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domingo, 2 de janeiro de 2022

sábado, 11 de julho de 2020

Uma valsa rústica



Numa boa sequência temática, depois da Valsa Triste, de Jean Sibelius, esta Valsa Antiga (e Rústica) recolhida por Michel Giacometti (1929-1990), algures no Douro Litoral...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Para um Avô que faz anos


25-26 de Julho de 2010
Caríssimo:
Não vou falar de Óscar Lopes e de Mário de Sacramento. Muito menos de Thomas Mann, até porque tu sabes aquilo que evoco ou refiro - uma fraterna Amizade. Que, com o tempo e até com a distância geográfica, cresceu, ganhou raízes fundas, palavras certas e nuas (quando é preciso), entendimentos recíprocos - de voz, de expressão de rosto. Vamos-lhe pôr uma data de princípio: 1960, creio eu. Tu dirás, decerto, 1959, mas julgo que estás enganado. Seja como for, estava para começar a guerra portuguesa, em África. Éramos ainda umas crianças, mas fomos obrigados a crescer muito depressa, com a perspectiva da morte. Porque amávamos a vida com tudo aquilo que ela tem de aventura e milagre. E, hoje, ainda a amamos. Mas porque vivemos a guerra e aspiramos o cheiro da morte, escolhi uma tua fotografia da Guiné, visitando uma tabanca, depois de ser atacada. Mas há sempre ressacas. Ou vestígios. Relembro o teu poema de que mais gosto:
Altas paredes brancas me contornam
E eu invento longas madrugadas
Doiro colinas calmas espaçadas
e a dor de te matar cobre-as de neve

Quanto mais há para dizer, menos sabemos dizê-lo. O essencial, felizmente, conhecemo-lo. Hoje, vai música, também: um pequeno excerto do concerto para violino, de Sibelius. Como estás nas tuas sete quintas, com as netas à volta, não será preciso reforçar este abraço de parabéns que te envio. O de sempre,
A.