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sábado, 19 de abril de 2025

Citações DXI

 

Uma história deve ter um princípio, um meio e um fim, mas não necessariamente por essa ordem.

Jean-Luc Godard (1930-2022).

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Insólitos em miscelânea (11)



Custa a crer, mas foi como se fora um milagre: o jornal Público de hoje não dedica nem sequer uma coluna aos régios funerais ingleses - nada mesmo! Entretanto, laico que se arroga, consagra a imagem da capa e quatro abundantes páginas à morte do realizador suiço-francês Jean-Luc Godard (1930-2022). É obra!



Diz-me I. de A. M., e por ser ela a dizer eu acredito, que encontrou, a norte, junto ao contentor do papel, dois sacos de lixo com mais de duas dezenas de volumes da Enciclopédia Luso-Brasileira, abandonados à sua sorte, talvez para serem cremados ou guilhotinados. I. só não os recolheu porque tem a obra completa de 23 tomos.

Assim vai a leitura e cultura portuguesas...

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Belmondo

 

Os últimos tempos têm sido de desaparição de pessoas e gentes, com algum significado para mim.
Ontem, foi a vez de Jean-Paul Belmondo (1933-2021). Acontece-me o mesmo que com alguns poetas de eleição, de que acabo sempre por preferir algum dos seus primeiros livros. Porque a voz é nova, e depois se repete. Ora, de Belmondo eu guardei na memória, sobretudo Pierrot le fou (1965), que é talvez o único filme de Godard de que gosto verdadeiramente e onde o talento histriónico do actor melhor se manifesta.
Dos monstros do cinema francês, é claro que lhe prefiro Alain Delon (1935), sobrevivente, com outra profundidade e capacidade de representação, mas não quis deixar de lembrar esse Belmondo da minha juventude... 

quinta-feira, 31 de março de 2011

Uma boa saída de Jean-Luc Godard


São raríssimas, em Portugal, que eu saiba, as recusas pessoais em receber prémios, condecorações ou, como eu gosto de lhes chamar, veneras (melhor ainda: "venerinhas"). Que me lembre, e com algum significado importante, apenas uma vez, Herberto Helder terá recusado o Prémio Pessoa, atribuido pelo Jornal Expresso. Com alguma surpresa pública e do mundo intelectual. Era, no entanto, uma atitude coerente do Poeta, tendo em vista posições anteriores. Foi, por isso, que achei interessante, ter tomado conhecimento, há dias, da reacção do realizador francês Jean-Luc Godard (1930), quando o sondaram para vir a receber a Ordem de Mérito, que o Governo Francês lhe queria atribuir. Godard terá respondido: " Senhor Ministro, sinto-me lisongeado, mas em princípio creio que não tenho nenhum mérito e, por outro lado, eu não recebo ordens de ninguém!"

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Suicídios cinematográficos

Na segunda-feira passada, 29 de Novembro de 2010, o realizador italiano Mario Monicelli, nascido em 1915, suicidou-se, atirando-se da janela do quarto do hospital San Giovanni, em Roma, onde se encontrava internado, em fase terminal de um cancro da próstata. Autor de I Soliti Ignoti (Gangsters Falhados), "Grande Guerra", "Oh Amigos Meus", entre muitos outros filmes, com ele morre o último dos grandes realizadores da 1ª geração post-guerra de comédias italianas, sempre com um fundo amargo a contrabalançar um humor, por vezes, quase ácido. Dino Risi morrera em 1991. No activo e da segunda geração, mantêm-se Roberto Benigni (1952) e Nanni Moretti (1953).
Hoje, Jean-Luc Godard completa 80 anos (3/12/1930) e, embora não seja dos meus realizadores de cinema predilectos, filmou uma cena de suicídio, com Jean-Paul Belmondo, em Pierrot le Fou (1965) que eu nunca mais esqueci. Aqui fica, a encimar o poste, para quem a não conheça ou já não se lembre dela.