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domingo, 28 de setembro de 2025

Mau gosto

 


Esta capa da revista do Expresso (19/9/2025), pela sua epifania bacoca, fez-me lembrar o "Menino da Lágrima", de Giovanni Bragolin (1911-1981), que todos os lares kitsch ostentavam, em imagem, com compaixão e caridade cristã numa parede das suas casas, orgulhosamente. Melhor do que isto, só a escolha do nosso presente PM, quanto ao seu cantor preferido de música ligeira...

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Um título

 
O jornal Expresso titula, hoje: "De Carlos Alexandre a Susana Seca: em mais de dez anos, o processo da Operação Marquês passou por 300 juízes."
Para já, nunca imaginei que o MP tivesse tanto pessoal, tendo em vista o trabalho (?) produzido, e  dei-me a pensar algumas coisas que passo a referir:
-  a maior parte dos juízes se calhar cansaram-se e desistiram de trabalhar o processo.
- com o intenso labor dispendido terão passado à aposentação por incapacidade funcional ou mental.
- deixaram de ter curiosidade em  consultar o processo.
- meteram baixa prolongada, sendo substituidos por outros colegas mais frescos.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

As palavras do dia (58)

 

É uma espécie de eterno retorno em que as modas vão e vem, como na natureza vegetal.
Mas também é certo que, possuindo um novo, eu nunca deixei de usar o meu velho Nokia.



quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Obviamente, La Palice


 
Se fosse só na França, o descalabro...

quinta-feira, 20 de junho de 2024

A decadência e a ruina

 

Ora aqui está  um exemplo, de capa, de supremo mau gosto, num hebdomadário que já foi de referência.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Ontem como hoje


A incomunicabilidade alarga-se a praticamente quase todos os grandes serviços públicos e privados nacionais, onde, muito provavelmente, refastelados nos seus sofás, os CEO's não querem ser incomodados com perguntas ou reclamações. A crónica de Clara Ferreira Alves vem na revista do Expresso de 15/12/2023.

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Quem muito fala, pouco acerta

 
Aquilo é que foi, ontem, entre os comentadeiros amestrados!... Sobretudo ali para as bandas da SIC e do Expresso. Mais despautério e desacerto, seria difícil haver. Hoje, grande parte dos macacos terão de meter a viola ao saco. Ou disparatar ainda mais.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Desabafo (76)



Pessoa dá para tudo...
Anda por aí uma polémica, que veio a eclodir num hebdomadário, entre um gringo e um luso, a propósito de duas biografias coevas e recentes do autor de Mensagem.
Mal por mal, prefiro quem fale num português límpido e escorreito. Sem sotaque, para marcar diferença...

sábado, 17 de dezembro de 2022

As palavras do dia (49)


Aprender a pensar implica estimular a curiosidade. Não aquela de que habitualmente ouvimos falar, saber a vida dos outros, mas interessar-se por vários assuntos.

José Gameiro (1949), in Expresso (2/12/2022).

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Cadê os revisores?



Será que a Impresa pode pagar ao Osório um ordenado chorudo, mas não tem dinheiro para pagar a 1 ou 2 revisores competentes, eventualmente o salário mínimo, para evitar gralhas clamorosas no jornal Expresso?
Esta última incongruência veio no obituário do jornal editado em 22/7/22.
Afinal em que ficamos: 1949 ou 1943? Para data de nascimento da Ivana Trump. É que 6 anos são muita coisa... E o Araújo que se cuide! Para historiador exige-se mais rigor. E, em último caso, que pague um revisor do próprio bolso, para reler os seus obituários e corrigi-los, se for preciso. 
Evita, pelo menos, estas ligeirezas de amador diletante...

quinta-feira, 1 de julho de 2021

sábado, 20 de julho de 2019

Palavras de anteontem...


(Final do obituário sobre Franco Zeffirelli, de José Cutileiro, no jornal Expresso de 6/7/2019.)

sábado, 13 de julho de 2019

Róis


Rol, ou lista, queria eu dizer, se me referisse ao singular da palavra que serve para título deste poste. Francesismo que já Beatriz Costa usava numa canção ("... que a freguesa deu ao rol...") de um filme, Aldeia da Roupa Branca, dos anos 40 (?).
As listas servem bem os pressupostas da Silly Season, são ligeiras, permitem discordâncias, mas são também inclusivas e servem propósitos alargados de preferências. E lembram coisas e pessoas, para quem as quiser revisitar. Deparei-me com 2 róis, ultimamente.
Um do Expresso, elegendo 50 figuras influentes portuguesas, que não vou discutir. Outro rol, ou lista, saído de Le Monde, abordava 100 romances importantes do século XX. Relação que me pareceu muito mais exclusiva, parcial e ligeira. Desses, tinha eu lido apenas 16 obras.
A ausência de Camus pareceu-me uma injustiça clamorosa, sobretudo quando incluíram, no rol, Sartre (Les Mots) e, sobretudo, Françoise Sagan (Bonjour tristesse). Mas perdoei a Le Monde por ter repescado, em contrapartida, um grande romance dos anos 70 que devia estar esquecido de muita gente: Mars (1975), de Fritz Zorn (1944-1976).
Para alguma coisa havia de servir a silly season...

