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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Da leitura (12)


Em biblioteca alheia, fui metendo a foice, que apenas trouxera comigo, para além do último TLS, as "Curiosidades da História Portuguesa", de Ladislau Batalha, bem interessantes, por sinal, e que acabei de ler. Arredio às prosas (ficção), como ando há já bastante tempo, despertou-me interesse o "16 Castas Portuguesas", de José A. Salvador, que li com extremo proveito, aprendendo coisas novas que não sabia sobre a Jaen, a Encruzado, a Tinta Roriz, a Baga...


Havia que dar, porém, alguma oportunidade à ficção prosaica, até para não lhe perder o jeito... Calhou a Paul Morand o privilégio, diplomata francês, um tanto ou quanto ligado a Vichy, mas que conhecia bem Portugal, embora o Estado Novo o considerasse persona non grata. A sua prosa é luxuriante, mas perpassa, por Lorenzaccio - O Prisioneiro de Sintra, uns resíduos finisseculares de desalento e um iluminado cinismo a que a elegância da escrita dá uma certa consistência e interesse. Não me posso queixar, porque não perdi o meu tempo.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Português em destaque (5) : Moscatel de Setúbal


Mal amado ou esquecido, o Moscatel de Setúbal é pouco lembrado. E os que apreciam este generoso, optam muitas vezes pelo "muscat" duriense que Favaios costuma engarrafar em pequenas botelhas como se fora Martini ou Cinzano, para ser bebido como aperitivo. A região demarcada do Moscatel de Setúbal fez, há pouco, 100 anos, porque o decreto da sua criação foi despachado em 1907, autenticado por D. Manuel II e publicado em 1908. Mas o vinho já era apreciado, há muito, fora de portas, e Luis XIV não o dispensava nas suas festas de Versailles (José A. Salvador dixit).
Mas o que me apraz, hoje, destacar é que, muito recentemente (17 e 18 de Julho de 2011), numa prova internacional realizada em Paris, para apreciar "Muscat" de vários países, o Moscatel de Setúbal - Reserva de 2002 - da Casa Ermelinda Freitas foi considerado o Moscatel melhor do mundo e ganhou a medalha de ouro do concurso. É uma honra para a Adega de Fernando Pó que também orgulha Portugal ou, no mínimo, todos os enófilos portugueses. Evoé!