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quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Ao Princípio de Peter

 
Tenho pena que alguns dos actores de cinema que eu mais apreciava, pela sua qualidade e facilidade de representação, se tenham transformado, com o tempo, em cabotinos e canastrões estereotipados, muitas vezes, copiando-se a si mesmos, no estiloo de desempenhos. Cito alguns exemplos flagrantes: Jack Nicholson, Robert de Niro, Morgan Freeman e Al Pacino.
(Felizmente que ainda não perdi o sentido crítico!...) 

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Representar


Com o tempo fui cada vez mais apreciando desempenhos (em teatro ou cinema) neutros e/ou naturais, sem excessos nem esgares, sem gesticulação desarticulada, num registo equilibrado que se aproxima muito da escola de representação britânica: Guinness, Jacobi, frequentemente Finney, mas nem sempre...
Por razões muito secundárias pesquisei, recentemente, a biografia do actor norte-americano, já centenário, Kirk Douglas (2016). A Wikipédia derrama-se-lhe em elogios, quanto a mim infundados: "(Kirk) Douglas é amplamente considerado um dos melhores atores da história do cinema. ..."
Se ainda hoje suporto o cabotinismo (cínico) de Jack Nicholson, porque me compensa de outras formas, e já me entusiasmei, na adolescência, pelos desempenhos de Ulisses, Spartacus e de Van Gogh, personificados por Kirk Douglas, hoje, dificilmente os toleraria, pelo seu registo primário.
Mas até sou capaz de perceber a simpatia e caridade palavrosa da Wikipédia, que ainda vai na juventude (com os seus 17 aninhos), e ainda não desenvolveu, convenientemente, o seu sentido crítico. E louvo o seu respeito e veneração pela velhice consagrada...

sábado, 22 de abril de 2017

Um enorme actor...

... que faz, hoje, 80 anos. Excessivo, talentoso, cabotino embora, sedutor, provocador das almas  mais simples, virginais, politicamente incorrecto. Insubstituível, em suma.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Dispersos e desarrumados


Às vezes, visito 3 ou 4 blogues de que não sou um fiel seguidor comprometido e declarado. Estes dispersos, que se seguem, são fruto de reacções pessoais, quer de leituras que vou fazendo pelos dias, quer desses sobrevoos que vou fazendo pela blogosfera. Para usar um título feliz e plagiando Milos Forman (1932), e lembrando o genial desempenho de Jack Nicholson, eu diria que os escrevi enquanto "voando sobre um ninho de cucos"...

1. Não sendo a última morada dos monarcas ingleses, nem o panteão nacional britânico, o Poets' Corner, na Abadia de Westminster, consagra a imortalidade de alguns, raros, artistas. Lá está sepultado, por exemplo, Geoffrey Chaucer. O protocolo inglês de decisão, para a jazida eterna, é lento e muito rigoroso. Demora alguns anos, pelo menos, de forma a que o facto não seja afectado pelo calor da emoção após a morte, ou pelos interesses (muitas vezes, familiares, como em Portugal já tem acontecido...) corporativos. O poeta Ted Hughes, que faleceu em 1998, só foi trasladado em 2011 para o Poets' Corner.  Os ingleses estudam agora a hipótese de, também, levar para a Abadia de Westminster o poeta Philip Larkin que morreu em 1985. Como se vê, os britânicos têm o seu timing próprio e a sua avaliação metódica. E um de cada vez...
Ao contrário dos católicos, que são mais voluntaristas, pressurosos, empreendedores... Veja-se, por exemplo, a rapidez com que foi canonizado o papa João Paulo II. Ou as 3 mais recentes aquisições do nosso panteão nacional, sito na Basílica de Santa Engrácia.

2. Um dos blogues a que vou, embora irregularmente, é dirigido unipessoalmente por uma figura pública conhecida, de origens transmontanas, que já teve funções diplomáticas. Muito interessante, o blogue aborda assuntos muito diversos, com preponderância de temas políticos. Os textos são bem escritos, sugestivos no estilo, bem humorados e, quase sempre, muito actuais. O blogue tem imensos comentadores e visitas, justificadamente, porque também se destaca, na sua qualidade, do cinzentismo ligeiro ou infantilismo militante da grande maioria dos blogues portugueses.
Um senão, porém. O comentariado, tirando poucas e honrosas excepções, é do estilo de "abaixo de cão", roçando por vezes o insulto soez, entre os comentadores de que, também, uma boa parte escreve desleixadamente, parecendo usar os pés, em vez das mãos... E, o que foi assunto sério tratado, no poste, transforma-se, muitas vezes, numa posterior arena sangrenta de vaidades. Porque me parece, na verdade, que não se comenta o essencial, mas se pretende ganhar protagonismo perante o pagode que vem ler. O comentariado acaba por ser um vomitório desgostante, frequentemente, e enjoativo.

