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segunda-feira, 27 de maio de 2019

Citações CDIII


Cada um (escritor) escreve apenas metade do livro; a outra metade é com o leitor.

Joseph Conrad (1857-1924), em carta a Cunnninghame Graham (1897).

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Escrita e oral


Dizia, quem o conheceu e com ele privou, que o polaco (nascido na, hoje, Ucrânia), naturalizado britânico na idade adulta, Joseph Conrad (1857-1924), nunca falou correctamente o inglês. No entanto, alguns dos seus romances são considerados como extraordinariamente bem escritos e pertencem ao melhor da literatura da Grã-Bretanha, a par da obra de Kipling ou Dickens.
Outro tanto se poderia dizer do romeno E. M. Cioran (1911-1995), que tinha um francês falado algo atabalhoado, mas cuja obra escrita está expressa num francês puríssimo e do melhor estilo.
Esclarecem-nos os especialistas da Fonética que o aparelho fonador, de qualquer ser humano, se forma e adapta nos primeiros anos de vida. E, uma criança, ou começa logo a ser bilingue, ou mesmo trilingue, ou nunca conseguirá falar devidamente outras línguas, na sua pronúncia correcta e pureza original.
Caberia aqui lembrar o velho provérbio: "De pequenino, é que se torce o pepino."

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Efemérides, bizarrias e géneros, em jeito de miscelânea (literária)


Passando, em Julho (18) próximo, o bicentenário da morte da morte de Jane Austen (1775-1817), os ingleses preparam-se para celebrar condignamente a romancista. O TLS já lhe vai dedicando algumas páginas, e lá colhi a indicação de que se, enquanto vivo, Walter Scott (1771-1832), seu contemporâneo, era o favorito dos leitores britânicos, a constância nas reedições das obras de Austen, ao longo dos anos, tem sido muito mais regular na venda das novelas da romancista inglesa, em comparação com os romances históricos do escritor escocês. Pelos vistos, a mulher ganhou ao homem, neste particular. Anunciam-se, entretanto, vários estudos e edições anotadas dos livros da novelista.
Mas não são só os meios literários que se agitam. Uma empresa de bebidas, sediada em Bath, pôs à venda, em tiragem de apenas 1.000 garrafas, um Gin, com rótulo alusivo a Jane Austen, em que a escritora pisca o olho ao comprador... Ao que parece, a Senhora não era abstémia.
Mas isto dos géneros tem que se lhe diga. Li, há dias, já não sei onde, um comentário que pode ser considerado algo machista, do romancista inglês George Orwell (1903-1950). Dizia ele sobre a obra de Joseph Conrad (1857-1924), polaco naturalizado britânico, que: "um dos mais seguros sinais do seu génio é que as mulheres não gostam dos seus livros." 
Será?


para MR, apreciadora da obra de Jane Austen.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Citações CCXCVII


A vaidade prega grandes partidas à nossa memória.

Joseph Conrad (1857-1924), in Lord Jim.