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Reler. Ouvir


A entrevista, de que escanei uma pequena parte inicial, tem um pouco mais de 36 anos, e foi dada ao jornal Expresso, por Agustina Bessa-Luís (1922-2019), cerca de dois meses depois da saída de Os Meninos de Ouro (Março de 1983). Nela, a escritora confirma, a Maria João Avillez, que se inspirou em Francisco Sá Carneiro para efabular a personagem de José Matildes.
Mas há quem diga que por lá anda também, no romance, o escritor Ruben A., travestido.
Porque escolhi esta obra? Talvez porque foi o livro de Agustina que gostei mais de ler.
E, por isso, o aconselho hoje, aqui.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Palavras atrás...


Aqui há 45 anos atrás, eu ia ficando em jejum - estava tudo fechado. Eu e um meu amigo, só por milagre encontrámos 2 sandes ressessas, num café de um  foyer de um cinema, para mitigar a fome. Viviam-se os tempos idealistas do 25 de Abril, na sua forma mais pura e dura, sem transigências.
Neste ano da graça de 2019, tudo está mais relaxado e permissivo. Tirando as palavras corajosas do actual Bispo do Porto e o tímido anúncio de greve, para o 1 de Maio, nas grandes superfícies, a data parecia um mero domingo, pela quantidade de lojas abertas em que poderíamos exercitar a nossa gula de consumo. Em passeio estival, de tarde, passei por "dois sítios do costume", atulhados de clientes.
Qual greve, qual carapuça! Nem na primavera marcelista, que me veio à memória. Luta de classes? Só por miopia.
E, no entanto, as palavras de Louçã, aqui há uns dias (19/4/2019), no Expresso (que encimam este poste), têm toda a razão de ser. Só que os indignados de hoje refastelaram-se na comodidade de baixarem a cerviz e pactuarem, cobardamente, com a sua vidinha e o seu exíguo salário mínimo, ainda que precário. Claro que assim não vamos a lado nenhum. De melhor.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Algumas palavras de ontem, sobre jornalismo e redes sociais


A reflectir:

A tal cobardia anónima é, fatalmente, a primeira tentação irresistível: ofender, insultar, mentir, caluniar, difamar, inventar sobre o outro a coberto do anonimato, podendo tudo dizer sem nada arriscar, deve ser uma verdadeira catarse. A seguir vem o exibicionismo (a par do correspondente voyeurismo, para o qual existem os exibicionistas) e a noção de que se é tão importante quanto se expõe a vida aos outros, por mais idiota que ela seja.
...
A coragem das multidões é facílima, a sua cobardia é inevitável. Nas redes sociais este saudável exercício de ajuste de contas com tudo e mais alguma coisa está ao alcance de um simples teclado de computador...
...
Hoje, assistimos à morte acelerada do jornalismo às mãos daqueles que na sombra descobriram como manipular o sinistro algoritmo capaz de controlar os milhões de brothers das redes sociais.

(os extractos transcritos foram colhidos na crónica de Miguel Sousa Tavares, no Expresso de 16/3/19).

sábado, 23 de março de 2019

A evitar, absolutamente (4)


Se há coisa de que eu gosto, desde que me conheço, é de História. E da de Portugal, em particular.
Diz-se, e eu acreditava, que o Expresso era um jornal de referência. No meio de tantos pasquins que se publicam, em Portugal, não seria difícil dar crédito a tal afirmação que implica seriedade, primeiro, algum rigor, e solidez naquilo que se publica. A ilusão mirífica apagou-se-me, há dias.
Acontece que, na minha banca de jornais, o dono do quiosque tinha, sobrante e vendável, a colecção completa dos volumes de O Essencial dos Reis de Portugal, publicada em anexo-bónus ao Expresso, ao longo de várias semanas anteriores. Comprei, assim, a colecção das 8 pequenas obras.
Cada um dos livrinhos, tinha um prefácio de Henrique Monteiro (1956), sujeito que já tinha sido, até Janeiro de 2011, director desse hebdomadário e escreve (ou preenche), recentemente, a penúltima página do jornal. Sempre o achei um cómico bem disposto, não estava era à espera, logo no primeiro prefácio (pg. 5), de um erro dele clamoroso e desta natureza (ver sublinhado a lápis):


