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domingo, 8 de dezembro de 2013

Apontamento 32: A Europa precisa de um Golpe de Estado !



Uma conversa entre Helmut Schmidt e Joschka Fischer, parcialmente publicada pelo DIE ZEIT na sua edição de hoje, representa uma "lufada de ar fresco" no cinzentismo dos actuais líderes europeus.
A exclamação é do próprio Helmut Schmidt que, com frases lapidares, traça um quadro negro do estado da UE, a começar pela evidência "eloquentíssima de que nem no topo da Comissão Europeia temos um homem de primeira ordem" (!). 
Quanto aos dois intervenientes, muito críticos quanto ao papel da Alemanha na Europa, H. Schmidt remata que "seria possível, se houvesse vontade" mudar o rumo presente, sublinhando que, de momento, apenas o BCE, sob a direcção de M Draghi, funciona bem.
J. Fischer, nascido em 1948 e sendo "filho da esperança", como ele diz, transmite a sua preocupação perante o paulatino esvaziamento da ideia da Europa, designadamente no que respeita à solidariedade e aos princípios que tornaram a Europa numa construção viva, alertando para o perigo de que o crescente vazio, assim gerado, se possa preencher de novos e velhos nacionalismos.
Aliás, a "prestação" paupérrima dos actuais comissários, nomeadamente do "trauliteiro" Olli Rehn, negociado, segundo parece, como sucessor do "Zé Manel", confirma, tão só, a deriva e a opinião dos dois antigos estadista da Alemanha.
A versão completa das conversas entre Helmut Schmidt e Joschka Fischer sairá, brevemente, sob o título "Mein Europa" [= A minha Europa].

Post de HMJ

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Frase do dia


"Devemos desejar à Europa um ano de sucessos, mas seria tolice apostarmos nisso."

Joschka Fischer (1948), in jornal Público de hoje.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Europa em chamas



Joschka Fischer publicou, ontem no "Süddeutsche Zeitung", um artigo sobre a actual situação na Europa, considerando que "a Alemanha está só e isolada". Não obstante, A. Merkel, dogmática, persiste na sua política que tem conduzido a Europa para o abismo.
J.F. sublinha, ainda, que o bombeiro - a Alemanha - tem um desempenho catastrófico, porque o comandante dos bombeiros, i.e. A. Merkel, deita mais "achas na fogueira" em vez de apagar os fogos.
O final do texto é elucidativo:
1 - no século XX, a Alemanha teve responsabilidade, com duas guerras, na destruição da ordem na Europa;
2 - seria uma tragédia se a Alemanha, no início do séc. XXI, conduzisse, pela terceira vez, a ordem da Europa para a catástrofe.

Post de HMJ