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sábado, 18 de setembro de 2021

José-Augusto França (1922-2021)



Nascido em Tomar, José-Augusto França morreu hoje, em Jarzé (França). Era um dos já poucos portugueses sobrevivente e representante singular de multifacetada cultura e artífice de múltiplos saberes.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A última vez que falaram de nós...


Se, nos anos 50/60, em Guimarães, se falasse de pintores, dois nomes ocorreriam: Xico Maia e Mestre Caçoila. O primeiro vivia de pintar, sobretudo, paisagens bucólicas que tinham procura e se podiam encontrar em muitas casas da pequena burguesia vimaranense. Mestre Caçoila (18/10/1900-1977)), de seu nome Manuel Mendes Pereira, pintava por gosto e "aos Domingos" - como dizia -, porque, nos dias úteis, vivia do seu mester de alfaiate, com loja aberta, próximo da Colegiada.
Xico Maia, nome artístico de Francisco Maia Oliveira, tinha figura imponente e cuidada, assemelhando ao rei D. Carlos, mas mais elegante de corpo. Era afável, convivial e sedutor, embora com família estável, mulher bonita e duas filhas. Mestre Caçoila era discreto e parecia tímido. Modesto, mas digno no trajar, usava boina e quase passava despercebido, para quem não conhecesse as suas pretensões artísticas. A José de Guimarães (1939) não passou ele despercebido, e fizeram-se amigos.
Não creio que Xico Maia alguma vez tivesse exposto em mostra individual. Mestre Caçoila, pelo contrário, teve o seu momento de glória ao integrar, no Palácio Foz (SNI), uma exposição colectiva de pintura naïf portuguesa, nos anos 60, suponho.
Muito procurei eu, por todo o lado, antes de fazer este poste, dados e elementos biográficos destes dois pintores vimaranenses, sem qualquer resultado. Encontrei só algumas obras. Valha-nos, ao menos, isso!...
A imortalidade é um mito.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Lembrete 60


Nem sempre as decisões são fáceis. Mas esta, de José de Guimarães (1939), parece-me, pragmaticamente, corajosa e feliz. Hoje, institucionalmente concretizada, pelas 18h00, na BNP.


terça-feira, 28 de julho de 2015

De José de Guimarães (1939), para a Vista Alegre


Sempre que passo na loja da Vista Alegre, ao Chiado, não resisto a colher um ou outro encarte das novas colecções, que a prestigiada marca vai produzindo.
Hoje, calhou a vez de uma peça de porcelana de José de Guimarães (1939), intitulada Oceanos, sugerindo uma onda dos mares descobertos e atravessados pelos portugueses.

domingo, 21 de julho de 2013

Ver melhor, ou pior


O facto de conhecermos, pessoalmente, um artista não nos habilita, à partida, à possibilidade de melhor avaliarmos, criticamente, a qualidade da sua obra, seja ela poética, pictural ou romanesca. A benevolência e o peso da amizade podem até prejudicar seriamente a isenção. Muito embora a convivência humana ajude a perceber melhor as motivações dessa obra, e o seu método. Tão só.
O trabalho de Valéry (Degas / Danse / Dessin), sobre a obra de Edgar Degas é, pelos aspectos referidos acima, um exercício frio de inteligência que tenta, paciente e continuamente, apagar as atenuantes da simpatia e amizade, em função do primado da visão estética pura e do espírito crítico. Colocando, no primeiro patamar, a importância ou valor da Arte.
Convenhamos que não é tarefa simples.

sábado, 22 de junho de 2013

Retratos 10 : o Ben


Eugénio de Andrade escreveu um dia: "Não se escolhe, é-se escolhido". Mas há também encontros que nos orientam caminhos, bem como opções que não permitem senão uma escolha, em nome da solidariedade humana. Ou do dever, seja ele familiar, ou não. Que nos fazem inflectir, ou voltar atrás.
Provavelmente, eu nunca teria feito o trabalho de Seminário para a tese, na Faculdade, sobre John Updike (1932-2009), se não tivesse conhecido o Ben. Não me lembro como é que ele chegou àquela improvável República lisboeta, ou Lar, onde os saberes se misturavam numa Babel única e cristã: futuros engenheiros, historiadores, médicos, professores, advogados... E onde as paredes se juncavam de gravuras escuras de José de Guimarães, ainda com traços muito visíveis e influenciados por Rouault. Mas nesses anos 60, havia, apesar do dinheiro não ser muito, imensa alegria juvenil.
O Ben vinha de uma longa, em tempo, e extensa em geografia, viagem europeia, à boleia. Com pertences sucintos que se acomodavam numa mochila de campismo: livros, umas sandálias ortopédicas, de madeira, 2 ou 3 mudas de roupa, e pouco mais. Vinha cansado e ficou aboletado no Lar por quase um ano. Entretanto, aprendeu a falar português. Aquário e alto, escocês, com cerca de 25 anos, era filho segundo de uma família de agricultores, gostava do ar livre e do sol, de música, e parava muito pouco em casa. Era frugal no comer. Pagava a mensalidade da mesada que o pai e o irmão mais velho lhe destinavam da exploração da Quinta que trabalhavam, na Escócia.
Além disso, o Ben conseguiu criar uma banda de rock, com o António M. e um terceiro elemento, que teve algum sucesso efémero, chegando a ganhar um prémio num concurso do Parque Mayer. Depois, ia tocar a pequenas festas, ou discotecas, e assim arredondava o seu orçamento mensal. Foi-se criando uma boa amizade entre nós. Em Fevereiro de 1967, o Ben recebeu um telegrama da Escócia, em que o velho pai lhe comunicava que o irmão mais velho se tinha suicidado. E que precisava dele, para o amanho da Quinta. Respondeu prontamente à chamada.
À despedida, deixou-me dois livros de Henry Miller e umas sandálias de madeira, ortopédicas, que ainda usei uns bons dez anos. E também herdei "The Same Door", de John Updike, que li sofregamente. O Ben nunca mais deu notícias, embora tivesse prometido escrever...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Pinacoteca Pessoal 22 : Botero


Menos que uma opção incondicional pela obra - que me deixa normalmente dividido - de Fernando Botero (1932), nascido em Medellín, a escolha de hoje aplica-se, sobretudo, à época natalícia que atravessamos. A marca do pintor colombiano, quer na pintura, quer na escultura, é o excesso. Não o excesso na desconstrução como se observa em Francis Bacon ou, até, em José de Guimarães, mas uma reconstrução no abuso dos corpos e na sua exuberância carnal. O feio em Bacon é o horror, o feio de Botero é, habitualmente, obesidade, como se uma raíz cristã o impedisse de ir mais longe.
A obra "Nossa Senhora de Cajica", de 1972, pertence a uma colecção particular. Nada mais contrastante que a boçalidade facial e corporal da Madona, com o tratamento miniatural, fino, da hagiografia circundante na ramagem ou nas nuvens, e as pequenas frutas delicadas. Singular é, também, a longa e sinuosa serpente, parcialmente visível, aos pés da Virgem.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sequência genética (quase sem palavras)








Fernand Léger nasceu em 4 de Fevereiro de 1881.
Dos 4 pintores representados, há 2 de signos do Fogo ( Botero e José de Guimarães), um da Água (Rubens) e Léger, do Ar (Aquário): por aqui, também, não chegamos lá. Há que ver os ADN´s...