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terça-feira, 7 de setembro de 2021

Belmondo

 

Os últimos tempos têm sido de desaparição de pessoas e gentes, com algum significado para mim.
Ontem, foi a vez de Jean-Paul Belmondo (1933-2021). Acontece-me o mesmo que com alguns poetas de eleição, de que acabo sempre por preferir algum dos seus primeiros livros. Porque a voz é nova, e depois se repete. Ora, de Belmondo eu guardei na memória, sobretudo Pierrot le fou (1965), que é talvez o único filme de Godard de que gosto verdadeiramente e onde o talento histriónico do actor melhor se manifesta.
Dos monstros do cinema francês, é claro que lhe prefiro Alain Delon (1935), sobrevivente, com outra profundidade e capacidade de representação, mas não quis deixar de lembrar esse Belmondo da minha juventude... 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Suicídios cinematográficos

Na segunda-feira passada, 29 de Novembro de 2010, o realizador italiano Mario Monicelli, nascido em 1915, suicidou-se, atirando-se da janela do quarto do hospital San Giovanni, em Roma, onde se encontrava internado, em fase terminal de um cancro da próstata. Autor de I Soliti Ignoti (Gangsters Falhados), "Grande Guerra", "Oh Amigos Meus", entre muitos outros filmes, com ele morre o último dos grandes realizadores da 1ª geração post-guerra de comédias italianas, sempre com um fundo amargo a contrabalançar um humor, por vezes, quase ácido. Dino Risi morrera em 1991. No activo e da segunda geração, mantêm-se Roberto Benigni (1952) e Nanni Moretti (1953).
Hoje, Jean-Luc Godard completa 80 anos (3/12/1930) e, embora não seja dos meus realizadores de cinema predilectos, filmou uma cena de suicídio, com Jean-Paul Belmondo, em Pierrot le Fou (1965) que eu nunca mais esqueci. Aqui fica, a encimar o poste, para quem a não conheça ou já não se lembre dela.