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domingo, 2 de setembro de 2018

Em desamor de Coimbra


Há todo um imaginário e vocabulário próprios de Coimbra. Remanescente em quase toda a gente que por lá passou. Inesperadamente, e apesar de lá ter nascido, assim como, por dois anos, lá ter cabulado, caloiro e semi-puto, parece-me que fiquei imune a esse fascínio que a cidade parece despertar.
Dizia-me o bom amigo A. C. S., na Penha, aqui há uns meses, a propósito de outras coisas: Coimbra é uma cidade morta. Sem futuro. Formam-se e fogem... Devia ter razão. Logo que a troquei por Lisboa, com a sua liberdade mais ampla, prontamente a esqueci, sem saudades.
Ficaram-me algumas palavras que a praxe académica cultivava, alguns nomes de Repúblicas, alguns trinados de serenatas, na Sé Velha, um falar limpo sem grandes entoações nem sotaques. Mas pouco mais me vem à tona, para além do Mondego, que, pelo Verão, era um fiapo ou fiozinho de água envergonhado, que mal dava para refrescarmos os pés...