Não tarda muito que os marmelos e as gamboas comecem a amadurecer e, o mais tardar, dentro de mês e meio ou pouco mais, a pastelaria Cister, próximo da Imprensa Nacional, exiba na sua montra as tijelas da apetitosa marmelada que, milagrosa e tradicionalmente, ainda vai fabricando, todos os anos, pelo Outono. No antigamente na vida (Guimarães Rosa dixit), todas as Panificações que se prezasem a produziam... Agora, as boutiques de pão não de todo a fazem ou nem sequer a sabem fazer...
Tanto quanto sei, a primeira reprodução do fruto, que dá origem a esta compota singular, deve-se ao naturalista e botânico inglês John Tradescant, o Velho (1570?-1638), que lhe deu o nome científico de portin(ge)gale quince e o reproduziu em gravura reconhecível e bonita. A referência latina a Portugal deverá ter uma lógica razão de ser.
Domesticamente, HMJ ainda não decidiu se este ano irá renovar a reserva da marmelada, dado que ainda há algum resto de tijelas do fabrico do ano passado, e em muito bom estado comestível. Tudo depende de alguns pequenos factores imprevisíveis...
Pintando no Museu II
Há 12 horas