3. A previsibilidade banal, a corrente dominante de celebrar determinadas datas, como se de uma obrigação religiosa se tratasse, torna grande parte dos blogues numa vulgar exibição de rodriguinhos estereotipados, na linha de uma uniformização insípida que, mais do que irritar, me perturba. Alguns dirão que é o fruto da globalização, esta clonagem massificada. Talvez, mas não só. Demonstram também o medo de fazer e pensar de forma diferente e autónoma. Que é uma coisa que faz sempre falta...

4. O tédio é uma varanda nenhuma, que dá para um deserto sem dunas, nem areia.


domingo, 31 de agosto de 2014

Remate


Nunca gostei de falar de matadouros, muito embora tenha, como observador desinteressado e alheio, assistido a algumas desmanchas de carnes, sobretudo de bovinos, que é uma forma de ver o vermelho na sua expressão mais simples. Crua e real.
Agosto acaba-se por entre uma aragem fresca, vinda de Norte, e os gritos ululantes das hordas futeboleiras, vindas de um café chunga, aqui, à beira Sul. Mas que se integram bem na silly season, que termina hoje.
Entre a sra. Merkel que, na sua curteza de vistas e roupas foleiras, conseguiu secar tudo à sua volta, e os morticínios de África, do califado medieval e da Ucrânia, que sobra? Talvez o angelical sr. Holanda, o sorriso figé do sr. Valls, que reproduz, serôdio, o esgar católico do sr. Blair - seu antepassado - que, por sua vez, imitava (mal) o joker-Jack Nicholson da irrealidade cinematográfica.
Não me peçam para ser feliz, em Setembro, s. f. f. !

domingo, 4 de novembro de 2012

A força e o jeito


Vi ontem, creio que pela terceira vez, o filme "Shining" (1980), de Stanley Kubrick (1928-1999).  O facto de conhecer o enredo e grande parte das situações permitiu-me escapar à força da teia emotiva subjugante, à atmosfera obsessiva dos vermelhos rútilos, ao peso cúmplice e massacrante da música que atacava o mínimo silêncio de uma reflexão, às imagens excessivas, muitas vezes, desnecessárias. Mas esse distanciamente a que me pude permitir, deu-me também a oportunidade e a hipótese de apreciar, com alguma frieza, a grande qualidade dos cenários, a riqueza profissional da fotografia, a música (Bartok, entre outros) e a notável interpretação de Jack Nicholson.
E ajudou-me a perceber a diferença abissal que separa o melhor cinema americano do grande cinema europeu. A filmografia americana é, sobretudo feita de acção e ritmo acelerado, de ruído e violência, de efeitos especiais e técnica, de emoções provocadas, sobretudo. Enquanto o melhor cinema europeu se alicerça na reflexão, no Tempo medido, nas ideias, palavras e enredos com substância humanistica, não excluindo, de todo, a acção - ética, sobretudo e sempre que se justifica (nunca gratuita). Não rejeitando, sempre que seja oportuno, a visão da violência. Em suma: a força e o jeito. O excesso e a essência.
Entre Kubrick e Bergman, não tenho a menor dúvida em preferir o último.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Favoritos LI : Jack Nicholson












Jack Nicholson completa hoje 74 anos. Tenho que concordar que, por vezes, é truculento e cabotino, mas é, também, muitas vezes, um excelente actor.

sábado, 29 de maio de 2010

Sobre o Bobo



"...Um bobo tem que estudar e ter qualidades muito ocultas. É o segredo da abelha. E bem se vê que muitos se querem meter a dizer chufas e não lhes sai nada que preste. Precisam-se maneiras que nem todos têm. Primeiramente, precisa-se ser muito velhaco; cumpre não ter, nem por isso, lá muita vergonha (assim em meia conta) porque, às vezes, levam a sua meia dúzia de sopapos e é preciso mamá-los com cara alegre, se não perde-se a chuchadeira..."

António Manuel Policarpo da Silva, in "O Piolho Viajante".