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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Shakespeare e Julia Margaret Cameron


Todos os anos, o TLS me surpreende ao dedicar um dos seus números à temática shakespeariana, impreterivelmente. O fervor e imaginação dos ingleses é inesgotável ao abordar  motivos sempre novos sobre o seu dramaturgo mais importante. (Imagine-se, que todos os anos, o JL e/ou a Colóquio consagrassem a Camões um seu exemplar. Impensável!, que os nossos estudiosos e académicos mimosos andam assoberbados com outros trabalhos muito mais vistosos...) Desta vez, foi o nº 6107 do TLS, de 17 de Abril de 2020, que dedicou 8 páginas a pequenos ensaios sobre William Shakespeare, como sempre muito originais. Sendo que o texto que mais me chamou a atenção é dedicado à iconografia da representação teatral e cinematográfica, ao longo dos tempos, nomeadamente, os testemunhos fotográficos (Still  Shakespeare and the Photography of Performance, de Sally Barnden), de Julia Margaret Cameron (1815-1879), pioneira inglesa da fotografia, que têm, aqui, uma particular evidência. E que dedicou uma boa parte da sua obra às encenações shakespearianas do seu tempo. Deixámos imagens de Prospero e Miranda, bem como do rei Lear e suas 3 filhas, pelas lentes de Julia M. Cameron.



domingo, 31 de janeiro de 2016

Uma fotografia, de vez em quando (78)


Até 21 de Fevereiro de 2016, o Museu Alberto e Victoria (Londres) leva a efeito uma retrospectiva da obra de Julia Margaret Cameron (1815-1879).
Pioneira da arte fotográfica, e nascida na Índia (Calcutá), a partir de 1860 radicou-se na ilha de Wight, com o marido, advogado, e seis filhos. A oferta de uma máquina fotográfica, por uma das filhas, despertou-a, com um entusiasmo persistente e consistente, para esta actividade recente, na altura, que veio a cultivar até à morte, com sucesso público justificado.
Interessava-lhe sobretudo o retrato e, particularmente, o rosto dos modelos que abarcaram desde empregadas e criados de casa, até celebridades da época: Charles Darwin, Alfred Tennyson, entre outros. Menos preocupada com o perfeccionismo técnico do que com a encenação simbólica dos instantâneos, a obra da fotógrafa inglesa é vasta e ainda hoje muita apreciada.
A última fotografia, em imagem, teve como modelo a criada Mary Hillier, protagonizando uma encenação da poetisa grega Safo, e foi tirada em 1865.