sexta-feira, 6 de agosto de 2021
Antologia 3
sexta-feira, 7 de maio de 2021
Da leitura 43
De há uns tempos a esta parte, em relação a leituras de livros policiais, como tenho muitos e para não me perder, no final de os ler, na primeira página em branco escrevo, a lápis, a data em que terminei a sua leitura. Acabei hoje, entretanto, o II tomo de Bloc-notes (dos 5 que adquiri, em boa hora, através da Livraria Lumière, do Porto), de François Mauriac (1885-1970), volume que tinha principiado a ler a 19/3/21, conforme apontamento. Foram 49 dias (fiz também pequenas leituras paralelas) para 546 páginas (índice onomástico incluído), o que me pareceu um bom ritmo. E que se deve também à qualidade da escrita do romancista francês, que aborda sobretudo assuntos políticos (De Gaulle e a guerra da Argélia, principalmente), literários, pessoais e culturais. Irei iniciar, em breve, o tomo III (imagem de capa, acima). Antes de o fazer, vou transcrever uma passagem, muito singular (e desta vez vai no original...), da página 463, em que Mauriac divaga sobre a idade. Assim:
"La vieillesse? La cinquantaine, que vous avez atteinte, marque le moment où on l'aborde, il est vrai, et où peut-être on en souffre le plus. Voici le temps de ne plus être aimé et d'aimer encore. A partir de là, il faudra beaucoup marcher avant de pénétrer dans la région glacée où il n'y a plus rien à attendre de personne, plus rien même à donner. Quel désert! Oui, un désert, si pressé que nous soyons d'amis et de parents. Qui est aimé à cette age, ce qui s'appelle aimé? Et pourtant ce qui ne meurt pas, quand on en a été possedé au sortir de l'enfance, c'est précisément ce qui embrase cette admirable préface de Sartre: une tendresse avide, une tendresse irritée mais toujours jeune et vivante, et qui a échappé au temps, et qui (je le crois de tout mon esprit et de tout mon coeur) lui survivra."
sábado, 13 de julho de 2019
Róis
domingo, 7 de julho de 2019
Prémios literários
O concorrente mais chegado de Proust, ao Prémio Goncourt, era Roland Dorgelès (Les croix de bois) que estivera nas trincheiras, e estava-se no rescaldo da I Grande Guerra, em que Proust não tomara parte. Este, obtivera 6 votos, enquanto Dorgelès só conseguira 4, do júri Goncourt.
Mas Proust foi muito atacado, sobretudo na imprensa e no Bulletin de l'Association générale des mutilés de la guerre. Chamaram-lhe snob e burguês. Em La Revue de Paris, a propósito da extensão do livro, Fernand Vandérem falou de "éléphantiforme". Um jornal referiu: "Proustitution"...
Hoje, a obra de Marcel Proust, no entanto, é consensual e ele pode continuar a dormir descansado.
segunda-feira, 15 de abril de 2019
Uma questão de género?
Pergunto-me a razão do facto e da diferença, embora me ocorram algumas hipóteses possíveis. Não muito satisfatórias, porém, do meu ponto de vista.
sábado, 15 de dezembro de 2018
Divagações 138
Não farei coro com Sartre, a dizer que o Inferno são os outros, mas o Comércio é que leva à obrigação devota e clonada de afivelarmos, por uns dias, esta máscara de solidariedade e alegria, formais, sem mesmo reflectirmos, realmente, se estamos de bem com a Vida. E com os outros...
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Uma fotografia, de vez em quando... (110)
sábado, 25 de agosto de 2018
Frase(s) da semana
domingo, 8 de outubro de 2017
Divagações 126
Se não subscrevo a afirmação de Sartre que o inferno são os outros, também não advogo, ingenuamente, a tranquila paz solitária do ermita, sujeita a alumbramentos celestiais despidos da mais dura e crua realidade. Porque há o sal grosso que faz parte da vida, e que nos faz agarrar, embora com angústia, e talvez suor e sangue, ao cerne amoroso de viver, na esperança de dias melhores.
domingo, 11 de dezembro de 2016
Sartre, as idades e a velhice
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Excertos de um diálogo
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Instantâneos dos subúrbios
Viva o Internacionalismo popular!
(Se ao menos pedissem pão por Deus, estas criaturinhas desnaturadas...)
sábado, 14 de novembro de 2015
Citações CCLXVII
O ódio é a cólera dos fracos.
Alphonse Daudet
...
Jean-Paul Sartre
domingo, 8 de novembro de 2015
Citações CCLXV
Jean-Paul Sartre (1905-1980), in Les Mains sales.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
quinta-feira, 26 de março de 2015
Divagações 83
Laus deo!
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Escrever - alguns conceitos (maioritariamente, gauleses)
Saint Beuve (1804-1869).
- Escrever, é uma forma de falar sem ser interrompido.
Jules Renard (1864-1910).
- Os optimistas escrevem mal.
Paul Valéry (1871-1945).
- É preciso escrever para si próprio, porque é assim que chegamos até aos outros.
Eugène Ionesco (1909-1994).
- O apetite de escrever traz em si uma recusa de viver.
Jean-Paul Sartre (1905-1980).
quinta-feira, 27 de março de 2014
No Dia Mundial do Teatro
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Notas de Leitura VII: "Malentendu à Moscou" - Simone de Beauvoir
Nota pessoal: o Arpose acolhe, com grato reconhecimento, mais uma Nota de Leitura (como sempre, atenta) de H. N..
APS