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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Marcadores 35

 

A propósito e pela passagem do centenário do nascimento do escritor José Cardoso Pires (1925-1998).

sábado, 13 de setembro de 2025

Recomendado : cento e oito

 

É uma obra de luxo, pela alta qualidade dos componentes e colaboradores. De Júlio Pomar (1926-2018) já o sabíamos talentoso retratista, depois do retrato que fez de Mário Soares, para a Presidência da República.
Nesta  obra eu gostaria de destacar os desenhos retratando Alberto Lacerda, Graça Lobo, José Cardoso Pires e Manuel de Brito, entre outros. Também os textos de Fernando Gil são inspirados e originais.
Sendo o livro de 1987, e patrocinado pela CGD, não sei se ainda estará à venda na IN-CM, e não esgotado. Chegou-me às mãos um exemplar, em oferta gentil de um bom Amigo (Obrigado, H. N.).
Quanto à aquisição, fica o meu recomendado.

domingo, 28 de março de 2021

Memorabília (8)


A memória da juventude não se apaga. Desde que se deixem sinais ou pistas identificadas: José Cardoso Pires (1925-1998), fotografado pelo escultor João Cutileiro (1937-2021), no ano de 1959. Em Londres.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Bestiário, excelentíssimo


Já não nos chegavam as vacas voadoras, para agora nos chegarem os unicórnios, pelo traço inconfundível de Luís Afonso...

sexta-feira, 2 de março de 2018

Dos contos, como ficção

Não sei se hoje os leitores contumazes costumam ler muitos contos. Mas creio que as editoras preferem editar aqueles tijolos, que vemos muito pelos transportes públicos. E que permitem aos putativos e ocasionais leitores, sem grande concentração (eu creio que também há leitura automática!...), entreter, sem pensarem muito e à tona, o seu tempo de deslocação.



Durante uma boa parte da minha vida, sobretudo até à maturidade, eu comprava muitos livros de contos. E havia bons contistas portugueses. O meu tempo livre não era muito, mas era muito intercalado e havia contos, de 3 ou 4 páginas, admiráveis, que deixavam um rasto prolongado, e imorredouro, na minha memória. Estou a lembrar-me de pequenas narrativas de Somerset Maugam ou de Guy de Maupassant, por exemplo.



Na altura, eu não era esquisito. Quanto aos de temática policial, Edgar Allan Poe ou Conan Doyle eram dos meus preferidos. Na índole histórica, Alexandre Herculano e as suas Lendas e Narrativas mereciam-me emoção e respeito. De pura ficção, mais moderna, para ser justo, terei de lembrar vários contos de  Jorge de Sena e Cardoso Pires. E muitos outros, que seria fastidioso, aqui, enumerar.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Comic Relief (120)


Camaleão excelentíssimo... ou, transforma-se o amador na coisa amada.

agradecimentos a C. S..

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Abusos


É certo que ninguém está livre de lhe usurparem o nome, ou de se apropriarem dele, de forma soez, mas comigo tem sido demais, embora eu o ache banal e pouco impressivo e, talvez por isso mesmo, goste dele, como coisa própria, identificativa e muito pessoal. Mas é melhor eu dizer ao que venho. Primeiro, foi o Pessoa que me usou o primeiro nome e último apelido, para um heterónimo insignificante e de obra breve e curta. Depois, veio o Vergílio Ferreira que, sem me dar cavaco, me meteu num romance (Aparição, 1959), como protagonista. Há uns anos (1979), ainda, Cardoso Pires enfiou-me à força num conto (de O Burro em pé), sem me pedir licença - fiquei fulo!...
Mas o pior ainda está para vir, e vou, nitidamente, baixar de categoria literária. Tive hoje notícia que uma senhora light da literatura (?) portuguesa, que eu não conheço de lado nenhum, se prepara para lançar um romance, em Dezembro próximo, em que eu apareço, nominalmente, como lorde Marçal (eu que até sou republicano!), e que ao meu último apelido acrescentou, pomposamente, de Mello (com 2 eles), imaginem!!! Não fora a idade e o gosto que tenho em me chamar como chamo, eu ia era crismar-me.

domingo, 1 de novembro de 2015

Memória (104)


O realizador de cinema José Fonseca e Costa faleceu hoje, pela manhã, com 82 anos.
Nome maior da filmografia nacional, a sua obra conseguiu aliar, com sábia habilidade, uma rigorosa qualidade com diversos sucessos de bilheteira. Por gosto pessoal, eu distinguiria três dos seus filmes: Kilas, o mau da fita (1980), com Mário Viegas, Sem sombra de pecado (1982) e Balada da Praia dos Cães (1987), baseado no romance homónimo de Cardoso Pires, e em que Raul Solnado tem um notável desempenho.
É deste último filme que deixamos um pequeno excerto, em vídeo.




sexta-feira, 18 de abril de 2014

Lembrete 16


De Cardoso Pires e incluído na pequena, mas prestigiada colecção 3 Abelhas, com capa de Victor Palla, este livro foi, liminarmente, condenado e proibido pela Censura, em 1952.
Em edição fac-similada, da original, podia comprar-se, ontem, com o jornal Público. E, muito embora, estes contos viessem a integrar, com alterações, a obra Jogos de Azar, mais tarde, valerá bem a pena adquirir esta primeira versão, que foi condenada no tempo.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Marcadores (7)


