domingo, 4 de fevereiro de 2024
Patrocínios e homenagens de mesa
domingo, 10 de janeiro de 2021
Mercearias Finas 165
Dizia José Quitério (1942), na sua ampla sabedoria e competência culinária, que o único prato de alta gastronomia portuguesa era a Perdiz à Convento de Alcântara. Mas, neste décimo dia do novo ano de 2021, confinado parcialmente, HMJ resolveu-se a confeccionar um Cozido à Portuguesa, com todos os matadores, e eu a abrir, cerca de 2 horas antes, uma magnum alentejana de 2010. Que, como diria José Régio (1901-1969) poeta (ao contrário, e com o portalegrense Suão...), este frio esfarela os ossos,/ dói nos peitos sufocados, pelo seu severo rigor penetrante, convidando assim a vitualhas robustas e aconchegantes.
Do Pêra Doce (Trincadeira, Aragonez e Syrah), alentejano e com 13,5 º, com os seus 10 anos completos, estava eu com receio, porque os desta região demarcada querem-se jovens, normalmente, ao beber, embora alguns raros, clássicos, se aguentem muito bem na velhice, e com nobreza. Este portou-se lindamente à altura das expectativas. E, do Cozido, nem se fala, que o silêncio é de ouro e recomenda-se!...
domingo, 24 de setembro de 2017
Bibliofilia 157
Pois saíu barata a feira, afortunadamente. Que o livro, tirante a encadernação desgastada, que HMJ prontamente restaurou, é de papel encorpado e tem o miolo impecável. Dei por ele 18 euros, que foram muito bem empregues. E não sendo da primeira edição, permite-me consultar o RDM, na perfeição, cá por casa. Agora, desportivamente, e que já não estou sujeito, há muito, à servidão militar...
sexta-feira, 31 de março de 2017
Curiosidades 63
segunda-feira, 27 de março de 2017
Memórias de comer fora ou as novas refeições
Ganapo era, mal me fora, habituado a comer bem em casa, esportular mal uns tostões em "nova cozinha", que em Portugal não havia, salutarmente, nessa altura. Havia, sim, uns churrascos, fora de portas vimaranenses, já de frangos de aviário, mas bem braseados e acompanhados, que, depois de uns "kings" ou "pokers", jogados, nas férias grandes, pela noite dentro, deixavam os estômagos adolescentes um pouco desacompanhados e infelizes. Iamos então a Covas, a um restaurante modesto que fechava tarde, para petiscar uma ceia condigna e minhota... Mas não era, seguramente, essa fome de séculos lusitana que assegura por compensação deslocada, hoje, no seu esnobismo parolo descendente, as casas cheias dos avillezes lisboetas, que vão grassando como cogumelos, ou tortulhos - para usar a língua charra portuguesa. Deus lhes perdoe e os faça esquecer os famélicos avoengos que se bastavam com um caldo gorduroso mais uma magra sardinha, quando havia, e um naco de broa de milho. Se tanto tivessem à frente, nas pobres mesas de pinho de casas enfumaradas, pelas aldeias e pequenas cidades portuguesas de antanho. E, de manhã, antes da infrene labuta diária, à falta do cafèzinho com leite, mai-lo fresco pão com manteiga, o mata-bicho alcoólico desencadeava forças, paraísos artificiais e alegria. Hoje, felizmente, há o brunch, para esquecermos ou renegarmos os antepassados. Barata é a feira, global...
P. S.: à guisa de explicação, esta diatribe em prol da cozinha tradicional portuguesa explica-se melhor se eu disser que, ontem e em casa Amiga, por convite fraterno, comemos umas deliciosas "Tripas à moda do Porto", acompanhadas por um néctar excepcional do Dão, de que falarei mais tarde, e como bem merece.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Mercearias Finas 96
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Mercearias Finas 35 : livros antigos de cozinha portugueses
Nota (de culpa): Reparação em tempo útil (amável lembrete de HMJ), mas indesculpável não ter referido, sobretudo para quem se interessa pelo assunto, o magnífico catálogo "Livros Portugueses de Cozinha", da BNP (2ª ed., 1998), trabalhado com rigor por Manuela Rêgo e José Quitério. Hoje (29/7/11, 14,27 hrs.), em tempo.