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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

sexta-feira, 21 de junho de 2024

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Para os "soixante-huitards", especialmente






Saído há pouco mais de um mês, este número especial de Le Monde, dedicado ao cantautor Léo Ferré (1916-1993), não deixa por mãos alheias a qualidade gráfica e dos textos a que o jornal francês nos habituou.


Desde 1984 que este anarca monegasco, por nascimento, é um dos meus cantores de língua francesa e de eleição. De Léo Ferré destacaria três das minhas canções preferidas: Ton Style e Tu ne dis jamais rien (ambas de 1971) e ainda Avec le Temps (1972), que já constam no registo do Arpose.


Aqui deixo também uma curiosa foto de 3 amigos: Brel, Ferré e Brassens, da esquerda para a direita.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Brel / Gréco


Curiosamente, esta canção estranha de Brel (1968) era uma das preferidas de J. Gréco. E falava da morte.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Interlúdio 75



Dedicado ao PANzinho e ao seu silva de estimação, vitimado por tantas deserções, excepto de bichinhos - este Brel que eu desconhecia.

sábado, 6 de junho de 2020

Memória 135



Uma canção menos conhecida, para lembrar Jacques Brel (1929-1978).

sábado, 12 de janeiro de 2019

O leve do pesado


Já o meu amigo H. N., ao passar-me o livro de empréstimo, me aconselhara a ler primeiro 4 apontamentos, que vinham em Le Monde, sobre o último Houellebecq, posterior a este. Assim fiz.
Retive o que Compagnon dele disse. Qualquer coisa como: que lemos este autor, para sabermos como estamos (em França) - uma afirmação compreensível e interessante nos propósitos.
Eu iria mais longe e citaria Brel - estas pouco mais de 30 páginas, que já li de Submissão, não deixam de ser um plat pays, a que falta nervo e osso. E garra literária, apesar do tema poder vir a ser pesado...
Há, evidentemente, Paris, embora menos repetitivo do que em Modiano. Há decadência e indiferença, também. Há um saber contar de água chilra. Bem como há muitos livros como este, que se publicam, até mesmo em Portugal, todos os meses, de forma absurda e acrítica.
Mas falta-lhes osso. E consistência literária.

para H. N., com agradecimentos.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Não há 2 sem 3


Com a velha e soberana ironia inglesa, o último TLS (nº 5976) afirma que, hoje em dia, é mais difícil um escritor ganhar um Grammy, do que um letrista ser premiado com o Nobel da Literatura.
Em apoio desta conclusão fascinante, refere Patrick Modiano que escreveu cantigas para Françoise Hardy e Lucy Hope, e o cantautor Dylan que também escreveu para meio mundo e para si próprio. O último Nobel da Literatura, Kazuo Ishiguro quase conseguiu um Grammy com as 4 canções que compôs para o álbum de Stacey Kent (Breakfast on the Morning Tram), mas não chegou lá...
Mas não falhou o Nobel da Literatura, este ano.
Que Jacques Brel e Leonard Cohen lhes perdoem!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A outra versão...


Para quem já ouviu falar neerlandês, ao vivo, há-de concordar comigo que o flamengo é uma língua mais dura e mais áspera do que o francês. Mas tem também outra força...
É o que se pode confirmar no cotejo das duas versões (Le plat pays / Mijn vlakke land) de Jacques Brel.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Hildegard Knef / Jacques Brel


Não será melhor, esta versão de Hildegard Knef, da Amesterdão de Brel - é diferente. Mas não lhe falta qualidade...

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Critérios


Não sei que escola pedagógica da modernidade fez difundir, de forma acrítica, a inefável teoria de que se deveria estimular a auto-estima das crianças no sentido e com o objectivo do seu desenvolvimento harmonioso e do seu equilíbrio humano. Num país, como o nosso, em que o sentido crítico dos cidadãos sempre foi deficitário, creio que esse princípio foi tragicamente pernicioso. Qualquer pequeno rabisco de uma criancinha era aplaudido como obra-prima; incentivavam, nas escolas, pequenos seres a fazerem poemas que, independentemente do seu valor, eram sempre saudados, entusiasticamente. E assim por diante... Lá fora, creio que se fez o mesmo. Criaram-se países virtuais apenas habitados por génios. Para si mesmos, sem qualquer sentido de realidade e de grau.
Hoje, no Calhariz, vi um frenético jovem estrangeiro a fotografar, sistematicamente, tudo o que mexia ou estava parado: bocas de incêndio, cãezinhos, vitrinas de pastelaria, o celebrado eléctrico 28, caixotes de lixo... Sem qualquer critério, em suma. Que, depois, irá publicar, talvez, no seu popular Blogue, sempre muito visitado. Mais um génio para "de entre família", como dizia o Pessoa, sempre actual, ainda hoje.
Um pouco de modéstia, outro tanto de sentido crítico e uma boa dose de bom senso não fariam mal a ninguém e seriam salutares, no sentido de separar o trigo do joio, o lixo daquilo que, realmente, se deve recordar. Evitando esta exposição excessiva de mau gosto, este protagonismo medíocre de banalidades, esta assustadora falta de critério.
Em contraponto. Quando abordaram Jacques Brel para que viesse a integrar a prestigiada e séria colecção "Poètes d'Aujourd'hui" ( da Pierre Seghers), o belga ficou varado, corou e achou que as suas canções não eram dignas de tamanha honra. Tentando demovê-lo, o representante do editor perguntou-lhe: "Que vous manque-t-il pour devenir un poète?" E Brel, em toda a sua simplicidade, respondeu: "Y croire!"

domingo, 1 de março de 2015

Brel


Uma canção menos conhecida de Jacques Brel (1929-1978), mas nem por isso menor...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

domingo, 17 de novembro de 2013

Ao tempo que eu não ouvia Brel


E com um envoi aos professores injustiçados, que vão ter que voltar a fazer exames... por causa destes cratos, portas, coelhos, machetes e restante tropa fandanga. Será que não se arranjam por aí uns exames para estes ministros mostrarem o que sabem?

quinta-feira, 2 de maio de 2013

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Retratos (8) : José P.


Era um homem mal agasalhado, por dentro e por fora. De gestos bruscos, mas sem agressividade, com um olhar penetrante de ave de rapina, mas raramente se zangava - só quando não acompanhávamos as suas dissertações, ou ele julgava que o não levávamos a sério. Beirão tenaz, a meio do curso de engenharia, a ele se poderiam aplicar os versos de Brel: "desesperado, mas com elegância". Teria 22 anos? Era magro e anguloso, nariz aquilino, fino, cabelos negros e lisos.
A teoria cristã e medieval dos números, adivinhou-a ele, por si, num processo vertiginoso, sem coordenadas terrenas, nem retrocesso possível. Era de uma grande agudeza de espírito, difícil de acompanhar. Na fase final, alimentava-se mal. Mas, em relação à mesada, era disciplinado e rigoroso, dividindo-a em três partes iguais: pão, tabaco e bebida. No resto, era de um fulgor incendiário, um cometa irreversível em direcção ao nada. Acompanhá-lo, nessas longínquas (1966?) férias da Páscoa, foi, para mim, uma aventura perigosa, mas empolgante, que nunca mais esqueci.
Foi internado, pouco depois, com cura de sono sequente. Quando o voltei a ver, um ano mais tarde, era um vegetal melancólico, de olhar baço e parado. Neutro. Quase triste.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012