Oferta das Edições Cosmos e datados de 1998/9, estes marcadores destinavam-se a publicitar ensaios sobre as obras dos escritores portugueses Almeida Garrett, Cesário Verde e José Cardoso Pires.

para MR, pioneira desta temática, no Prosimetron.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Capas com gosto


Não faço na menor ideia por onde anda o gosto estético da grande maioria dos actuais capistas gráficos portugueses. Se calhar, nunca o tiverem. Mas, se o têm, deve andar pelas ruas da amargura, do mau gosto chineleiro. É evidente que Sebastião Rodrigues e Victor Palla eram únicos. Mas mesmo outros capistas, mais modestos em génio, nos anos 60 e 70, faziam capas estimáveis que não envergonhavam ninguém. Hoje copia-se (mal) o que há (de pior) lá fora. E, se calhar, ficam todos contentes, editoras inclusive, com o (péssimo) trabalho feito. Primam a foleirice e o quitche mais parolo e provinciano, sobretudo.
O bom gosto, antigamente, era quase obrigatório nas capas de obras de autores conhecidos, até porque eles se empenhavam, também, nisso. Lá fora, como em Portugal. Das muito sóbrias capas dos romances de Aquilino, da Bertrand, às inovadoras e mais exuberantes capas modernas de Cardoso Pires. Mas todas primavam pelo predomínio de um nítido equilíbrio estético, que acompanhava os conteúdos de qualidade. Lá fora, a preocupação era idêntica, mesmo que a edição fosse modesta  e popular, como se pode ver pelas capas inglesas e americanas (anos 50/60), que deixo em imagem, a encimar este poste.
Porque, hoje em dia, contemplar as montras das livrarias portuguesas (Bertrand, ao Chiado, inclusive), quase me dá vontade de vomitar. Esteticamente - quero eu dizer.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Na Baixa


Outono-Inverno clássico, à antiga portuguesa: céu plúmbeo, chuva que parece nunca mais acabar, algum vento, guarda-chuvas desconjuntados, abandonados pela rua. Imprecações, corridas, carros irritantemente esparrinhando água suja das poças para os peões desabrigados. E, de cima, goteiras desabridas, quais pequenas cascatas, pingando incessantemente, sobre quem passa colado às casas. Parece não haver nem sossêgo, nem refúgio.
Mas, no British-Bar, invocado Cardoso Pires, uma atmosfera edénica e morna, enxuta e anglo-saxónica, acolhe-nos, enfim. Podemos falar de Sheffield ou de Bona, sem perder de vista a Lisboa de Ricardo Reis. Ou Saramago - para ser mais exacto. Que no início do romance reproduz, com nitidez literária, esta cidade aberta aos quatro ventos e à chuva intensa da noite que chega.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fernando Lopes (1935-2012)


Fernando Lopes faleceu, ontem, com 76 anos. Mas deixou a sua marca, no cinema português, através de filmes importantes como "Belarmino" (1964), "Uma Abelha na Chuva" (1971), numa adaptação do romance homónimo de Carlos de Oliveira, e "O Delfim" (2002) baseado na obra de José Cardoso Pires, entre outros.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Os lugares cativos


Que os cegos são, por vezes, transaccionados já eu sabia, porque José Cardoso Pires o escrevera num conto. E também me tinha apercebido de um "pastor" de cegas, que chegou a ter duas: uma loira e outra morena. Mas agora, quando o vejo, anda sempre sozinho. Se calhar, trespassou-as...
Mas hoje, de manhãzinha, apercebi-me de uma velha, de "paupérrimas feições" (G. Rosa), que perseguia, com ar ameaçador, uma cigana romani, gritando-lhe:"- Vai-te embora, vai-te embora!, que tu não és daqui!" A cigana, ainda jovem e de olhar atrevido, apressava o passo, afastando-se.
Já de tarde, vindo eu da rua Anchieta, ao passar pela Igreja dos Mártires, vi de novo a velha pedinte (?), com nariz de bico de papagaio. Estava sentada nos degraus do lado direito e ameaçava, em surdina, um pedinte (?) louro, ainda novo, que se preparava para sentar do lado esquerdo. Dizia-lhe:
"- Deixa, deixa, que alguém há-de vir fazer-te a folha!..."
Pois é, hoje em dia, tem que se defender o posto de trabalho, e lutar por ele.

domingo, 22 de agosto de 2010

Citações XLII : José Cardoso Pires


"...Sei, todos nós sabemos, como pesa o tempo vencido sobre quem se aventura a recompô-lo. É um eco a sublinhar as palavras, uma ironia que nos contempla de longe, um aviso. Se alguém (um narrador em visita) rememora a seu gosto (e já vê no papel, e em provas de página, e talvez um dia em juízos da Crítica) o final duma mulher que é de todos conhecido e que está certificado nos autos; se se apega a um punhado de notas tomadas em tempos por desfastio, e se mete agora a entrelaçá-las e a descobrir-lhes uma linha de profecia, então esse alguém necessita de pudor para encontrar o gosto exacto, a imagem exacta da mulher ausente. Necessita de discutir consigo mesmo, à medida que recorda, e assim fá-lo por respeito, pela condição de homem em face da distância e da ausência. É, considero aqui, um ofício delicado contar o tempo vencido. ..."

José Cardoso Pires (1925-1998), in "O Delfim", início do capítulo XXVI-b.