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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Lang e Tati


A meio termo entre Metropolis (1927), de F. Lang, e Há Festa na Aldeia (1951), de J. Tati, ficaria talvez a Aldeia da Roupa Branca (1939), de Chianca e Beatriz, que poderia ser o aeroporto Sá Carneiro, no Porto, por onde também passámos, antes de regressarmos a Lisboa, provenientes, desta vez, do Luxemburgo.
O aeroporto da capital do Grão-Ducado reconciliou-me com o mundo das viagens aéreas, pela sua pacatez e dimensão humana, pelo seu serviço simpático. Sobretudo, depois de passar pelo inferno sofisticado e kitsch de Frankfurt, que me lembrou Fritz Lang ou, à volta, pela canhestrice lusitana mal-educada e parola das tias tripeiras da TAP-Porto, no check-in.
Foram quase duas horas luxemburguesas de cidade de província, com todos os aconchegos felizes, essas que nos repousaram e robusteceram de esperança, humanidade e fé nos outros, enquanto esperávamos o avião que nos traria de novo para Portugal. A destoar, apenas um bando de jovens africanos, acantonados em local à parte, que pareciam esperar a deportação - mas o mundo não é perfeito, já o sabíamos.

sábado, 20 de julho de 2019

Retro (105)


Estes dois pequenos livros, editados em Espanha, há 61 anos, resultaram provavelmente do grande sucesso alcançado pelos filmes de Jacques Tati (1907-1982): Les Vacances de M. Hulot (1951/2) e Mon Oncle (1958). Traduzidos para a colecção castelhana de humor El Gorrión, da versão original (francesa), tiveram desenhos de Pierre Étaix (1928-2016) e textos do escritor, actor e roteirista Jean-Claude Carrière (1931). Os livrinhos custavam na altura (1958) 15 pesetas. E devem ter feito a alegria de muita gente...

com os melhores agradecimentos a H. N.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Comic Relief (145)


A terceira idade e as novas tecnologias, ou a primeira idade dos algoritmos, ou o despontar da inteligência artificial e o operário indiferenciado, ou...

domingo, 8 de agosto de 2010