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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Os Tempos que passam

Nem todas as visitas do Arpose, eu sei, terão pachorra para ver e ouvir estes 9,50 minutos de pensar inteligente sobre os tempos que vivemos - e é pena... (algumas vêm só para ver imagens sensacionalistas ou atraídas por títulos exóticos e inabituais, e demoram-se, apenas, um ou dois minutos, seguindo a correr para outros...)
Porque se nos depara, por aqui, uma síntese pertinente e lúcida de Eduardo Galeano (1940) e de Jean Ziegler (1934) sobre as grandes questões que nos rodeiam.
Faltam, porventura, os meios e a estratégia a seguir, para as combatermos. Mas já será um passo em frente, importante, darmo-nos conta, racionalmente, dos malefícios deste estado de sítio do Presente.

com grato reconhecimento a AVP.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Festival de Salzburgo: um discurso censurado



De acordo com uma notícia do DIE ZEIT, Jean Ziegler, sociólogo suiço, na imagem, deveria ter discursado perante o "público abastado" do Festival de Salzburgo, a decorrer entre 27.7. e 30.8.2011. Mas Ziegler foi desconvocado e, atendendo ao conteúdo do seu discurso, o próprio explica que os responsáveis pelo Festival sucumbiram face à "pressão suave" do Crédit Suisse e da Nestlé, apoiantes oficiais do evento.
Convenhamos que as palavras de Ziegler destoariam no meio da encenação de abastança. O discurso inicia-se para confrontar o público com números assustadores: "a cada cinco segundos morre uma criança, de fome, com idade inferior a 10 anos. 37.000 pessoas morrem diariamente de fome ...". Depois de explicar, de forma objectiva, mas expressiva, os estádios de enfrquecimento progessivo da criança até à morte, conclui que não existe, objectivamente, falta de alimento.
Ziegler nomeia, claramente, os responsáveis: "desde os estados que desviaram as suas ajudas para apoiarem o seu sistema bancários em crise até aos «patifes bancários» e os «bandidos especulativos»". Portanto, as palavras não eram meigas.
[Após alguma procura consegui encontrar o texto na íntegra, publicado a 24.7.2011, no jornal Süddeutsche Zeitung.]

Post de HMJ