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sábado, 26 de setembro de 2015

Um poeta desaparecido


Durante cerca de três anos, acompanhei-lhe o blogue (O cheiro dos livros - nemsemprealapis), com gosto, fidelidade e proveito. Original, a sua irreverência e agudeza eram uma marca disfarçada de ternura pelas coisas da terra. Falo de Jorge Fallorca (1949-2014), poeta, tradutor e não só, que faleceu em Abril do ano passado.
Hoje, na feira da rua Anchieta, havia um livro dele, isolado, numa banca. Comprei-o. E dou-lhe a palavra:
"Ninguém aprende a ser poeta. Nasce-se poeta ou não. É possível decantar, interiorizar essa inevitabilidade, mas é-se muito mais poeta quando finalmente nos libertamos da necessidade de escrever poesia.
Não há nada mais ridículo e mais letal para um poeta que insistir em continuar a escrever poesia quando, ninguém melhor do que ele, sabe que ela seguiu o trilho natural das coisas: acabou-se. ..." 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Memória (89) : Jorge Fallorca


Jorge Fallorca (1949-2014) completaria, hoje, 65 anos e 1 mês, mas desapareceu a 3 de Abril, sem que os jornais se tivessem preocupado em noticiar a sua morte, informando, também, sobre a sua vasta obra (poesia e traduções, sobretudo) de difícil classificação. Não era um artista do "arco da governação"...
Fui, cerca de 3 anos, visitador fiel do seu blogue "O Cheiro dos Livros (nemsemprealapis)", que ficou suspenso e congelado, talvez por doença, a partir de Março de 2014. Mas ainda lá vou, de vez em quando, para matar saudades da sua palavra viva e irreverente.
O vídeo, que se segue, foi a última música que ele postou, no Blogue. Aqui fica para o lembrar.

sábado, 5 de abril de 2014

Jorge Fallorca (1949-2014)


Tarde e a más horas, soube do desaparecimento do poeta e tradutor Jorge Fallorca. Além dos dez blogues amigos que sigo, o dele (O Cheiro dos Livros - nemsemprealapis) era o único a mais que eu visitava, quase diariamente, e sempre com gosto renovado.
Com tantas banalidades, que dia a dia publicam, nenhum jornal foi capaz de dar a notícia da sua morte. De alguém que tinha obra de vulto publicada: 19 livros, além de várias traduções. É este o jornalismo que se faz em Portugal...
Falei com ele uma vez, no Chapitô, aqui há poucos anos, trocámos 3 comentários inter-blogues, roubei-lhe uma fotografia, com autorização ("Sirva-se, homem, esteja à vontade"), do nemsemprealapis, e pouco mais. Mas vou ter saudades da frescura livre e da ternura mal disfarçada das palavras que escrevia.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Comic Relief (77)


Uma família feliz: o paizinho e a mãezinha, reencontrados.

Com a devida vénia a Jorge Fallorca  e ao seu O Cheiro dos Livros.