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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Chirac


Na sequência descendente de qualidade dos mais recentes PR franceses, Jacques Chirac (1932-2019) foi o último digno ocupante do Eliseu. De direita, embora, era um homem de vistas largas e de ampla cultura.
Bom presidente da Câmara de Paris, atribuem-lhe o bom sucesso de várias rapidinhas, entre negócios de Estado, bem como um affair, nunca desmentido com Claudia Cardinale. O que só prova o seu bom gosto estético.
Que descanse em paz! Repousadamente.

segunda-feira, 18 de março de 2019

A propósito da génese de "Les Demoiselles d'Avignon", de Picasso, por ele próprio


Como em tudo, há pioneiros e seguidores ou imitadores. Os que criam, imaginam ou inventam, e os que copiam, vão atrás e se sentem fascinados em acompanhar. Muitas vezes por moda e mimetismo, simplesmente. Sem se interrogarem, quanto às razões e fundamentos.
A etnografia e culturas não europeias começaram a ganhar visibilidade e importância a partir dos anos 30/40 do século passado, aquando de várias exposições (coloniais) multiculturais promovidas pelos países colonizadores, em diversas capitais da Europa.
Demorou tempo (1995), até que fosse completamente consensual a afirmação do presidente francês Jacques Chirac (1932), coleccionador avançado e sabedor de arte africana, ao dizer: Não há hierarquia entre as artes, como não há hieraquias entre os povos. Cada povo tem a sua mensagem particular a legar ao mundo... que pode enriquecer a humanidade e contribuir com a sua parte de beleza e verdade.
Quase 100 anos antes (1907), Picasso tinha chegado às mesmas conclusões - era um pioneiro. Depois de visitar o Museu de Etnografia, no Trocadero. Vale a pena transcrever as suas palavras que explicam, de algum modo, a génese da sua obra Les Demoiselles d'Avignon, inspirada pelas máscaras africanas que viu. Seguem-se, traduzidas de forma livre, as palavras de Picasso. Assim:

Quando fui ao Trocadero, desagradou-me. A feira da ladra. Os cheiros. Eu estava sozinho e queria sair dali. Mas não consegui. Fiquei e fui ficando. Compreendi alguma coisa importante: alguma coisa me estava a acontecer, estava mesmo?
As máscaras não eram como os outros tipos de esculturas.  De forma nenhuma. Eram objectos mágicos... Compreendi qual era o objectivo delas, para os Negros... todos os fetiches eram usados para a mesma coisa. Eram armas. Para auxiliar o povo a libertar-se dos espíritos, para se tornarem independentes. Ferramentas. Se dermos forma aos espíritos, tornamo-nos livres deles. Os espíritos, o inconsciente (e nunca será demais falar dele), a emoção, é tudo o mesmo. Percebi então porque era pintor. Completamente sozinho naquele terrível museu, as máscaras, as bonecas dos peles-vermelhas, os manequins empoeirados. "Les Demoiselles d'Avignon" devem ter vindo ter comigo, nesse dia, mas nem todas, por causa das suas formas; porque foi essa a minha primeira tela de exorcismo - sim, em absoluto!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Citações CXXVI

Jacques Chirac (1932) sobre os ingleses:
"Quem é que pode confiar em pessoas cuja cozinha é tão má..."(2003).

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Arte islâmica no Louvre

A notícia vem em "Le Nouvel Observateur" de 13 de Setembro de 2012: o Museu do Louvre inaugurou uma nova ala, inteiramente dedicada à Arte Islâmica, no dia 18 de Setembro. A decisão foi tomada em 2003, ainda na Presidência de Chirac, tendo a construção do espaço demorado cerca de 8 anos a completar. São mais de 3.000 peças, algumas de incalculável raridade e beleza que, por motivos de falta de espaço, nunca foram mostradas ao público. De livros a objectos de culto religioso, de armas a espelhos e cofres pequenos, de peças em jade (imagem) até cristal de rocha, o conjunto é um dos maiores e melhores acervos do mundo, neste tema. Para quem possa, a não perder.