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segunda-feira, 29 de abril de 2024

Toponímia e proporção


 
Se, de uma forma geral, nas grandes metrópoles, a toponímia é escolhida com especial atenção e importância, pela província, muitas vezes, há um excesso de regionalismo de vizinhança que desequilibra o valor das evocações e a memória dos que são homenageados pelas autarquias.
As instituições e os ideais estão normalmente salvaguardados, como em Lisboa a República e a Liberdade, cada uma com a sua digna e longa avenida, mas também o lado poético, como na Travessa da Água de Flor, ao Bairro Alto, às vezes, é lembrado, ainda que de forma simples.
Ora, na região outrabandista, sempre que eu passo próximo da rua Jaime Cortesão, sinto um aperto de alma. Essa rua, pequena, terá 2 ou 3 casas, bermas descuidadas, suja, mais parece um beco. Próxima, extensa e povoada, asseada se situa a rua Petrónio Amor de Barros (espanhol?). E, como se não bastasse, logo se segue a arejada praceta homónima da mesma personagem.
O grande historiador nacional é que fica a perder, e muito, com esta "glória" regional (?), na toponímia...

sábado, 16 de agosto de 2014

Uma dedicatória de Graciliano Ramos


Especialista que não sou de genealogias, penso que este Jaime Cortesão Casimiro, que teria falecido em Oeiras no início deste ano de 2014, e a quem o livro "Angústia" está dedicado, seria parente (Filho? Neto? Sobrinho?...) do médico, escritor e historiador português Jaime Cortesão (1884-1960), que esteve emigrado no Brasil, entre 1940 e 1953.
Mas o que, de mais interessante, me importava destacar era a bem-humorada frase (A Jaime Cortesão Casimiro/ envio esta longa maçada. - Rio - 1947) do escritor brasileiro Graciliano Ramos (1892-1953). Que aqui fica para que conste. O livro foi-me oferecido, há dias, por um bom e generoso Amigo. A obra é a 3ª edição do romance, que foi editado, pela primeira vez, em 1936.