Mostrar mensagens com a etiqueta José Malhoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Malhoa. Mostrar todas as mensagens

sábado, 30 de maio de 2026

Pinacoteca Pessoal 222

 


A temática popular e/ou campestre é predominante na obra de José Malhoa (1855-1933), muito embora a pintura À Beira-Mar (ou: "A praia das Maçãs"), de 1918, priveligie um casal burguês e seja dos quadros de que eu mais gosto do pintor. Pertence ao acervo do Museu do Chiado, enquanto o auto-retrato de Malhoa, que encima o poste, integre o Museu Soares dos Reis, no Porto.



terça-feira, 31 de março de 2026

Do que fui lendo por aí... 75

 

Em 1885, dez pintores lisboetas abancaram em volta de uma mesa de cervejaria, enquadrados, já, para a posteridade. Eram jovens de menos ou pouco mais de trinta anos, em princípio de carreira, e em princípio de "escola" também, que começava a ser a naturalista, em descoberta pós-romântica do país - ou romântica ainda, necessária e fatalmente. O quadro destinava-se ao próprio sítio da reunião habitual. Abancados todos, menos um que, de pé, chapéu alto na cabeça e bengala sob o braço, como de propósito sai do quadro que ele próprio pintou, aliás - ou por isso mesmo.

José-Augusto França (1922-2021), in Malhoa & Columbano (pg. 21).

com agradecimentos a H. N.

domingo, 4 de setembro de 2022

De outiva



De duas cultas irmãs solteiras de meia idade, que moravam lá para as bandas de Alcântara, trouxe, um dia, oferecidas, as obras completas de Shakespeare em dois volumes, com páginas afectadas intensamente pelo fumo que, se se manuseassem sem precaução, corriam o sério risco de quebrarem ou se pulverizarem de todo, em direcção à eternidade. Uma das manas, a mais clássica no aspecto e no trajar, fora professora no Colégio do Ramalhão; a outra, ganhara a sua vida a legendar filmes estrangeiros, com competência e rigor. Embora de apelido Fialho, eram ainda primas de Malhoa, o pintor, e tinham boas recordações dele. Que contavam com pormenor e vivacidade.
Hoje, tenho pena de não ter reparado se, naquela casa datada mas decorada com gosto, não haveria nenhum quadro do pintor caldense. O passado tem, às vezes, ignorâncias indesculpáveis e sem remédio.

domingo, 4 de agosto de 2019

A casa que foi de Malhoa, a Picoas


Uma filigrana, quase perdida entre algumas torres feias de betão, a casa, hoje, cuja planta foi encomendada pelo pintor José Malhoa (1855-1933) ao arquitecto Norte Júnior (1878-1962), teve o prémio Valmor em 1905. Foi adquirida em 1932, pelo oftalmologista Anastácio Gonçalves (1855-1965) que haveria de ter como seus pacientes da vista Aquilino Ribeiro e Ferreira de Castro, bem como Calouste Gulbenkian que também gostava de ver as preciosidades que o médico tinha em casa. Como o quadrinho de Delacroix que Anastácio Gonçalves tinha pousado sobre a sua secretária, representando um cavalo.


Por testamento a casa, já na posse do Estado português, veio a abrir ao público em 1980. Em anos recentes, foi objecto de remodelação que finalizou este ano de 2019, pelo mês de Abril. E eu, que de há muito a queria ver, fui a meio da semana visitar a Casa-Museu Anastácio Gonçalves, finalmente. Interessava-me sobretudo ver pintura, que o pequeno museu possui ainda significativos acervos de porcelana chinesa, mobiliário e ourivesaria.
Como seria natural vi telas de Malhoa, mas a obra de Silva Porto pareceu-me mais representada. Lá está também o célebre "Convite à Valsa" de Columbano e uma delicada aguarela de D. Carlos,  "Praia de Cascais", que me deixou encantado.


Discreto e mal iluminado, no patamar intermédio das escadas que dão para o primeiro andar, há um grande quadro, "Narciso" que, atribuído timidamente a Courbet, não dão por garantido...
Nota dissonante e incompreensível, uma grande parte das telas, que talvez estejam um pouco mal arrumadas pelas paredes, não tinham qualquer identificação dos pintores, nem dos títulos.
Não sei como se terá havido um família chinesa que, paralelamente, me acompanhou na visita à Casa-Museu Anastácio Gonçalves. Nem se percebe que o IMC e o Ministério da Cultura não corrijam esta incongruência ou desleixo continuado.
Por isso, não lhe posso dar nota máxima...

terça-feira, 30 de julho de 2019

Desabafo (47)


Já sabemos como o Google é popularucho. Mas, ao menos, podia ter o sentido das proporções.
Por motivos futuros e objectivos, quis ter uma perspectiva visual da obra do pintor caldense José Malhoa (1855-1933). Usei, assim, o motor de busca. Resultado: por cada quadro que vi do Pintor, tive que suportar, bem à vontade, cerca de 10 fotos de um cantor pimba nacional, que usa o mesmo nome...
Irra!