Em 2017, em Outubro, as salas de cinema londrinas propagandeavam, em grandes cartazes pelas ruas, as estreias do último Harry Potter e The Death of Stalin. Como eu já tinha passado a idade pueril, interessei-me apenas, e com curiosidade, por esta última película. O elenco prometia, mas o nosso programa estava muito sobrecarregado, para ainda poder ir ao cinema.
Às vezes, porém, as coisas de que gostamos vêm ter connosco - foi o caso! E, ontem, vi o filme, gostosamente, na televisão. Michael Palin compôs um Malenkov credível e Jason Isaacs um marechal Zhukov espampanante. Só foi pena que não tivessem engordado um pouco mais Steve Buscemi acrescentando-lhe 2 ou 3 verrugas no rosto, para ele compor um Nikita Kruschev convincente...
Dei por bem empregue o meu tempo: uma comédia negra que me fez rir e pensar. E que me permitiu concluir que ainda há bom cinema europeu. Esta co-produção anglo-franco-belga, dirigida pelo escocês Armando Iannucci fez-me ficar optimista.