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domingo, 24 de novembro de 2024

Passou-me pelas mãos...

 


... e era um livro bem bonito, com texto interessante. E com abundante iconografia lisboeta, de bons artistas.

sábado, 13 de julho de 2019

Em consequência do "rol"



Corrija-se, por uma questão de rigor, uma data, interrogada no poste anterior. O filme Aldeia da Roupa Branca foi realizado em 1938 e estreado no Cinema Tivoli, em Janeiro de 1939. O realizador Chianca de Garcia (1898-1983) teve colaboração, no argumento, de José Gomes Ferreira e Ramada Curto. A canção homónima, em que a palavra rol surge várias vezes, tem autoria de Raul Ferrão e Raul Portela. E aqui fica, na voz fresca de Beatriz Costa (1907-1996).

domingo, 9 de junho de 2013

Lembrete 8


E para aqui estamos
estatelados no Poço
a ver os outros agarrados aos ramos
- com um destino igual ao nosso.

Nota: José Gomes Ferreira nasceu a 9 de Junho de 1900.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Bibliofilia 72 : Aquiliniana


Quando comecei a frequentar leilões de livros, em meados dos anos 70, as primeiras edições de Aquilino Ribeiro (1885-1963), usadas, vendiam-se à roda de Esc. 400$00. Mas, rapidamente, com a inflação galopante, passaram para os 700$00. Deste valor se exceptuavam, por mais raras, "Oeiras: uma monografia" e "Leal da Camara: vida e obra". Com sorte, o livro póstumo "Um escritor confessa-se", com introdução de José Gomes Ferreira, saído em 1972, em algumas livrarias ronceiras, com velhos fundos, nos anos 80, ainda se podia adquirir, novo, por Esc. 180$00 - assim o fiz, em Loulé, em 1983.
Estes preços, evidentemente, não se aplicavam às tiragens especiais, em bom papel, com ilustrações muito bonitas de Pomar, Alice Jorge, Hogan, Dordio Gomes...que eram bastante mais caras. Por vezes, também as "Arca de Noé", o "Romance da Raposa" (ilustrado por Benjamin Rabier), "Príncipes de Portugal" e o "Livro do Menino-Deus", que tinham ilustrações, por despiques em leilões, iam a preços elevados. De qualquer modo e, até ao início do séc. XXI, os preços das primeiras edições de Aquilino foram, paulatinamente, subindo: Esc. 1.200$00, 1.400$00, 1.700$00, 2.400$00, 2.700$00... A procura foi, no entanto, diminuindo e, os preços, naturalmente, estabilizaram.
Recebi, há dias, o 17º Boletim Bibliográfico da Livraria Antiquária do Calhariz, do meu estimado José Manuel Rodrigues. Os lotes, de 544 a 569, são dedicados a Aquilino Ribeiro. O preço médio das obras (de edições diversas) é de 12,00 euros (ou seja, cerca de Esc. 2.400$00) - está conforme. Não são, pelo menos, preços à moda do Porto...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Desabafos, talvez românticos, mas sinceros

Se eu fosse justo e preciso, diria que o tempo não me chega para as leituras; e teria, para cumprir o dever (cf.: Alberto Caeiro), de me remeter a uma reclusão ou clausura forçada que nunca desejei, nem me está no sangue. Nunca fui à India, mas é bem provável que os meus antepassados tenham ido - estas coisas acabam por marcar os genes de cada um.
Falta por aqui, talvez, um pouco de disciplina pragmática e científica, um sentido de missão, que não tenho; e uma ordenação rigorosa das prioridades. Acordemos, no entanto, para cada um dos seres humanos, o benévolo direito da anarquia feliz, do ócio e do prazer, do capricho momentâneo, enfim.
Como disse, e bem, José Gomes Ferreira: "Viver sempre também cansa" (era um Gémeos realista e atento). Até porque depois há, no Outono lisboeta, uns estorninhos cativantes sobre o Tejo, em volteios sinuosos de nuvens que se cruzam, vezes e vezes, ao fim da tarde - como ontem. E, hoje, que não há vento, posso mergulhar os olhos nas águas tranquilas, embora cinzentas e magnéticas do rio.
Como será possível não amar a Vida? E poder ficar por cá mais uns anos, vivo, lúcido e de olhos abertos sobre tudo isto que me cerca...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Balanço e contas, pouco antes das férias

O blogue, neste mês de Julho de 2011, atingirá o seu máximo mensal de postes colocados. Ultrapassará, muito provavelmente, o número de 140. Tal não teria sido possível sem a preciosa colaboração de HMJ e de H. N. (que, oportunamente, dará a sua opinião de leitura, aqui, sobre uma obra de Eduardo Lourenço). Mas também me foram essenciais as sugestões, dicas e informações amigas transmitidas por: A. A. M., C. S. e ms (estou a citar, por ordem alfabética). Não menos importante e motivadora foi, sem dúvida, a visita e comentários de alguém que muito prezo: MR. Mas também foram estimulantes as visitas, comentários e interacção, bissextos de: c. a., JAD, LB, Margarida Elias, Miss Tolstoi, "oliveira da Eurídice" e Ralf Wokan (volto a citar por ordem alfabética). Que se me perdoe alguma clamorosa omissão!
Finalmente, as visitas tímidas ou caladas, e anónimas oscilam entre 130 e 140 diárias, presentemente, com predomínio das brasileiras. Um agradecimento especial aos 29 seguidores do Arpose, pela paciência com que me têm vindo a acompanhar, com desvelo e atenção. E, já agora, uma última nota: o Arpose entrará, a partir de agora em velocidade de cruzeiro. E a seguir ao próximo fim-de-semana, optará por uma hibernação bissexta. Como dizia José Gomes Ferreira: "Viver sempre, também cansa!"
Obrigado a todos. E muito boas férias!

sábado, 25 de junho de 2011

Uma fábula abstracta



Este poste esteve para chamar-se, plagiando José Gomes Ferreira: " Viver sempre também cansa." Também hesitei em chamar-lhe prosaicamente, e só: O cubo de Rubik e o buraco negro. Mas como o desenho animado, de Ivan Maximov, pode ter várias leituras, optei finalmente por - Uma fábula abstracta.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Regressos


Mesmo que nos custe, depois, subir de novo os degraus até à superfície, com a idade, há uma tendência, maior ou menor, para descer à cave. Ver os estragos causados pelo tempo, inventariar o que se salvou e, com sorte, reviver a surpresa de alguma coisa esquecida que nos traz boas recordações. A memória tem destas coisas e, com a velhice, há o fascínio de se fechar o círculo, ou de tentar compreender melhor o que se passou. Reavaliar o tempo. Dizia José Gomes Ferreira que "viver sempre também cansa", expressando a sabedoria da experiência.
Pois acontece que, anteontem, no meu alfarrabista de referência, fui encontrar, inesperadamente, um pequeno molho ( 12, 15?) de fascículos das "Aventuras do Capitão Morgan" (Leituras Antigas I, de 24/5/2010, aqui no blogue), em muito bom estado. Uma leve emoção veio-me à cabeça, e à pele. Vi-lhes as capas sugestivas, com atenção afectuosa, como se fosse menino. E como o preço era justo, escolhi 6 deles. A memória funcionou bem, porque quando cheguei a casa verifiquei que apenas um era repetido, em relação aos que eu tinha e lera há mais de 50 anos.