segunda-feira, 8 de setembro de 2025
Ele há cada título...
terça-feira, 6 de maio de 2025
Apontamento 181: Jornalismo profissional, responsável e esclarecido: PROCURA-SE
Em Berlim, assistiu-se, ontem à
noite, à despedida do Chanceler Olaf Scholz, com uma cerimónia militar, julgo
de regra, na passagem de testemunho para o próximo responsável pelo Governo da
Alemanha.
Da imagem da figura de Olaf
Scholz, a que o público teve a possibilidade de assistir, ouvindo o seu
discurso, não resta nenhuma dúvida a qualquer pessoa bem-intencionada,
esclarecida e conhecedora da língua e cultura alemãs, que se perdeu, sobretudo
por uma ignorância atrevida sobre as funções do Estado, um dos últimos
estadistas com que a República Federal Alemã, no contexto político alemão
actual, poderia contar.
Para quem tivesse dúvidas sobre a
estatura intelectual, cívica e cultural do chanceler, ignorando o seu ar e
empenho sério, consciencioso, realista e circunspecto, avesso, como bom
hanseático, a manifestações espúrias de emoções vagas e sem sentido, deveria
ler, se soubesse, os últimos dois discursos.
O discurso nos
80 anos do fim do Campo de Concentração de Neuengamme, Hamburgo, e da
intervenção de despedida de ontem à noite:
https://www.tagesschau.de/inland/innenpolitik/scholz-grosser-zapfenstreich-100.html
Fica um aviso à imprensa, até
àquela que, por cá, se considera profissional: a saber a RTP. Para entender o
mínimo do universo intelectual de Olaf Scholz é preciso saber Alemão e não
trocar “alhos com bugalhos”, o que a RTP fez hoje.
“Scholz despede-se da governação na Alemanha a pedir
"mão firme" ao sucessor”
Com efeito, “mão firme” não
corresponde – EM NADA – àquilo que o Chanceler Olaf Scholz desejou ao seu sucessor,
porque disse o seguinte:
[“Seinem designierten Nachfolger
Merz, (…) wünschte Scholz für alle
Aufgaben und Herausforderungen "viel Erfolg, (…) und eine glückliche
Hand".]”
Ou seja, as “mãos firmes” da RTP
não têm nada que ver com as “mãos afortunadas” que Olaf Scholz desejou, num
universo intelectual superior, ao seu sucessor na condução do próximo governo da
RFA.
Fica mais esta ignorância
atrevida, até de uma estação pública com responsabilidade, para se entender que,
tanto em Portugal como na Alemanha, a imprensa – da direita, do centro e atá da
esquerda – fez da sua própria ignorância uma campanha sem precedentes, contra
uma superior personalidade de um Chanceler, puxando o chinelo para a “vidinha”
quotidiana e incapaz de entender discursos nobres fora da “caixa”.
sábado, 21 de setembro de 2024
Desabafo (91)
domingo, 3 de setembro de 2023
domingo, 9 de outubro de 2022
Apontamento 147: Decadência do Jornalismo na RTP
Ora quem pensava consultar a RTP, quase como único reduto contra o populismo, a falsidade e o jornalismo decadente, enganou-se como testemunha uma pretensa notícia, de 9.10.2022, de uma criatura – não identificada – com o seguinte título:
Preço do leite quase duplicou em apenas um ano, mentira que a meio da conversa passa para “quase duplicou desde início do
ano”.
A bem da verdade, e sendo consumidores
habituais de leite fresco, único que, aliás, no meio de sucedâneos que se
acumulam durante meses em pacotes não refrigerados nos supermercados, temos bem
a prova da evolução dos preços, a saber:
14.02.2022 – Vigor – 0,84 /
litro
18.09.2022 – Vigor – 0,94 /
litro
09.10.2022 – Vigor – 1,09 / litro
Como se vê, a pessoa que pretende passar por jornalista
não deve ter feito o trabalho de casa, documentando-se antes de palrar. Por
outro lado, quiçá fugiu para o jornalismo, porque não gostava de Matemática no Ensino
Secundário, embora o domínio de algumas noções básicas de cálculo se considerem
essenciais para evitar asneira grossa !
E se os jornalistas, que tanto cavalgam o aumento exponencial
dos preços de primeira necessidade, se centrassem em despesas exuberantes como
as tarifas dos telemóveis, da internet, etc. ?
Bem sei que as comunicações passaram a ser essenciais
pelo facto de permitirem acesso a entidades e serviços ora considerados indispensáveis.
Por maioria de razão deviam ter preços regulados. Mas, por aí o jornalista não
se mete …
sexta-feira, 8 de julho de 2022
Cacofonias
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
Os explicadores dos pobrezinhos
quarta-feira, 3 de abril de 2019
Algumas palavras de ontem, sobre jornalismo e redes sociais
domingo, 17 de fevereiro de 2019
Do que fui lendo por aí... 25
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Mistérios e falsos títulos ou soluções
Creio que li, há muito tempo, 2 ou 3 livros sobre o assunto, mas que não avançavam nenhuma credível explicação ou solução para a existência, nesse local, das centenas de estátuas de pedra lá erigidas. O mistério ficou assim por resolver.
Ora, hoje de manhã, no Expresso-online, deparo-me com o pomposo título: Resolvido enigma das estátuas gigantescas da Ilha de Páscoa. Rejubilei! Ia finalmente conhecer a explicação do mistério. Depois, foi a desilusão total. Que "uns arqueólogos norte-americanos", que "junto a fontes de água doce", que na "revista Plos One", que "de terras férteis para culturas agrícolas, como a batata doce"... Sobre como a pedra, de que foram feitas as estátuas, lá fora parar: NADA! A montanha (título) tinha parido um rato (notícia vaga, sem a concreta explicação).
É assim que o jornalismo irresponsável e rasteiro engana e ilude o pagode com títulos bombásticos e apelativos.
Por isso, o mistério continua...