O casal de rolas anda por aí, voltejante e festivo. O céu azul clarinho tem uns suaves fiapos brancos leitosos de nuvens fugidias. Em frente, um pouco ao longe, um casal jovem parece ter iniciado as limpezas da Primavera, na marquise.
E eu trouxe, até à varanda a leste, as "Confissões" de Jean-Jacques Rousseau, na tradução de Lopes Graça, da Portugália (1964), para folhear apenas - que este cheirinho de Primavera antecipada não dá para grandes concentrações de espírito.
Mas o ar ainda está frio, que o vento levantou-se e agita, ao de leve, a palmeira em frente, e alguma roupa que seca nos estendais. Dos peneireiros, nem rasto. Só alguns pardais, nas esquinas altas dos telhados, parecem sentinelas breves, absorvendo os últimos raios de sol do fim da tarde.
Os dias vão crescendo...e o "aladino" deu à luz, por volta das 18,20. A noite vai abrindo.