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domingo, 12 de setembro de 2021

Sonhos



Ao invés da aguarela algo harmoniosa e naïf, de inspiração marítima, os sonhos da noite, colhendo caoticamente as impressões do dia passado e o futuro almoço de filetes de pescada, domingueiro, albergavam pássaros e peixes enormes, Jorge Sampaio discursando em Timor-Leste e o mercado de Dili, onde uma nativa, da sua banca, me queria vender, melíflua, o que me pareceu ser uma gigantesca jamanta. Ainda lhe perguntei se não teria raias. Silenciosa me apontou ameaçadora o que me pareceu ser uma lula de dimensões muito avantajadas. Que recusei, categórico, pelas poucas bocas que teria à mesa, hoje.
Até que, para meu sossego, resolvi acordar e regressar à Metrópole...

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Jorge Sampaio (1939-2021)



Embora o seu aspecto frágil não augurasse boas novas, talvez esperássemos que Jorge Sampaio ultrapassasse esta nova crise de saúde. Não o conseguiu, porém. E se, por vezes, as suas aparentes hesitações se chocassem com a minha impaciência natural, em algumas decisões políticas, respeitava-o e considerava-o um verdadeiro democrata, por inteiro.

domingo, 8 de maio de 2016

O truão, a verdade histórica e o contraditório autorizado


Em 16/3/2010, a propósito do infausto aniversário da Cimeira das Lajes, falei aqui dos 4 cavaleiros do Apocalipse (Aznar, Barroso, Blair e Bush jr.). 
Há dias, um dos citados cavaleiros, em entrevista à SIC, declarou que a Cimeira tivera o acordo prévio do PR da altura.
Hoje, Jorge Sampaio, no jornal Público e, ao que parece, em declarações ao DN, vem repor o rigor dos factos.
Como diz a sabedoria do povo: Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.

sexta-feira, 4 de março de 2016

A evolução na descontinuidade...



A Galeria Presidencial ficará acrescida, proximamente, com o retrato do ainda presente PR, executado por C. Barahona Possollo (1967). Ironicamente, não resisto a comentar que o menos lido, dos 3 últimos Presidentes eleitos democraticamente, é aquele que aparece com mais livros no retrato... Como diria o povo: "Não há fome que não dê em fartura."


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Para passar o tempo


À falta de melhor, às 22h00, sintonizarei a Sic-Notícias, para ouvir algumas das nossas habituais sumidades discretearem sobre as virtudes e defeitos do Orçamento de Estado para 2015. Lá estarão, para o debate, João Salgueiro, Octávio Teixeira e outros. Só não percebi porque não convidaram também a alquebrada e sage economista Teodora Cardoso. Mistérios...
Suprema ironia: a troca de ideias terá lugar nas instalações da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, à rua da Escola Politécnica. Terá sido num assomo de Humanidades (não esquecer Sampaio: "há mais vida, para além do défice"), ou foi para ter o Diário da República mais à mão? Mais um mistério. Se calhar  foi o novel comissário europeu Tostões que sugeriu o local...

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A propósito e na sequência de uma crónica jornalística


No seu pragmatismo objectivo, a direita portuguesa nunca teve pejo, nem preconceitos, em coligar-se, na intenção de conquistar o Poder. Ao contrário, as esquerdas portuguesas, tirando a excepção do consulado de Jorge Sampaio ( que nem é, sequer, um "perigoso" esquerdista...), na Câmara de Lisboa, nunca o fizeram, de forma visível e clara. Nas suas desconfianças de vizinhos próximos, nas suas ortodoxas e aristocráticas ideologias frustes de cúpulas rigidamente egocêntricas, as esquerdas portuguesas "falam, falam", mas nunca se conseguem entender. Sobra a isto, muitas vezes, um eleitorado frustrado.
A propósito da erosão lenta, mas real, e da implosão previsível do BE, Rui Tavares, na sua crónica (A chave) de hoje, no jornal Público, fala desta fatal pulverização dos partidos de esquerda portugueses, mas diz também uma coisa bem simples e verdadeira. Passo a citar:
"...A maior parte dos eleitores de esquerda estão no meio, procurando pela realização de um país em que as desigualdades sejam combatidas e a pobreza erradicada, onde haja um acesso universal às provisões públicas, e onde uma economia mista e diversificada possa dar hipóteses justas de progresso social e pessoal aos portugueses. ..."

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Leituras à beira-mar


Uns dias de lazer, passados à beira-mar, têm um sabor muito diferente. O ritmo e o espaço, pelo carácter insólito e o vagar pouco habitual, obriga-nos a uma vida diferente. 
O encontro nocturno, com uma livraria pessoal, recheada com títulos tentadores pela diferença das escolhas, encaminhou-me para uma versão do Eclasiastes. A apresentação é de Jorge Sampaio, editado em 2001, pela Três Sinais Editores.
A leitura  da versão do Eclesiastes fez-me recordar uma canção, que conhecia muito bem e sempre apreciei, de Pete Seeger. E, para constar, aqui fica.

Post de HMJ

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O "banalês"



 Foi Karl Marx que, no ensaio que consagrou  ao 18 Brumário, e às tomadas de poder por Napoleão Bonaparte, referiu que a História muitas vezes se repete, a primeira vez, como tragédia, depois como farsa.
Para suprir a falta de ideias e um pensamento estruturado, muitos políticos (e não só) exprimem-se através de um "banalês" acinzentado, muitas vezes pontuado de jargões técnicos, normalmente americanos, para disfarçar a sua falta de originalidade. Mas parece que, agora, chegou a vez dos plágios inapropriados...
Em determinada altura da sua Presidência, Jorge Sampaio, que é um homem que pensa, alertou, de forma séria, para a tragédia que se poderia cruzar com o País, dizendo: "Há mais vida para além do défice!"
Pois não é que um inefável ministro actual, desajustadamente, não o plagiou afirmando (se calhar, em tom de farsa), em "banalês": "Há mais vida para além da austeridade!"
Tenho que concordar que Karl Marx tinha toda a razão.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Reflexões e memórias


Do ex-Presidente da República Mário Soares, lembro-me, entre muitas outras, frequentemente de uma frase: "...o direito à indignação". Do ex-Presidente Jorge Sampaio recordo pelo menos, o: "...há mais vida para além do défice!" Mas poderia citar mais algumas frases que têm, por detrás, ideias, reflexões próprias, originais da parte destes dois homens políticos.
Mas hoje, ao ler o jornal, e por associação, tentei lembrar-me de alguma frase do nosso actual Presidente, em exercício, e não consegui lembrar-me de nenhuma. Será que estou a perder a memória?
Ora, na crónica de hoje, de Rui Tavares, no "Público", encontrei matéria para reflexão. Que passo a partilhar e citar (com a devida vénia ao cronista e ao jornal referido):
"...Cavaco Silva não é, essencialmente, um pluralista. Sempre insistiu que duas pessoas confrontadas com os mesmos dados têm a mesma opinião. Isto significa que não entende por que têm os outros uma opinião diferente da dele; (...) Não haver cartazes na rua é um bom começo, principalmente quando se tem a TV e os jornais todos os dias assim: «Cavaco defende previsibilidade» «Presidente recomenda precaução», «Cavaco Silva condecora empresários». Ui, que profundo. ..."
Afinal, acho que não estou a perder a memória: não havia era nada para fixar...