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sábado, 10 de novembro de 2012

Um Senhor do Vinho


Estas coisas só se sabem nos nichos dos especialistas ou na região próxima, que neste caso era a Bairrada. O vulgo, como eu, só temos conhecimento tardiamente. Porque apenas hoje soube que Luís Costa (1928-2012) faleceu no passado dia 4 de Outubro. Era o rosto discreto, discretíssimo, melhor dizendo, das Caves S. João. Mas era, também, um grande Senhor do Vinho, em Portugal. Profundo conhecedor, com uma riquíssima e invejável biblioteca sobre Enologia, foi o criador do bairradino "Frei João" e do "Porta dos Cavaleiros", celebrado vinho da região do Dão, cujas Garrafeiras fazem a alegria de qualquer apreciador.
José Salvador chamou-lhe, com todo o direito e propriedade, o ideólogo da Confraria dos Enófilos da Bairrada. Eu limitar-me-ei, quando abrir alguma das garrafas, que ainda tenho, de vinho produzido por ele, em bebê-lo, com a sua memória presente. E grato.

sábado, 30 de abril de 2011

Em volta do Vinho, Gastronomia, falsários e convencidos



1. Os jornais noticiaram a morte, ontem (29/4), de David Lopes Ramos (1948-2011), conceituado gastrónomo e probo crítico de vinhos que, no suplemento "Fugas" do jornal "Público", durante anos, educou o nosso gosto e paladar para melhor apreciarmos o que de bom temos na nossa cozinha e enologia. Com José Quitério, João Paulo Martins, José Salvador e Luís Ramos Lopes, pertenceu a uma geração notável que nos chamou a atenção, de forma isenta e desinteressada, para a rica gastronomia e vinhos nacionais. E, assim, também para que os nossos produtos melhor se aperfeiçoassem.

2. No melhor pano cai a nódoa - diz o povo, e com razão. A conhecida Christie's parece que meteu o pé na poça... Em 5 de Dezembro de 1985, a casa leiloeira inglesa vendeu uma garrafa de Château Lafite 1787, gravada com as iniciais "Th. J.", pelo astronómico valor de 156 mil dólares, a Malcom Forbes, da revista "Forbes". Segundo indicações da casa leiloeira, o vinho teria pertencido a um lote adquirido pelo 3º presidente americano, Thomas Jefferson, grande apreciador de vinhos franceses. Ora, recentemente, veio a verificar-se ter sido uma fraude, falsificada por Hardy Rodenstock. E não é que os reputados críticos Robert Parker, americano, e a inglesa Jancis Robinson, naquela época (1985) também apoiaram, involuntariamente, o falsário?