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sábado, 30 de novembro de 2024

Vinhos

 


O jornal Público promove hoje, no seu suplemento Fugas, uma lista de vinhos que aconselha para este Natal. Sobre a relação, gostaria de deixar algumas breves notas pessoais:

Dos 30 vinhos (brancos e tintos) seleccionados apenas 1 é produzido por uma adega cooperativa nacional. Do conjunto, os preços vão de 9,49 euros, o mais barato, até ao mais caro, de 100 euros. Creio que não há um único vinho da Bairrada. Não deixa de ser uma desconsideração flagrante. E uma falta de isenção, porventura.

Não sendo eu um especialista na matéria, apenas um amador atento, atrever-me-ia a deixar uma pequena contribuição para uma lista mais inclusa e de preços mais comedidos. E destacar 2 enólogos que prezo, pela sua competência profissional: Jaime Quendera, da Cooperativa de Sto. Isidro de Pegões, pelo seu branco, Colheita Seleccionada. E Miguel Oliveira, da Adega Cooperativa de Silgueiros, pelo seu vinho tinto. Nenhum destes vinhos excede os 3 euros, no preço de venda.

domingo, 21 de janeiro de 2024

Mercearias Finas 196





Há pratos de peixe a que nunca mais regressei. Peixe-espada, por exemplo - por saturação conimbricense...
Mas, inesperadamente e contrariando, reconciliei-me, hoje, com o robalo, de que eu abdicara, há muito, bem como da dourada ou da perca, por causa da aquicultura, pelo sabor a terra ou a areia e das condições pouco higiénicas em que, ao que parece, eram produzidas. Para não falar do salmão, moda infernal dos nossos dias (será por causa do ómega 3, e dos hipocondríacos?).
Pois veio à mesa um Robalo-baila (pesca de anzol) escalado e grelhado, fresco e muito bom que ele estava. Antes, com três gotas de limão, as pequenas ovas fizeram uma deliciosa entrada. Uma couve-flor fez-lhes companhia. E, como bebida, branco de 2022, uma colheita seleccionada e lotada, hábil e sabiamente por Jaime Quendera, da Adega de Pegões, que nunca deixa os créditos por mãos alheias, nos seus 13º muito equilibrados.
Um óptimo almoço de Domingo. 




segunda-feira, 10 de abril de 2023

Mercearias Finas 188



A banca de frutas e verduras do Telmo fica na esquina que vai dar ao corredor que tem, ao fundo, a banca de peixe da Leonor, no Mercado do Monte. Em vésperas do fim-de-semana pascal, ambas estavam repletas de produtos frescos e tentadores. Acabamos por trazer o que desse até ao Domingo em que o anho tinha lugar cativo à mesa. E o vinho, retirado da horizontal na garrafeira, já estava ao alto na mesa, pronto a abrir. Com 23 anos de idade o tinto da colheita seleccionada, naturalmente, teve que ser decantado e lá ficou a respirar cerca de 3 horas, antes de vir a ser servido, para acompanhar o chibinho e um queijo de pasta mole, caprino, que bem o mereciam.
Com 13,5º, o lote com Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon e Trincadeira, dava ainda sinal de taninos, mas suaves, e não deixou ficar mal a criação proficiente de Jaime Quendera, enólogo que muito tem feito pela Adega de Pegões (passe a publicidade...) - aqui o deixo exarado e com louvor merecido.

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Mercearias Finas 181



Não fora a vernissage, a que nos convocámos, do restaurante outrabandista, com um bife da vazia, em tábua, e batatas fritas caseiras, acompanhadas por um alentejano Dona Maria tinto 2017 (Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet e Aragonês), puxavante nos seus 14,5º embora já domado e macio, e os filetes de pescada, já temperados, teriam sido o almoço de Domingo. Assim, esperaram até hoje, escalpelados que tinham sido pelas mãos atentas e sapientes da Leonor. Voltando atrás há que destacar, na sobremesa, uma refrescante mousse de lima, com uma framboesa a coroá-la e um raminho de hortelã, da anterior refeição suburbana, que estava uma delícia requintada.
Vieram-nos assim à mesa do almoço, hoje, quatro filetes de pescada atlântica e um pequeno acrescento que, além do arroz de pimentos e salada mista, foram acompanhados por um fresco Alto Pina, de Pegões, produzido pela sabedoria enológica de Jaime Quendera. Que lotou as castas Fernão Pires com Verdelho e Antão Vaz no ano da graça de 2021, nos seus 13º bem comedidos e saborosos. Rico almoço!

