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terça-feira, 25 de julho de 2023

Bibliofilia 206



É uma edição estimada, esta de 1780, das Cronicas... de Duarte Nunes de Leão (c. 1539-1608), uma vez que se trata da segunda impressão, sendo a original de 1600, e que também possuo (ver Bibliofilia 174, de 23/4/2019). Em dois volumes, bem encadernados em carneira não contemporânea, com alguns raros picos de traça, inicialmente a obra terá sido vendida por Sérgio Trémont, alfarrabista já falecido, que teve o seu estabelecimento na rua de Cedofeita, no Porto.
Posteriormente, estes agora meus exemplares foram adquiridos, pelo final do século passado (Junho de 1999), num leilão de José Manuel Rodrigues (Livraria Antiquária do Calhariz), por Esc. 23.000$00.

quinta-feira, 29 de junho de 2023

Ultimas aquisições (46)


Terei conhecido José Manuel Rodrigues em meados de 1976, ainda ele ajudava Arnaldo H. de Oliveira nos leilões do Príncipe Real, na Liga dos Amigos dos Hospitais, numa sala esconsa com uma mesa corrida onde se amesendavam os licitantes.  Reencontrei-o, anteontem, na sua loja ao Calhariz e soube que ia fazer 82 anos, nesta semana. Está bom e recomenda-se, felizmente.


Nos 20 minutos que faltavam, antes da Livraria Antiquária fechar, ainda escolhi dois livros que já estavam numerados para integrar o próximo boletim bibliográfico. O de Montalvão Machado estava marcado a lápis por 30 euros, o outro, por 12.
JMR fez-me um desconto substancial e paguei apenas 30 euros pelos duas obras bem volumosas. Uma atenção de amigo para um cliente antigo e estimado, por certo.

quarta-feira, 25 de maio de 2022

Ultimas aquisições (39)



Descendo quase em linha recta do recanto da Padaria das Mercês, no Bairro Alto, onde ainda se fabrica e vende o dito sério e "pão honesto" de Cesário, em direcção ao Calhariz, vamos entrar, ao lado do elevador da Bica, na minha velha e bem conhecida Livraria Antiquária de José Manuel Rodrigues. Que, ontem, não estava lá, representado e bem, no entanto, pela sua filha Catarina.
Das estantes e mesas, após cuidada visita, de lá vieram dois poetas estimáveis: Pascoaes, em estudo competente de Alfredo Margarido, e Agostinho da Cruz, arrábido quinhentista, com um pequeno cancioneiro semi-inédito. Custaram-me 10 euros e já comecei a folhear os livros, com agrado.



quinta-feira, 21 de março de 2019

Bibliofilia 172.


Foi aqui, há mais de 40 anos, que assisti ao primeiro leilão de livros, em Lisboa.
O local foi-se chamando, ao longo dos tempos, Alto da Cotovia (século XVII), Praça da Patriarcal da Queimada (século XVIII), depois de um incêndio provocado, em 1769, na então Sé Nova lisboeta; para finalmente se fixar naquilo que é hoje, apesar da República, a Praça e o Jardim do Príncipe Real, a partir de finais do século XIX, com o seu gigantesco cedro centenário.
Esse leilão de livros, de que falei acima, foi promovido por Arnaldo Henriques de Oliveira, livreiro alfarrabista bem conhecido, para vender a biblioteca do coronel António da Cunha Osório Pedroso, em Maio/Junho de 1976, em espaço alugado, para o efeito, à que era então a Liga dos Amigos dos Hospitais, situada na Praça do Príncipe Real, nº 3.


Apontamentos, tomados na altura, permitem-me identificar algumas das obras que arrematei e respectivos preços que dei por elas. Assim:

Lote 4533 - História da Poesia Portuguesa do Séc. XX, J. Gaspar Simões (ENP)... Esc. 460$00.
Lote 4724 - A Velhice do Padre Eterno (Porto, 1885 - 1ªed.), Guerra Junqueiro..... Esc. 126$50.
Lote 4937 - Maximes, de La Rochefoucauld (Paris) ............................................... Esc. 345$00.


