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sábado, 27 de dezembro de 2025

As palavras do dia (63)

 


Depois do Carreira, a escolha é, realmente, uma subida na fasquia da qualidade...

sábado, 9 de novembro de 2024

As palavras do dia (57)



"... A esquerda que anda há mais de uma década convencida das suas causas fracturantes, que nos EUA tem consequências práticas, muito mais absurdas do que na Europa, acantonou-se nas elites e perdeu as suas bases sociais, a começar pelos sindicatos. Se lessem Marx, perceberiam que trocar bases sociais por bases intelectuais é derrota certa. ..."

sábado, 9 de março de 2024

As palavras do dia (54)

 
"Na verdade, quem defende esta nova forma de ignorância agressiva e de deslumbramento tecnológico não são os novos ignorantes, mas os antigos ignorantes, a quem as redes sociais dão uma ilusão de igualdade e uma presunção de saber que transporta todos os preconceitos da ignorância com o ressentimento em relação ao saber e ao esforço do saber. São a forma actual do anti-intelectualismo travestido de modernidade, cujos estragos na educação, no jornalismo, na sociedade, na cultura e na política são desvastadores."

J. Pacheco Pereira, in jornal Público de 9/3/2024.

domingo, 20 de novembro de 2022

As palavras de ontem


"A realização do campeonato no Qatar é mais uma das histórias de corrupção em que o futebol abunda, com votos comprados para garantir uma escolha que nunca devia ter sido feita."
(...)
"A corrida para ir ao Qatar de toda a hierarquia do Estado, em nome de «Portugal» por causa da selecção, é mais um sinal de como o futebol tem um estatuto de impunidade cívica."


José Pacheco Pereira (1949), in O veneno cívico do futebol,  jornal Público (19/11/2022).

sábado, 1 de outubro de 2022

As palavras do dia (48)

 
Uma síntese feliz de J. Pacheco Pereira, no jornal Público de hoje, sobre alguns partidos:

"No PS, existe uma herança da direita da troika, na ideologia das "contas certas", o que torna o clamor contra um "PS de extrema-esquerda" um absurdo. Nem sequer o PS é muito socialista, com uma ala esquerda muito próxima do Bloco e uma ala direita que tem colabordo conscientemente com a direita radical.
(...)
O PCP perdeu toda a influência intelectual e o Bloco de Esquerda entretém-se com causas de gueto e vivia da moda mediática, que perdeu para a IL."

terça-feira, 10 de maio de 2022

Memória 142



Por várias razões se justifica que demos destaque a este livro saído recentemente (Maio 2022). (E que, gentilmente, nos foi oferecido.) Até para que a memória não se perca, dos tempos enclausurados.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Citações CDXXXI



O policiamento da linguagem é uma diminuição da nossa liberdade.

J. Pacheco Pereira (1949), in Grande Entrevista (RTP, 13/4/22).


Nota pessoal: aconselho a audição integral (na RTP) desta entrevista que tem, como pano de fundo, a censura em Portugal, feita a propósito da exposição temática actualmente na ex-sede do DN.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Antologia 6



O Eça tem a vantagem de ser dado no ensino secundário, embora eu tenha dúvidas quanto à capacidade de gerações que escrevem e falam de forma gutural e com um vocabulário mínimo entenderem metade das palavras, e que percebam todas as referências a personagens históricas, da mitologia ou da Bíblia, incluindo alunos e professores, pelo menos os da idade do Facebook e do telemóvel "inteligente".

José Pacheco Pereira (1949), in Personalia (pg. 134).

sábado, 21 de agosto de 2021

Últimas aquisições (32)


A ficção não anda com muita sorte, pelas nossas paragens. Embora revisitemos, por vezes, algum romance das estantes, como foi o caso, para nós ambos, de reler passagens de Os Telles de Albergaria (1901), de Carlos Malheiro Dias (1875-1941), prosador português estimável mas, infelizmente, esquecido. Ora, hoje, lá voltamos à nossa livraria predilecta e de lá trouxemos dois livros, de conhecidos historiadores nacionais.