sábado, 29 de julho de 2017

Mercearias Finas 124


Como as donas de casa costumam fazer, anualmente, as limpezas de Primavera, arejando a casa, também eu, como adegueiro doméstico, tenho por hábito, fazer a limpeza de vinhos brancos (mais antigos), pelo meio do Verão. Antes que eles fiquem passados de todo e imbebíveis. Que os tintos são mais longevos, habitualmente e se forem bons.
Calhou, anteontem, a vez a um Colheita seleccionada, branco, 2006, da Adega de Pegões, que já tinha muito pó na garrafeira, e era o dux veteranorum. Por essa altura, Jaime Quendera pontificava, sabiamente, por lá, como enólogo. Era trunfo a favor, mas os 11 anos de vida desse Branco (castas: Arinto, Chardonnay e Antão Vaz) acentuavam o meu cepticismo.
Mas a rolha saíu inteira, sinal positivo, e o pé era pouco - nem foi preciso decantar este Branco com 14º, bem medidos de pujança.
E foi uma agradável surpresa. Velho na cor (amarelo carregado), com aroma distinto e sabor ameno. Tinhamos massas italianas com carne picada, a que HMJ agregou, inspiradamente, folhas de aipo e uns restos de brócolos. E o vinho de Pegões combinou bem. O melhor estava, no entanto, para vir, quando encetámos a sobremesa: figos e umas lascas de meloa algarvia, entre o doce e o apimentado. O Pegões branco de 2006 mostrou aí toda a sua raça e subtileza longeva. Parecia um Sauternes dos bons  ou um Colheita Tardia de grande qualidade. Sobressairam sabor e doçura comedidos. Deus o abençoe - que já se foi, neste Verão de 2017.

sábado, 27 de agosto de 2011

Mercearias Finas 36 : relembrando o Branco de Pegões


Porque MR, no Prosimetron, referiu em comentário o Branco (2010) da Colheita seleccionada da Adega Cooperativa de Pegões, venho relembrá-lo como um dos vinhos de melhor qualidade/preço, no mercado. É criação do enólogo Jaime Quendera, em boa hora e trabalho. Oscila ligeiramente, em sabor e graduação alcoólica, de ano para ano, o que é natural. Provadas todas as colheitas, até à de 2010, continuo a considerar a de 2006, como a melhor, apesar dos seus 14º.
Este vinho branco acompanha, irrepreensivelmente bem, todos os pratos de peixe. Até um bacalhau assado. Um senão apenas e um aviso aos incautos: na Loja da Adega Cooperativa de Pegões, custa 4,00 euros; no P. D. (passe a publicidade) pode adquirir-se por apenas 2,99 euros. Não dá para acreditar... estas políticas comerciais portuguesas são uma espécie de tragicomédia. O vinho não tem culpa, e é bem bom.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Mercearias Finas 26 : vai um arroz de espigos com pataniscas de bacalhau?



Hoje, o almoço, vai ser "jaquinzinhos" com um arroz malandrinho de tomate. Mas, há dias, foram mesmo as pataniscas de bacalhau, estaladiças de bem fritas, acompanhadas de um belíssimo arroz de espigos ou netos de umas couves de Constância ( Tomaz de Figueiredo chama-lhe arroz de goldras, da sua Arcos-de-Valdevez). Quase esverdeado, estava o arroz pela cor dos espigos, e muito saboroso. Foram bem acompanhadas, as pataniscas e o arroz, por um branco Dona Ermelinda de 2009, das Terras do Sado. Que tinha, por si, Arinto, Chardonnay e Fernão Pires, sabiamente doseados pelo criativo enólogo Jaime Quendera. Este vinho branco foi medalhado, em Bruxelas, com ouro, e custa à roda de 5,00 euros - merece-os. Aliás, esta Casa Ermelinda Freitas, cujas vinhas crescem em Fernando Pó, é produtora de excelentes vinhos.
Mas, hoje e como disse no início, vão ser os "jaquinzinhos". E terão a companhia, modesta mas honesta, dum Dão branco Monástico (da UCB), à base da casta Encruzado, assim meio-fresco, não gelado. Bom apetite!