Este leilão de livros integrava-se na actividade periódica da Livraria Antiquária do Calhariz, que é hoje dirigida por José Manuel Rodrigues e que também leva a efeito almoedas, mas que, normal e ultimamente,  se realizavam, pelo menos até há pouco, na Casa da Imprensa, na rua da Horta Seca, ao Chiado.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Bibliofilia 129


Há quem caracterize os seus versos como maviosos, mas também já o dão, na segunda metade do século XIX, como poeta esquecido. Inocêncio (Vol. III, pg. 25) refere: "Como poeta lyrico pertenceu á eschola francesa; os seus versos são em geral sonoros e bem fabricados, e de certo lhe não faltava naturalidade. ..."
Notícias mais actualizadas ( João Daun e Noronha, 1930) registam o nascimento de Francisco de Paula Medina e Vasconcellos, na Ilha da Madeira, a 21 de Novembro de 1768, e o seu óbito na Ilha de Santiago (Cabo Verde), para onde fora degredado, em 16 de Julho de 1824. Por duas vezes foi preso, mas não se sabem as razões. Frequentou a Universidade de Coimbra e exerceu a profissão de notário no Funchal. Aí foi preso, tendo mulher e filhos a seu sustento. Ao longo da sua vida publicou vários livros em verso, sendo Zargueida (1806), poema épico sobre o descobrimento da Ilha da Madeira, a sua obra mais conhecida.
O meu exemplar, encadernado em carneira e a precisar de restauro, encontra-se em estado razoável. Comprei-o a Tarcísio Trindade (1931-2011), na rua do Alecrim, por volta de 1995, por Esc. 8.500$00, porque é obra rara. Cinco anos antes, em Abril de 1990, a Livraria Artes e Letras tinha vendido um exemplar semelhante, mas em pior estado, por Esc. 4.000$00. José Manuel Rodrigues (Livraria Antiquária do Calhariz), no seu leilão nº 68 (lote 528), tinha outro exemplar que foi arrematado por 90,00 euros, em Outubro de 2006. Finalmente, o alfarrabista Luís Gomes, em leilão da Veritas, a realizar no próximo dia 16 de Dezembro de 2015, insere mais outro exemplar (lote 213), também da edição de 1806, com uma estimativa de venda entre 300,00 e 500,00 euros. Como se vê, pela evolução dos preços, a cotação de Zargueida, de Medina e Vasconcellos, mantém-se em preços altos...


Em tempo:
o catálogo da Livraria Castro e Silva tinha, em Setembro de 2021, um exemplar à venda por 900 euros.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Bibliofilia 75


