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domingo, 13 de junho de 2021

Uma louvável iniciativa 60

 


São inúmeras, até hoje, as edições do , de António Nobre (1867-1900), desde que o poeta, em Paris, resolveu entregar os cuidados da edição original ao editor León Vanier (1847-1896), em Março de 1892. Nobre fê-lo porventura porque o conceituado impressor parisiense era o preferido de Verlaine, bem como de uma boa parte dos simbolistas, decadentistas e modernos: Rimbaud, Laforgue, Mallarmé...
A tiragem do livro foi de 230 exemplares, muitos dos quais oferecidos, mas é hoje caro e raro, quando  aparece à venda em leilões e alfarrabistas.



Não tendo a impressão primeira, à minha conta possuo as seguintes edições: 3ª (1913), muito bonita e ilustrada, a 7ª de 1944, e 11ª (1959). Mas não só. Em 1992, por feliz iniciativa do poeta e diplomata (Unesco) José Augusto Seabra (1937-2004), e com alguns patrocínios, convergindo com o século da publicação da obra-prima de António Nobre, foi editada uma edição fac-similada feita com base no exemplar que fora do autor, pertença do acervo da BPMP. E com as correcções manuscritas de António Nobre. Importante, por isso. Aqui deixo, do meu exemplar, algumas  imagens, para o efeito.


domingo, 11 de novembro de 2012

Eugénio, sobre os desenhos de Rodrigues




Nos tempos que correm e em que se escreve tão mal o português, sabe bem ler um texto assim. Também já o disse aqui: além de magnífico poeta, Eugénio de Andrade era, também, um excelente prosador. 
As palavras de Eugénio, sobre a obra de José Rodrigues, vem  numa pequena brochura feita para a exposição do Artista portuense, na Cooperativa Árvore (Porto), em 1967.
Julgo que este belo texto não se encontra acessível na obra do Poeta. Por isso, aqui fica em partilha, neste dia de júbilo, pelos 3 anos do Arpose. Para os meus Amigos. Para os estimados Seguidores. Cordialmente.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Bibliofilia 45 : o "Só" de António Nobre




As inúmeras edições de "Só", de António Nobre, que possuo, apenas encontrarão paralelo (na quantidade) com as do "Hissope", de António Diniz da Cruz e Silva, e nas impressões da obra de Sá de Miranda. Esta 3ª edição do "Só", impressa em 1913, para Portugal e para o Brasil, na imagem, comprei-a muito barata, nos anos 80, porque estava em muito mau estado de conservação, maltratada pelo(s) antigo(s) possuidor(es), e pelo tempo. Havia até uma folha (pgs. 169/170) dobrada a meio e rasgada. O que, tratando-se de um livro em papel couché, pode dar uma ideia das malfeitorias a que foi sujeito. Não fora o extremoso cuidado com que HMJ a restaurou e encadernou, a obra não estaria tão apresentável e em lugar de destaque na minha biblioteca. É uma edição muito bonita, com belos desenhos de Eduardo Moura, de grande elegância no formato e impressão, com uma tiragem de 3.000 exemplares. E, em leilões, é sempre muito disputada. Anotem-se alguns valores de venda no passado, e ainda em escudos: 1987 (10.000$00 - Livraria Académica, do Porto), Maio de 1990 (22.000$00, num leilão Silva's), Maio de 1991 (46.000$00 - Livraria D. Pedro V, de Lisboa).

segunda-feira, 21 de março de 2011

Os critérios da Bolsa de Arte, em Portugal


Por razões muito particulares procurei, hoje, no Google, imagens da obra escultórica de José Rodrigues. Boçalmente, por cada 1 dessas imagens, que eu procurava, apareciam-me 9 com o rosto e nariz atrevido do pivot José Rodrigues dos Santos. Em vez da face barbuda e circunspecta do escultor José Rodrigues (1936) que, nascido em África, vive no Porto, discretamente, e não aparece, felizmente, nesta TV bacoca lusitana. Nem escreve best-sellers deprimentes.