Eu, uma obra de Pacheco Pereira, saída ainda este mês, de que reproduzo a contracapa, e cujo texto dá uma ideia do teor do conteúdo. HMJ optou por um livro de Reis Torgal sobre o século XIX, centrado nas lutas liberais e viradeira posterior. Creio, ou pelo menos espero, que as leituras nos vão agradar.



sábado, 17 de outubro de 2020

As palavras do dia (41)



Não é o cerne da crónica de José Pacheco Pereira (1948), no jornal Público de hoje, que me importa destacar, mas uma sua breve apreciação sobre a vida literária portuguesa actual que me pareceu pertinente e que transcrevo, para uma mais cómoda leitura a quem aprouver. Aqui vai:

Como hoje não há livros maus, porque ninguém diz que eles são maus para não irritar as múltiplas pequenas cortes culturais que dominam o que sobra dos suplementos "culturais" e os vários grupos de pressão associados, fico-me pela sombra do pássaro sobre a pássara.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Caracterizações


Sempre apreciei retratos sucintos, afinados, precisos. Que reproduzissem o modelo com fidelidade. Caracterizações seguras, sugestivas e que, se fossem em palavras, até poderiam ter o seu toque surrealizante ou poético, desde que retocassem melhor a figura ou ajudassem à caricatura real.
Amigo meu, já falecido, era um retratista notável e feroz. Perguntando-lhe eu o que pensava de uma dama que, por sinal, era bem pequena, mas aparentemente muito assertiva, respondeu-me sorridente, de imediato: "É um cavaleiro!"
Há dias, no jornal Público, J. Pacheco Pereira é cirúrgico a caracterizar a índole mais íntima do nosso presente PR (a propósito do segundo mandato presidencial...). Refere ele que Marcelo é um "cínico lúdico." Quem sabe, deve saber.

sábado, 18 de abril de 2020

Recomendado : oitenta e quatro - Eugénio e JPP


Haverá poucas pessoas vivas, hoje em dia, tão habilitadas como José Pacheco Pereira (1949) para falar de Eugénio de Andrade (1923-2005). Pelo menos nos anos 60/70 do século passado, o seu convívio foi frequente e frutuoso. Por isso, tem duplo motivo a minha recomendação: a leitura da crónica do historiador, hoje, no jornal Público; a revisitação da poesia do Poeta, nestes tempos de provação e cuidado.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Conselho amigo


Raramente sou de muitas palavras, até porque acho que todos podemos ser sucintos e essenciais naquilo que queremos dizer... De gorduras, bastam as que vamos adquirindo, inúteis, com a idade. E, depois, alguns raros comentários palavrosos que me chegam ao Arpose, deixam-me, muitas vezes, quase sem resposta.
Mas gostaria de recomendar, vivamente, os 9 minutos iniciais da Circulatura do Quadrado, de ontem (7/11/2019), por toda uma questão de sanidade mental. E pela forma simples e exemplar de expor as questões e de saber pensar - o que, em Portugal, vai sendo cada vez mais raro. Sobretudo, politicamente.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

A grelha


A partir da chegada da televisão a Portugal, a palavra grelha passou a ter um significado mais amplo. Inicialmente ligada à alimentação, começou também a cozinhar programas televisivos. Mas também a servir, nos tempos recentes, para estorricar ou seleccionar aquilo que as direcções querem dar a ver. Ao povo.
Raramente vejo Os Prós e Contras, da RTP. Espreito os participantes e se me agradam assisto ao início, apenas, mas cada vez mais me confrange ouvir a voz empolada e grandiloquente da moderadora. Deste programa, em Outubro (creio), assinalaram-lhe o fim próximo, mas ele lá vai continuando, apesar da pobreza dos temas, que vão escasseando como motivo e razão...
À Quadratura do Círculo, na SIC, sou um pouco mais fiel. Sobretudo porque me agrada ouvir alguns raciocínios inteligentes de Pacheco Pereira sobre a actualidade política. Dispensava, inteiramente, as banalidades sempre previsíveis de Jorge Coelho e os circunlóquios e malabarismos barrocos de Lobo Xavier. O moderador, às vezes, também é inoportuno e demasiado interruptor...
Mas a Quadratura vai acabar a 24/1/19. Por razões da nova grelha - disse a direcção. Em plena floração e juventude dos seus 14 anos - isto faz-se?!..
É a grelha, que se há-de fazer? Mas a TVI prontificou-se a adoptar, pelo menos, Pacheco Pereira. Já só falta um telefonema do PR, a confortar os restantes 3 desempregados da grelha...