Há dias, um estimado Amigo mostrou-me, com algum contentamento, um livro, de magnificente aspecto, que tinha pertencido à biblioteca do nosso breve rei D. Manuel II, e que ele adquirira, há pouco tempo, num alfarrabista nosso conhecido. O volume tinha o famoso ex-libris régio ("Depois de Vós, Nós") e duas curtas notas manuscritas, a lápis, feitas pelo nosso último monarca. A obra fora cara, porque incompleta (apenas um dos dois volumes), mas estava impecável de conservação e era muito bonita, recheada de ilustrações cuidadas, francesa e sobre arte europeia. Percebi, imediatamente, o impulso da compra, que também me pareceu acertada e oportuna. Porque, a mim, já me aconteceram situações idênticas. Passo a contar.
Em finais dos 70, anos 80, e durante os primeiros anos da década de 90 do século passado, havia uma figura singular assídua nos leilões de livros. Magro, alto, delicado, muito claro de pele, com uma expressão ascética no seu todo, mas que se emocionava, um pouco, sempre que licitava um lote. Era, em absoluto, uma pessoa com quem, desde logo, simpatizei, muito embora nunca tivesse falado com ele. Vi-o comprar, principalmente, obras relacionadas com a Religião. Vim a saber, muito mais tarde, que era o Padre (Cónego) Isaías da Rosa Pereira (1919-1998?). Tinha nascido nos Açores (Horta), pertencia ao Tribunal Patriarcal, era docente de História do Critianismo e especialista no tema da Inquisição.
Há cerca de um ano, encontrei no meu alfarrabista de referência um opúsculo que lhe tinha pertencido, e que vai na imagem. E, embora eu nada saiba de Direito, muito menos Eclesiástico, não resisti a comprá-lo porque tinha a marca de posse, manuscrita (como se pode ver) a lápis, de Isaías R. Pereira, com a data de aquisição: 7. 10. 1981. Tenho quase a certeza que ele terá comprado o folheto, desencadernado, num leilão do meu conhecido José Manuel Rodrigues, ali na Casa da Imprensa, à Rua da Horta Seca. Eu, decerto, dei por ele mais dinheiro (6,00 euros), passados estes anos, mas embora o assunto seja um pouco árido, para o meu gosto, já li a obrinha (28 páginas), de 1834, e dei por bem empregue a compra que fiz por simpatia...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Bibliofilia 72 : Aquiliniana


Quando comecei a frequentar leilões de livros, em meados dos anos 70, as primeiras edições de Aquilino Ribeiro (1885-1963), usadas, vendiam-se à roda de Esc. 400$00. Mas, rapidamente, com a inflação galopante, passaram para os 700$00. Deste valor se exceptuavam, por mais raras, "Oeiras: uma monografia" e "Leal da Camara: vida e obra". Com sorte, o livro póstumo "Um escritor confessa-se", com introdução de José Gomes Ferreira, saído em 1972, em algumas livrarias ronceiras, com velhos fundos, nos anos 80, ainda se podia adquirir, novo, por Esc. 180$00 - assim o fiz, em Loulé, em 1983.
Estes preços, evidentemente, não se aplicavam às tiragens especiais, em bom papel, com ilustrações muito bonitas de Pomar, Alice Jorge, Hogan, Dordio Gomes...que eram bastante mais caras. Por vezes, também as "Arca de Noé", o "Romance da Raposa" (ilustrado por Benjamin Rabier), "Príncipes de Portugal" e o "Livro do Menino-Deus", que tinham ilustrações, por despiques em leilões, iam a preços elevados. De qualquer modo e, até ao início do séc. XXI, os preços das primeiras edições de Aquilino foram, paulatinamente, subindo: Esc. 1.200$00, 1.400$00, 1.700$00, 2.400$00, 2.700$00... A procura foi, no entanto, diminuindo e, os preços, naturalmente, estabilizaram.
Recebi, há dias, o 17º Boletim Bibliográfico da Livraria Antiquária do Calhariz, do meu estimado José Manuel Rodrigues. Os lotes, de 544 a 569, são dedicados a Aquilino Ribeiro. O preço médio das obras (de edições diversas) é de 12,00 euros (ou seja, cerca de Esc. 2.400$00) - está conforme. Não são, pelo menos, preços à moda do Porto...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Leilão de Primavera


No próximo dia 18 de Abril, segunda-feira, José Manuel Rodrigues (Livraria Antiquária do Calhariz) levará a cabo, na Casa da Imprensa (R. da Horta Seca, 20, Lisboa), mais um leilão de livros que terá início, às 21 hrs.. Os 404 lotes são, maioritariamente, de edições do séc. XX. Um destaque para três lotes de livros infantis, da autoria de Ana de Castro Osório, que não é muito frequente aparecerem à venda. O primeiro (lote 259), "Contos, Fábulas, Facécias e Exemplos...", tem uma base de licitação de 40,00 euros. Boa sorte a quem lá for!