas de S. João, pelo Natal poedeiras são.
2. Dia de S. Barnabé (11), seca-se a palha pelo pé.
3. Chuva no S. João (24), tira vinho, azeite, e não dá pão.
4. Sol de Junho, madruga muito.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Adagiário VIII : Junho



1. Sardinha de S. João já pinga no pão.
2. Junho calmoso, ano formoso.
3. Ouriços no S. João, são do tamanho de um botão.
4. Até S. Pedro, tem o vinho medo.