Agora, pela amostra, imaginem-se os dislates que não irão ocorrer ao longo dos restantes sete prefácios do sr. Monteiro!...
Eu, pelo menos, irei continuar a considerar o rei D. Sebastião (1524-1578) como filho do infante D. João Manuel, este sim, filho de D. João III. E aconselho os colaboradores do jornal a frequentarem, rapidamente, um curso intensivo de História portuguesa. Porque isto pode ser contagioso.
Assim, esta excrescência que apareceu com o jornal Expresso deve ser de evitar, absolutamente!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Mistérios e falsos títulos ou soluções


Cheira a pão quente na rua, inexplicavelmente. À sugestão de flanela húmida, que a chuva deixou no ar. E ao passar junto ao pequeno e despretencioso café-restaurante, contíguo ao quiosque, aonde vou comprar o jornal, vem-me o odor intenso que tanto pode ser da base de um guisado como do estrugido para um arroz de acompanhamento, para o almoço de hoje. Não virei a saber, porém, qual deles se prepara, no interior do estabelecimento...
Nunca gostei muito de mistérios, a não ser para solucioná-los ou para ensaiar hipóteses de explicação.
Daí o meu gosto, desde jovem, por romances policiais, desde que cumprissem as regras clássicas e, ao longo da leitura, eu pudesse ir especulando sobre quem seria o possível assassino, baseando-me nos indícios concretos da narrativa.
Na adolescência, interessei-me largamente e durante muito tempo pelas misteriosas estátuas das Ilhas de Páscoa, que constituem território do Chile. Os gigantescos blocos de pedra, em local onde ela era escassa, eram um fenómeno estranho e de difícil explicação. Datados de meados do século XIII, os meios de transporte naval eram pouco mais que rudimentares, na altura e, assim, pareceria impossível que a pedra tivesse vindo de outros locais, para as Ilhas, por mar. Por terra, dado o isolamento  islenho, também não.
Creio que li, há muito tempo, 2 ou 3 livros sobre o assunto, mas que não avançavam nenhuma credível explicação ou solução para a existência, nesse local, das centenas de estátuas de pedra lá erigidas. O mistério ficou assim por resolver.
Ora, hoje de manhã, no Expresso-online, deparo-me com o pomposo título: Resolvido enigma das estátuas gigantescas da Ilha de Páscoa. Rejubilei! Ia finalmente conhecer a explicação do mistério. Depois, foi a desilusão total. Que "uns arqueólogos norte-americanos", que "junto a fontes de água doce", que na "revista Plos One", que "de terras férteis para culturas agrícolas, como a batata doce"... Sobre como a pedra, de que foram feitas as estátuas, lá fora parar: NADA! A montanha (título) tinha parido um rato (notícia vaga, sem a concreta explicação).
É assim que o jornalismo irresponsável e rasteiro engana e ilude o pagode com títulos bombásticos e apelativos.
Por isso, o mistério continua...

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Ideias fixas 11


Eu creio que já o disse por aqui: leio com algum atraso o miolo pulp fiction do jornal Expresso. Um bom amigo poupa-me aos miriagramas de lixo anunciante ou inútil que o acompanham. E não faz mal esse atraso de dias com que folheio o caderno principal e a revista que me chegam às mãos. O que lá vem, normalmente, já veio repisado noutros jornais, ou online.
Porque, tirando as crónicas divertidas e delirantes de Ana Cristina Leonardo e as bem informadas e humoradas colunas de Manuel S. Fonseca, o resto, para além do sermão dominical (embora ao sábado) e outras bugigangas, são meras ordens de serviço, muito bem compostinhas, e mera rotina entediante de escreventes núbeis ou serôdios, sem qualquer interesse de maior.
Politicamente correcto, ao pormenor, quem diria que o Expresso já foi um jornal de referência?!

sábado, 7 de outubro de 2017

Miscelânea descentrada


Levei cerca de uma hora a ler um hebdomadário e um diário, saídos hoje, ainda frescos.

Haverá alguém que imagine o Prémio Nobel a ser atribuído a John Le Carré? Creio que não.

Premeia-se por contraste, para tomar posição. Veja-se o da Paz, ou a deslocação do Sabadell...

Sempre Verão, também cansa. Porque conheço algumas pessoas que aspiram a ver a chuva, de casa.

Os 2 jornais, que li, recomendam quase só vinhos de 9 a 30 e tal euros. Para quem?

Recordo que, nas Cooperativas do Douro, as uvas se estavam a pagar a menos de 1 euro, o quilo.

No "Expresso", há dois encartes, grossos, sobre Angola. Vingança do chinês, ou subserviência lusa?

Vou reler o último livro de Gastão Cruz (Existência) para arejar a vista e mudar de alma.

Que, como dizia um poeta inglês: a esperança terá de ir para outras coisas.

Até porque Londres e o seu hipotético nevoeiro não me vão, seguramente, mudar a vida.