domingo, 8 de julho de 2018

Morte assistida


Nunca morri de amores pelo DN. Acomodatício aos regimes e conservador com o poder, teve, no entanto, alguns bons jornalistas. E, nos anos 60, a sua página literária semanal dirigida por Natércia Freire, revelava alguma qualidade, apesar de muito encostada à Direita e às academias dominantes...
Mas não foi sem alguma melancolia que tive notícia da sua desaparição como diário, para surgir apenas semanalmente, ao Domingo. Pacheco Pereira prognosticou-lhe a morte anunciada, com uma prévia e prolongada agonia - previsão que subscrevo também, pelos indícios.
Resolvi, no entanto, dar uma última oportunidade ao velho(-novo) DN, e hoje comprei-o na banca. O jornal é enorme e incómodo de ler, pelo tamanho. Custa 3 euros e traz uma revista (Evasões), mas muito fracotinha. Vários colaboradores e cronistas, de que se aproveitam, na minha modesta opinião, apenas os artigos de Ferreira Fernandes, Soromenho Marques e Fernanda Câncio. E uma entrevista a José Gil, interessante. O resto, é banalérrimo.
De surpresa, apenas a reprodução, em separado, de um cartoon de Stuart Carvalhais, que aproveitei para imagem deste poste. Mas, como era também gigantesco, usei apenas cerca de 1/3 dele...

segunda-feira, 3 de julho de 2017

As palavras do dia (28)


"... E tem razão, Trump é muito mais «moderno» que os seus adversários, característica sobre a qual já escrevi várias vezes e repito. Ele percebeu como ninguém, no exercício do poder político, a enorme ligação entre o populismo e as redes sociais, e como estas podem ser usadas para criar um ecossistema político e social fechado, agressivo, militante, excitado, identitário, que não comunica com o exterior de forma racional, pelo que se torna imune ao saber (a «nova ignorância»), à verdade (daí as fake news, que Trump tenta todos os dias inflectir para os "outros") e à mentira, que ele usa sem qualquer hesitação. ..." 

J. Pacheco Pereira, in jornal Público (3/7/2017).

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A solidária culpa


É normal, expectável, pavloviano, demasiado previsível  e humano que, perante uma tragédia, usemos as duas mãos em sentidos bem distintos. Uma, em sinal inequívoco e consternado de solidariedade humana; da outra mão, usamos apenas o dedo indicador, para  acusar com ira.
Numa configuração que parece derivar, em última instância, do pecado original da culpa, e numa tentativa primitiva de a branquear, através da denúncia do Outro, tentando colocar-nos do lado dos inocentes.
Sem tentar criar uma imaginária terceira via, ou absolver-me, eu creio que vale a pena reflectirmos sobre umas palavras singelas, mas certeiras, que J. P. P.  intercalou, hoje, na sua crónica do jornal Público. Assim:
"... A primeira coisa a dizer é que há certas calamidades naturais que não têm controlo. De todo. Não gostamos de admitir isso, porque afecta a nossa noção de superioridade humana sobre a natureza, mas não é assim. De todo. ..." 

( E se tiverem paciência de ler toda esta crónica, Natureza, homem, obra, vida ou morte, repito, paciência, e oportunidade, talvez possam avaliar melhor a tragédia. Com menos emotividade e imediatismo primitivo. Ainda que isso pouco possa adiantar, pela quantidade de vidas ceifadas, em Pedrógão Grande.)

domingo, 14 de maio de 2017

As palavras do dia (27)


"... A ironia da história faz com que o Papa Francisco tenha sido recebido pela multidão com uma palavra de ordem simbólica do 25 de Abril, Francisco, amigo, o povo está contigo."

José Pacheco Pereira, in Fátima de manhã, futebol à tarde e à noite (jornal Público, 14/5/2017).

P.S.: quando J. P. P. escreveu esta crónica, ainda não se sabia quem era o vencedor do Festival da Eurovisão... Pese embora que uma balada não seja Fado, castiça e necessariamente.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Desabafo (20)


Quando, às vezes, vejo alguma "Quadratura do Círculo", na televisão, tal como ontem, vêm-me à lembrança, embora noutro registo, mais ligeiro, os "Gato Fedorento". Porque, para lá de Pacheco Pereira, no primeiro, e de Ricardo Araújo Pereira no outro programa televisivo, os restantes intervenientes ou personagens figurantes estão por lá como mera paisagem, ou naturezas mortas. Quero eu dizer, ou em linguagem chula: são os chamados verbos de encher. Que dizem as mais banalérrimas coisas e não têm uma única ideia original. Nestes casos, mesmo cristianissimamente, falta-me, de todo, a pachorra para os ouvir, a debitar banalidades parvas...

sábado, 31 de dezembro de 2016

As palavras do dia (23)


Um dos maiores riscos para o mundo é ter um presidente dos EUA que governa pelo Twitter como um adolescente, com mensagens curtas, sem argumentação, que, para terem efeito, têm de ser excessivas e taxativas.

José Pacheco Pereira, em crónica "A ascensão da nova ignorância" (Público, de 31/12/16).


Nota pessoal: aconselha-se a leitura integral desta crónica exemplar.